Lançamento do relatório anual da Anistia Internacional ‘O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2014-2015’

Anistia Internacional Brasil

A Anistia Internacional convida para lançamento do relatório anual “O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2014-2015” e debate sobre segurança pública com Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, e Luiz Eduardo Soares, antropólogo, cientista político, escritor e professor da UERJ, na quarta-feira (25), das 17h às 19h, no auditório da Universidade Cândido Mendes (UCAM), no Centro do Rio de Janeiro. (mais…)

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A Linguagem da Favela Parte 1: Resistência, Cultura e Identidade

Esta é a primeira de uma série de três sobre a língua falada nas periferias do Rio de Janeiro.

por Gitanjali Patel*, Rio On Watch

A gente pegou a linguagem que não foi feita para a gente, que não é nossa, e criou uma outra linguagem que é nossa e que é riquíssima! Mas ela não é aceita. Pouco a pouco na medida que a gente vai criando conhecimento, é assim que ela pode ser aceita, que ela deve ser aceita; ela é riquíssima, ela é invejável, e plausível. Só que ela é de outra academia, a academia da vida.” – Wesley DelírioBlack, rapper

A língua representa a cultura de uma sociedade e as práticas e atitudes que lhe dão consistência. Diferentes dialetos dentro de uma língua não só representam grupos sociais diversos, mas refletem as relações entre eles. O dialeto do grupo dominante em uma dada região é naturalmente refletido nas instituições governamentais e educacionais e representa o “dialeto padrão“; os dialetos de comunidades que vivem nas periferias da sociedade são consequentemente marginalizados. Comum em outros lugares, essa dinâmica é marcada no Rio de Janeiro, onde a língua falada nas áreas marginalizadas tem, de forma rotineira, sua legitimidade negada e ignorada, tida como um português mal falado. Essa rejeição é menos um veredito no que se refere aos méritos linguísticos do dialeto–que é de fato uma língua própria–e mais uma reflexão sobre a aguda estratificação e profunda desigualdade que caracteriza a sociedade brasileira. A língua é explorada como mais uma maneira de aumentar a distância entre a elite e os pobres, contribuindo para uma longa história de exclusão e estigmatização dessas comunidades. (mais…)

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Monsanto: 25 doenças que podem ser causadas pelo agrotóxico glifosato

Cientistas descobriram que pessoas doentes tinham maiores níveis de glifosato em seu corpo do que as pessoas sadias. Conheça os resultados destas pesquisas

Alexis Baden-Mayer* – Sin Permiso, na Carta Maior

A Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT. Mas foi no final dos anos 1990 que o uso do Roundup se massificou graças a uma engenhosa estratégia de marketing da Monsanto. A estratégia? Sementes geneticamente modificadas para cultivos alimentares que podiam tolerar altas doses de Roundup. Com a introdução dessas sementes geneticamente modificadas, os agricultores podiam controlar facilmente as pragas em suas culturas de milho, soja, algodão, colza, beterraba açucareira, alfafa; cultivos que se desenvolviam bem enquanto as pragas em seu redor eram erradicadas pelo Roundup. (mais…)

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Desertificação: ‘por que este assunto não está na capa dos jornais?

Um solo produtivo leva de três mil a 12 mil anos para a sua formação, e o aumento da desertificação no mundo desmascara a ‘eficiência’ do agronegócio.

Najar Tubino, Carta Maior

É uma decisão da ONU, que desde 2013 também definiu o dia 5 de dezembro como o dia mundial do solo. Em maio, entre os dias 4 e 7, ocorrerá a Conferência Internacional do Solo na Albânia com o lema: “O solo sustenta a vida: muito lento para formar, rápido demais para perder”. Um centímetro de solo demora entre 100 e 400 anos para se formar, e os pesquisadores calculam que um solo produtivo dentro da normalidade leve de três mil a 12 mil anos para a sua formação. Mesmo assim, a ONU calcula que até 2050 o mundo perderá um Brasil inteiro em solo, ou seja, 849 milhões de hectares. São 12 milhões de hectares por ano. O que é mais importante: somente 5 a 10% dessa terra chegam ao mar. Onde fica o restante? No leito dos rios, no lago das represas, tanto de abastecimento de água, como das hidrelétricas, nos córregos, nos afluentes. Como dizem os chineses: os rios do planeta estão empanturrados. (mais…)

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PM de Salvador ameaça comunidade após chacina, denuncia Anistia Internacional

Após moradores organizarem marcha contra ação do Rondesp que deixou 12 mortos no começo do mês, agentes passaram a abordá-los com mais truculência, relata entidade

por Wanderley Preite Sobrinho, Carta Capital

Rendidos e desarmados. É assim que os 12 jovens supostamente assassinados pela Polícia Militar da Bahia no dia 6 de fevereiro são descritos pelas ruelas do bairro Cabula, na periferia de Salvador. Desde que a versão dos moradores para o massacre se espalhou, a PM passou a rondar o bairro distribuindo ameaças a seus moradores, denuncia a Anistia Internacional. (mais…)

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Obras do Acquario do Ceará são paralisadas, em Fortaleza

Do G1 CE

As obras do Acquario Oceânico do Ceará foram paralisadas desde o dia 6 de fevereiro por determinação do secretário de Turismo do Estado, Arialdo Pinho, conforme ordem publicada no Diário oficial do Estado (DOE) do dia 13 de fevereiro. A publicação no DOE diz que “por determinação do Secretário de Turismo fica determinada  a paralisação do contrato nº 017/2011 – Setur, firmado entre a Secretaria do Turismo e referido Empresa International Concept Management até ulterior deliberação, em virtude da análise dos requerimentos feitos pela contratada (…)”. (mais…)

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Moradores do asfalto têm visão preconceituosa em relação a favelas

Por Alana Gandra, da Agência Brasil / Ecodebate

Pesquisa do Instituto Data Popular mostra que ainda é preconceituosa a visão dos moradores do asfalto em relação aos de favelas. A pesquisa consultou 3.050 pessoas em 150 cidades de todo o país entre os dias 15 e 19 de janeiro. De acordo com o levantamento, 47% dos cidadãos do asfalto nunca contratariam, para trabalhar em sua casa, uma pessoa que morasse em  favela. (mais…)

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Belo Monte vai engolir muito mais que palafitas em Altamira

Moradores e comerciantes de região central da cidade ainda não têm ideia quanto receberão por suas casas e estabelecimentos, muito distantes das palafitas que simbolizam os atingidos nas propagandas da Norte Energia

Texto e fotos: Verena Glass, em Xingu Vivo

“Até final de fevereiro todas as casas dessa rua serão demolidas”, sentencia o engenheiro Marcelo Silva, ostentando no peito o crachá do Consórcio Norte Energia. Cercado de moradores indignados, Silva, acuado, aponta nervoso rua acima e abaixo a Sete de Setembro, localizada na Área Açaizal, bairro Centro, Altamira, PA. (mais…)

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Movimento de defesa da Ponta do Coral faz ato em Florianópolis

Militantes da defesa da Ponta do Coral e populares exigiram ver o projeto e reiteraram a proposta de uma Ponta do Coral 100% pública

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Nem o calor ou a iminente saída do bloco que abre o carnaval da capital impediram aqueles que realmente lutam por Florianópolis de realizar um ato de protesto em frente à Fundação do Meio Ambiente (Fatma), entidade estadual que é responsável pelas licenças ambientais quando algum empreendimento, governo ou mesmo uma pessoa comum quer construir alguma obra. Ela seria, segundo o prefeito da capital catarinense  – Cesar Souza  – a entidade que daria a decisão final para  a construção de um hotel de 18 andares na Ponta do Coral, um pequeno braço de terra que avança para o mar, bem em frente a já elitizada Beira-Mar. (mais…)

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