Artigo: “A teoria da Injustiça Ambiental como ocultamento da ocorrência do Racismo Ambiental na sociedade brasileira”*

Por Helena Carvalho Coelho[1] e Lorena Ferreira Carpes[2]

  1. INTRODUÇÃO

A desigualdade social está na gênese da história do Brasil, desde a colonização, e se agravou sobretudo com o advento das relações comerciais e com a consolidação do capitalismo através do acúmulo de capitais e concentração de renda.

Essa desigualdade se reflete também na relação da população com o meio ambiente. O racismo ambiental é identificado por meio de políticas públicas e industriais que impõem aos grupos sociais de cor e de baixa renda, por força do poder econômico, maior risco ambiental.[3] (mais…)

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Entidades cobram reativação e funcionamento adequado do Conselho de Direitos Humanos do Maranhão

A carta abaixo foi enviada ao governador do Maranhão, Flávio Dino, no dia 31 de maio último, cobrando “melhoria nas condições para o funcionamento adequado do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Maranhão-CEDDHMA”. Além da reativação das reuniões e estruturação de meios de comunicação, as entidades que assinam ressaltam a importância de o Conselho ouvir as comunidades do interior do estado, dialogando com as demandas de povos indígenas e comunidades tradicionais. Abaixo, a íntegra da carta. (TP).

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“Nós, abaixo assinados, vimos manifestar a nossa preocupação com a falta de realização das reuniões do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Maranhão, assim como a falta de estrutura desse conselho que está atualmente sem condições de comunicação (sem telefone, internet, espaço físico, etc) para o seu funcionamento adequado, incluindo a dificuldade de deslocamento dos conselheiros do interior do Maranhão, entre outras deficiências, que estão prejudicando a realização das muitas atividades do dia-a-dia de um dos mais importantes conselhos estaduais do Maranhão, como é o caso do CEDDHMA. (mais…)

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Nova política e possíveis cidades no feminino

Oportunidade civilizatória à vista: estão surgindo condições para substituir selvas de cimento áridas, segregadas e competitivas, por espaços de afeto, compartilhamento e cuidado. Eleições espanholas sugerem caminho  

Por María Eugenia R. Palop | Tradução Inês Castilho – Outras Palavras

A morfologia de nossas cidades mudou muito nos últimos anos. Devastadas tanto pela corrupção urbanística e pela bolha imobiliária quanto pela privatização do espaço público e fragmentação social, elas se debatem entre um mundo infame de espaços vazios e a bunkerização dos novos ricos em urbanizações fechadas e “seguras”. No emaranhado cinzento de estradas em movimento, rotatórias com esculturas horrendas, hipermercados, shopping centers e população encapsulada, as grandes construtoras criaram um lugar estranho que poderíamos chamar de não-cidade. Um buraco negro que impossibilita as relações urbanas, o diálogo e a gestão cidadã, e no qual os indivíduos são fundamentalmente eleitores e consumidores (se é que esses papeis podem ser diferenciados em nossa democracia de negócios), unidos por vínculos líquidos e instáveis. (mais…)

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Os miseráveis: As favelas que crescem dentro das favelas

Comunidades mantêm bolsões de extrema pobreza. Para especialistas, condições urbanas acentuam penúria

Maria Elisa Alves e Rafael Galdo, O Globo

RIO — Com o olhar perdido no horizonte, Maria Eunice Guimarães mastiga um sonho, desses de padaria. A vista é para o mar de Ipanema e Copacabana. Mas, como já dizia a música dos Titãs, “miséria é miséria em qualquer canto”. E Maria Eunice, aos 51 anos, nunca escapou dela. Quando criança, viu os irmãos morrerem de fome. Aos 7, fugiu de casa, segundo ela, porque sua mãe não acreditou que seu padrasto queria estuprá-la. Criou-se na rua. Admirava cartões-postais nas bancas de jornal. E foi parar numa paisagem digna de um deles. Mas a beleza não esconde as feridas ainda abertas em sua vida: mora no ponto mais alto do Pavão-Pavãozinho, 780 degraus morro acima, no pedaço da favela conhecido como Caranguejo, onde predominam barracos de madeira, como o de Maria Eunice, e casas de pau a pique. (mais…)

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Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos – hoje, 02/06, na USP

“Em um país que muitos ainda acreditam ser uma ‘democracia racial’, a velocidade com que as mulheres diminuíram sua desigualdade em relação aos homens foi muito maior do que a velocidade com que os não brancos diminuíram sua desigualdade em relação aos brancos”

Por José Tadeu Arantes, Agência FAPESP

A América Latina apresenta os mais elevados índices de desigualdade do mundo e o Brasil ainda está entre os países mais desiguais da América Latina. Porém as desigualdades, em várias áreas, vêm diminuindo consistentemente. São reduções gradativas. Não houve nenhum grande salto de superação das desigualdades concentrado em um momento específico, mas o processo, como um todo, está fortemente associado à reconstrução da democracia. (mais…)

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Após denúncias, MPF verifica situação de comunidades próximas a Belo Monte

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil 

Depois de denúncias apresentadas por representantes do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) de que há violação dos direitos humanos de comunidades ribeirinhas, de pescadores e de indígenas no processo de construção da Hidrelétrica de Belo Monte, o Ministério Público Federal (MPF), em Altamira (PA), inicia hoje (1º), no sudoeste do Pará, série de visitas a comunidades atingidas direta ou indiretamente pela construção da barragem. (mais…)

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Seminário Internacional Cidades Rebeldes, de 9 a 12/06, em São Paulo

A Boitempo Editorial, que completa 20 anos de atividade em 2015, e o Sesc São Paulo realizam entre os dias 9 e 12 de junho o Seminário Internacional Cidades Rebeldes, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. A iniciativa faz parte de uma série de eventos promovidos pela Revista Margem Esquerda desde 2004. Estarão reunidos mais de 40 conferencistas para discutir o presente e o futuro das cidades como palco de disputas políticas, ideológicas e sociais. (mais…)

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Os miseráveis: do flagelo do Norte ao Sul maravilha, uma réplica do Brasil

São Francisco de Itabapoana tem 15,6% de miseráveis, enquanto Resende contabiliza apenas 1,6%

Por Maria Elisa Alves e Rafaeol Galdo, em O Globo

Num Rio de disparidades superlativas, cabe um Brasil inteiro. Se o Norte e Noroeste fluminense têm municípios com indicadores sociais que se aproximam do Norte e Nordeste do país, o estado também tem seu Sul maravilha, na região do Médio Paraíba, além de uma área metropolitana adensada e cheia de desafios, que se assemelha ao Sudeste brasileiro.

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Os miseráveis: retrato sem retoques de um Rio de excluídos

Estado tem 3,7% de seus moradores na extrema pobreza. Percentual só não é maior do que o do Norte-Nordeste

Por Maria Elisa Alves e Rafael Galdo, em O Globo

O Estado do Rio tem 565.135 pessoas vivendo abaixo da linha da extrema pobreza. A série de reportagens “Os miseráveis” mostra como e onde vive quem precisa driblar dificuldades como desemprego e fome. São 3,77% da população do estado nessa situação, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O percentual é o maior entre todos os estados das regiões Sul e Sudeste, superando apenas os do Norte-Nordeste e Mato Grosso, no Centro-Oeste. (mais…)

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