Carta de Montes Claros

Em PRMG

Nós, participantes do Seminário sobre o reconhecimento dos direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais do Médio São Francisco, reunidos em Montes Claros/MG, nos dias 1 e 2 de julho de 2015, diante da histórica violação de direitos fundamentais das populações ribeirinhas do Rio São Francisco, da ausência do Estado brasileiro na garantia desses direitos e da crise ambiental hídrica que atravessa o rio e os habitantes de sua bacia, avaliamos que a base para o reconhecimento e a efetivação dos direitos fundamentais dessas populações e para a recuperação ambiental do Rio São Francisco, passam pela regularização dos territórios dos povos e comunidades tradicionais ribeirinhas – em especial vazanteiros, quilombolas, veredeiros, geraizeiros, pescadores e indígenas –, pelo manejo ambiental comunitário, pela garantia de acesso a políticas públicas específicas e geração de renda segundo as práticas culturais dessas comunidades. (mais…)

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MPF/MS: Ceasa e fornecedores devem monitorar presença de agrotóxicos em vegetais

Central de Abastecimento comercializa mais de 170 mil toneladas de produtos por ano, mas não faz qualquer acompanhamento do uso de agrotóxicos nas lavouras

MPF/MS

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) recomendou à Central de Abastecimento (Ceasa/MS) e à Associação de Usuários da Ceasa/MS (AUCE) que seja realizado o monitoramento da existência de agrotóxicos em frutas, verduras, legumes e hortaliças comercializados na central. A recomendação foi expedida após inércia da empresa e de seus fornecedores na análise da presença de resíduos químicos nos produtos comercializados. (mais…)

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Poços clandestinos sugam água do subsolo, comprometem abastecimento e elevam risco de contaminação

Pequenos produtores culpam agronegócio pela extração volumosa de águas de aquífero em Araguari, no Triângulo Mineiro, onde poços clandestinos já comprometem córregos e geram risco de contaminação por agrotóxicos

Mateus Parreiras – Estado de Minas

Araguari – Perfurações que penetraram 200 metros no subterrâneo encontraram apenas argila seca. Aflitas por uma fonte de água para sobreviver, 44 famílias insistiram o quanto puderam. Em Araguari, no Triângulo Mineiro, dos 10 poços escavados no solo das roças do Bom Jardim, dois verteram o líquido de um lençol profundo. O que pareceu por um tempo alívio, porém, voltou a ser angústia: “Há 5 anos, conseguimos tirar 3 mil litros por hora de cada poço. Agora, não temos 500 litros. Isso dá para uma família beber, mas não enche cocho de gado nem irriga horta”, lamenta o sindicalista Alcides Lima de Souza, de 53 anos, que culpa as extrações volumosas do agronegócio pelo rebaixamento do nível da água. A segunda reportagem da série do Estado de Minas sobre a guerra da água mostra como os aquíferos estão sendo sugados indiscriminadamente e como fazendeiros estão entrando em confronto por causa do desvio de água. (mais…)

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Racismo ambiental – a difícil vida de quilombolas, indígenas e comunidades tradicionais no ES

Por Henrique Alves, no Século Diário (Fotos: Rogério Medeiros)

Estudiosa de comunidades tradicionais há duas décadas, especialmente quilombolas, a professora titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Simone Batista, considera delicada a atual situação dessas comunidades no Espírito Santo. No norte capixaba, o quadro é de desencanto. A expansão por diversos municípios da celulose, pela Aracruz Celulose (Fibria), do petróleo e gás, pela Petrobras, a insistência do projeto de mineração do porto da Manabi, em Linhares, o advento de terminais portuários e a consumação do Estaleiro Jurong, em Aracruz, amedrontam quilombolas, índios e pescadores artesanais. (mais…)

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Anvisa tem três meses para concluir estudos sobre agrotóxicos

Prazo foi determinado pela Justiça Federal em ação proposta em MPF/DF

MPF/DF

A Justiça Federal acatou parte dos pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua em, no máximo 90 dias, a reavaliação toxicológica de seis ingredientes ativos que fazem parte da composição de agrotóxicos usados no país. A decisão, assinada pela juíza Luciana Raquel Tolentino, se refere à ação civil pública proposta em março de 2014 pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Na época, o MPF havia pedido o banimento de oito ingredientes que, segundo estudos técnicos, podem causar doenças graves como câncer. A decisão judicial, no entanto, não interrompe a concessão de registros a novos produtos que contenham os ingredientes questionados na ação. (mais…)

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América Latina: La transgénesis de un continente. Visión crítica de una expansión descontrolada

Em Biodiversidad en América Latina y El Caribe

El estudio que presentamos es la actualización de la investigación del mismo nombre publicada en el año 2009. Ella mostraba el gran avance en el uso de organismos genéticamente modificados en la región a partir de su introducción hace casi veinte años. Avance que se enmarcaba en la transformación de la agricultura tradicional hacia una producción agroindustrial de gran escala que no sólo ha modificado los modos de producción, sino también toda la estructura sociocultural del mundo rural. (mais…)

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Mulheres Sem Terra fazem da agroecologia uma ferramenta de emancipação

Em mais uma feira da Reforma Agrária no sul da Bahia, as Sem Terra trouxeram a importância da participação da mulher na produção agroecológica

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST

O município de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, recebeu na última quinta e sexta-feira (18 e 19) a produção de trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra de diversos assentamentos da região, que deram continuidade à jornada de feiras agroecológicas da Reforma Agrária. (mais…)

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Uso de agrotóxico no país mais que dobra entre 2000 e 2012

Foram comercializados 6,9 quilos por hectares plantado em 2012, alta de 11% ante o ano anterior

Por Indiana Tomazelli e Mariana Sallowics
Do O Estado de S. Paulo / MST

O uso de agrotóxico pelo agronegócio brasileiro mais que dobrou entre 2000 e 2012. Na média do País, foram comercializados 6,9 quilos por hectares plantado em 2012, alta de 11% ante o ano anterior, segundo a 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015, divulgado nesta sexta-feira (19), pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (mais…)

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