Amazônia: verdades que não se curam

O povo brasileiro adotou o método químico para cuidar de seus males, ajudando a indústria farmacêutica que contrabandeiam nossa medicina natural.

Najar Tubino, Carta Maior

O povo Huni Kuin, do rio Jordão no Acre lançou o Livro da Cura, reunindo 109 plantas medicinais da Amazônia e seus usos – uma parceria com o Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Editora Dantes. A tradução de Huni Kuin é o povo verdadeiro e eles formam 33 aldeias no rio Jordão com mais de sete mil habitantes e também vivem no Peru. Mas a verdade é que das 30 mil plantas catalogadas da Amazônia, sendo duas mil espécies medicinais e outras 1.250 aromáticas apenas 2% foram analisadas. O Brasil importa 85% da matéria-prima usada na produção de medicamentos, um setor que no ano passado faturou R$67,5 bilhões no país. O professor aposentado da UNICAMP, Lauro Barata, especialista em botânica, ressalta que apenas as madeiras fazem parte da pauta de exportação da região Norte. As madeireiras já detonaram 3,5 milhões de árvores, sendo que 72% da madeira serrada são de baixo valor agregado. (mais…)

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Carta aos senadores pede rejeição do fim da rotulagem dos alimentos transgênicos

O documento pode ser enviado aos senadores pelas organizações que defendem a preservação integral do “direito de escolha bem informada”.

Por Catiana de Medeiros e Solange Engelmann, da Página do MST

O MST e outras organizações populares que participaram da 11ª Feira Latino-Americana de Economia Solidária (Ecosol) e 22ª Feira Internacional do Cooperativismo, entre os dias 10 a 12 de julho, em Santa Maria (RS), construíram uma carta que será enviada aos senadores cobrando a rejeição do projeto de Lei 34/2015, de autoria do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS). (mais…)

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Fila do Povo: As rebeldias nas falas dos camponeses e camponesas

Durante a quarta-feira, 15, os participantes do IV Congresso Nacional da CPT expressaram, na Fila do Povo, o que entendem como Rebeldia e como ela se expressa em seus cotidianos. Na ocasião, foram realizadas críticas profundas ao Estado e suas variadas instâncias – poderes Executivo, Judiciário, polícia e exército -, que mostraram o esgotamento na crença das vias institucionais. Os depoimentos também reafirmaram a necessidade do espírito de Rebeldia para a luta pela conquista e permanência na terra e no território. Confira alguns trechos da fila do povo:

Equipe de Comunicação João Zinclar – IV Congresso Nacional da CPT

“Falar de Rebeldia é falar da retomada do território de Benfica, de Charco e Cruzeiro. Já fazemos essa rebeldia na retomada dos nossos territórios. É importante dizer que não invadimos terra, nós ocupamos e retomamos os territórios que nos foram roubados”. Naildo Braga – Santa helena, Maranhão, membro do Movimento dos Quilombolas do Maranhão (Moquibom) (mais…)

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Documento Final do Encontro de Jovens Apinajé

Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ

O 1º Encontro de Jovens Apinajé foi realizado no período de 10 a 12 de julho de 2015 na aldeia Mariazinha na terra Apinajé, no município de Tocantinópolis, Norte do Estado do Tocantins. O Encontro teve a assessoria do Professor Aluísio Lins Leal da Universidade Federal do Pará-UFPA e Sebastião Moreira missionário do Conselho Indigenista Missionário-CIMI GO/TO. (mais…)

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Carta de Montes Claros

Em PRMG

Nós, participantes do Seminário sobre o reconhecimento dos direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais do Médio São Francisco, reunidos em Montes Claros/MG, nos dias 1 e 2 de julho de 2015, diante da histórica violação de direitos fundamentais das populações ribeirinhas do Rio São Francisco, da ausência do Estado brasileiro na garantia desses direitos e da crise ambiental hídrica que atravessa o rio e os habitantes de sua bacia, avaliamos que a base para o reconhecimento e a efetivação dos direitos fundamentais dessas populações e para a recuperação ambiental do Rio São Francisco, passam pela regularização dos territórios dos povos e comunidades tradicionais ribeirinhas – em especial vazanteiros, quilombolas, veredeiros, geraizeiros, pescadores e indígenas –, pelo manejo ambiental comunitário, pela garantia de acesso a políticas públicas específicas e geração de renda segundo as práticas culturais dessas comunidades. (mais…)

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Seca do Rio Gorutuba leva ribeirinhos a se armar contra captações clandestinas

Barrado para sustentar projeto de irrigação e garantir que corra o ano todo por 70km, rio seca antes de chegar à foz por causa da retirada irregular de água

Luiz Ribeiro – Enviado especial – Estado de Minas

Janaúba e Nova Porteirinha Comunidades inteiras passando sede, enquanto a água corre farta para irrigar culturas de banana e até pastos. A realidade é ligada pelo leito de um mesmo rio – em uma região tradicionalmente castigada pela seca, o Norte de Minas –, ao longo do qual pequenos produtores já se armaram de foices, facões e enxadas para arrebentar à força captações que irrigam o agronegócio. O foco de tensão é verificado no Rio Gorutuba, onde foi construída a Barragem do Bico da Pedra. Além de abastecer o projeto de irrigação do Gorutuba e duas cidades (Janaúba e Nova Porteirinha), a estrutura libera água que deveria servir para a perenização do manancial e para o atendimento aos moradores ribeirinhos até a foz, no Rio Verde Grande, ao longo de 70 quilômetros. (mais…)

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MPF/MS: Ceasa e fornecedores devem monitorar presença de agrotóxicos em vegetais

Central de Abastecimento comercializa mais de 170 mil toneladas de produtos por ano, mas não faz qualquer acompanhamento do uso de agrotóxicos nas lavouras

MPF/MS

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) recomendou à Central de Abastecimento (Ceasa/MS) e à Associação de Usuários da Ceasa/MS (AUCE) que seja realizado o monitoramento da existência de agrotóxicos em frutas, verduras, legumes e hortaliças comercializados na central. A recomendação foi expedida após inércia da empresa e de seus fornecedores na análise da presença de resíduos químicos nos produtos comercializados. (mais…)

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Encontro dos Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná na luta por direitos étnicos e coletivos

Por Coletivo ENCONTTRA

Entre os dias 22 e 23 de maio de 2015, 80 membros de comunidades tradicionais, faxinalenses, pescadores e pescadoras artesanais, cipozeiros e cipozeiras, ilhéus do Rio Paraná, quilombolas, benzedeiras e benzedores, indígenas Guarani Nhandewa e Xokleng, Capoeiras da Ilha de Santa Catarina, movimentos populares de bairro e MST estiveram reunidos em Paranaguá-PR, no “III Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná: diálogos no Sul do Brasil”, para discutir a conjuntura, as experiências e as ações frente aos desafios que os diferentes grupos têm vivenciado em relação ao reconhecimento de suas identidades coletivas mas, sobretudo, para a efetivação de seus direitos sobre os territórios que ocupam tradicionalmente. (mais…)

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Durante Assembleia do Cimi/MS, organizações divulgam nota em apoio aos Guarani e Kaiowá

Cimi Regional Mato Grosso do Sul

Nos dias 29 e 30 de junho de 2015, no Centro de Pastoral Indigenista, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, realizou-se a XXII Assembleia Anual do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) – Regional MS.  A Assembleia, que celebrou “37 anos em defesa da vida dos povos e do direito da Mãe Terra no MS”, contou com a presença de diversas entidades parceiras: representantes de Congregações Religiosas (Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida, Catequistas Franciscanas, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Irmãs Lauritas e Freis Franciscanos da OFM), e dos seguintes organismos: CPT (Comissão de Pastoral da Terra), MST (Movimento Sem Terra), CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), CDDH (Comissão dos Direitos Humanos – MS), Pastoral Carcerária e representantes indígenas do Conselho Aty Guasu, do Conselho Terena e do Conselho Kinikinau. (mais…)

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