Em Salvador, blocos chamam a atenção para o combate ao racismo

Sayonara Moreno* – Repórter do Radiojornalismo

As bandas e os artistas que se apresentaram durante o carnaval de Salvador aproveitaram o espaço dos blocos e a visibilidade da festa para chamar a atenção dos foliões para temas voltados aos direitos humanos e à violência. Este ano, as denúncias foram sobre o racismo. A cidade atrai pessoas de diferentes partes do país e do mundo e, apesar de ter a maioria da população formada por negros, ainda enfrenta casos de discriminação. (mais…)

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Movimento Negro cobra do Ministério Público de SP a efetivação do controle externo da ação policial

Por Douglas Belchior, com colaboração de Danilo Cesar – /Ponte

Representantes do movimento negro de São Paulo se reunirão nesta quinta-feira, dia 19/02, com promotores do Ministério Público para tratar de assuntos relativos à crescente violência promovida pelas polícias no estado. O encontro é resultado da mobilização “Fergunson é aqui”, no dia 18 de Dezembro de 2013. Naquela oportunidade, mais de 2 mil pessoas marcharam pelas ruas da capital paulista até a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em solidariedade à luta dos negros norte americanos e, principalmente, em repúdio à violência policial que vitima jovens negros cotidianamente em São Paulo. (mais…)

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Teorias e práticas científicas legitimam produção de iniquidades, alertam pesquisadores reunidos no Recife

Adriano De Lavor, Revista Radis

O Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz Pernambuco) promoveu, em novembro de 2014, o 1º Seminário Nacional sobre os impactos do Racismo na Ciência e na Saúde, reunindo gestores, pesquisadores e ativistas de variadas áreas de conhecimento. Na palestra de abertura, Mônica Oliveira, assessora da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade racial da Presidência da República (Seppir), abordou as questões relacionadas ao racismo institucional, observando que é inegável que a população negra brasileira vive em piores condições de vida, fato que repercute em sua saúde. (mais…)

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Bloco Domésticas de Luxo: onde racistas se divertem

Pouco antes de começar a folia do Carnaval, o portal Tribuna de Minas repercutiu algo de forma, no mínimo, intrigante: apresentando o Bloco chamado “Domésticas de Luxo” com entusiasmo, o portal deu à matéria o título de “Pretinhas em contos de fada”, explicando que os participantes do bloco – tradicionalmente homens brancos -, além de se fantasiarem de mulheres negras, ainda adicionavam à “fantasia” roupas de princesas de contos de fada, como a Branca de Neve

Por Jarid Arraes*, na Revista Fórum / Vermelho

É chocante que o racismo escrachado, debochado e explícito seja tratado como uma tradição divertida que tem mérito em ser preservada. Pior, é revoltante perceber que a população de Juiz de Fora –onde o bloco acontece– considera tão natural e adequado o fato de que homens brancos se vistam de mulheres negras, pintando o rosto com tinta preta, vestindo perucas que imitam cabelos crespos, exagerando no batom vermelho para desenhar lábios muito grossos e fazendo uso de enchimentos para exibir bundas falsas de tamanhos enormes. (mais…)

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Moradores do asfalto têm visão preconceituosa em relação a favelas

Por Alana Gandra, da Agência Brasil / Ecodebate

Pesquisa do Instituto Data Popular mostra que ainda é preconceituosa a visão dos moradores do asfalto em relação aos de favelas. A pesquisa consultou 3.050 pessoas em 150 cidades de todo o país entre os dias 15 e 19 de janeiro. De acordo com o levantamento, 47% dos cidadãos do asfalto nunca contratariam, para trabalhar em sua casa, uma pessoa que morasse em  favela. (mais…)

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Jarid Arraes: Racismo a gente vê na Globo

No Brasil, impera a ilusão de uma convivência racial harmoniosa, segundo a qual pessoas de diferentes cores e miscigenações conviveriam na mais perfeita paz, sem que suas características físicas jamais se tornassem alvo de discriminação.

Por Jarid Arraes*, na Carta Capital/Vermelho

No entanto, esse discurso cai por terra facilmente: o racismo brasileiro está vivo e, de fato, é tão bem aceito na sociedade que questioná-lo soa como um ultraje. Um exemplo dessa realidade é a existência do Globeleza, quadro da Rede Globo que exibe mulheres negras – chamadas por eles de “mulatas” – no período do carnaval. (mais…)

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Sobre a Bahia, seus linxamentos e confinamento racial

Nossa Gente não tá Nem Ai Para seu Carguinho, Seu Tutorial de Versinho, Seu Classificado de Editais e Sua Arrogância Acadêmica

Por Hamilton Borgesdos Santos (Walê), em Reaja nas Ruas

Escrevi dias atrás sobre a truculência das Rondas Especiais (Rondesp), seu caráter genocida, a forma com que zomba da vida e da dignidade humana. A Rondesp é uma polícia produtora e coletora de corpos pretos, agindo como uma ave de rapina que tem endereço certo. Sua forma de agir: nossos locais de moradia, nossas comunidades que nem sentem o cheiro das políticas públicas que essa gente perfumada tanto fala nas intermináveis conferências que se faz nos intervalos do circo eleitoral. Nossa gente vive sem a presença do Estado, com exceção do “ESTADO DE EXCEÇÃO” que a polícia incrementa. (mais…)

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Inocente preso por engano há um ano deixa a cadeia

Hércules Menezes foi detido por estar na lista de amigos do receptador das rodas de um carro roubado e ter as mesmas características do assaltante

Por Constança Rezende, em O Dia

Rio – Aos 23 anos, Hércules Menezes Santos não consegue pensar em um futuro promissor para sua vida. Ele perdeu a namorada, a reputação e já não sabe mais se tem emprego. Em 2013, foi acusado, junto com Douglas Oliveira Moreira, de roubar um carro em Nova Iguaçu. A única prova usada para incriminá-lo foi o fato de ele ser amigo em rede social do receptador das rodas do veículo. A foto na página da rede social de Hércules, foi vista pela testemunha do roubo, que apontou características físicas em comum com o verdadeiro assaltante: ele é negro, baixo e ‘troncudo’. (mais…)

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Os pretos do islão

Os agentes policiais que agrediram estupidamente Flávio Almada e os seus companheiros do Bairro da Cova da Moura mostraram ao país o que o país é.

Por José Manuel Pureza*, em Esquerda.net

“Não sabem o quanto eu vos odeio, raça do caralho, pretos de merda”. O racismo é ódio convencido. É um ódio assim. E um ódio assim tem sempre um juízo de superioridade cultural que o anima. Os agentes policiais que agrediram estupidamente Flávio Almada e os seus quatro companheiros do Bairro da Cova da Moura mostraram ao país o que o país é. Porque eles expressaram pela força bruta e pelas palavras brutas o racismo profundo que habita a gente anónima e a imagem disseminada que Portugal faz de si próprio. (mais…)

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