Luta contra extermínio de pessoas negras será nacionalizada pela Palmares

Daiane Souza, FCP

A Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) ampliará sua atuação contra o extermínio de jovens negros no Brasil. A meta partiu de audiência entre a presidenta Cida Abreu e ocoordenador das Políticas de Juventude do Estado do Ceará, David Barros, nesta segunda-feira (12). A proposta é que seja estabelecido mais diálogo entre a instituição e os gestores estaduais de cultura. (mais…)

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Ministra defende políticas específicas para a juventude negra

Reduzir a morte violenta de jovens negros e pobres é um desafio para o Brasil, e o Estado deve estar atento ao problema. O assunto foi abordado nesta quinta-feira (14/5) em comissão geral, na Câmara dos Deputados, que contou com a presença da ministra da Secretaria da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes. Ela veio à Casa apresentar as ações de sua pasta

Noéli Nobre – Agência Câmara / SEPPIR

A ministra disse estar atenta à discussão do problema, que é tema de comissão parlamentar de inquérito (CPI) em funcionamento na Câmara. “No que diz respeito à juventude branca, houve um decréscimo nas taxas de homicídio. Porém, em relação a nossa juventude negra, houve um aumento. Precisamos construir políticas específicas para a juventude negra no Brasil”, disse Nilma Lino. Apesar dessa garantia, diversos deputados reivindicaram mais envolvimento do governo na questão, por considerar que o Brasil padece de um racismo que se alastra pelas instituições. (mais…)

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Alunas cotistas são alvo de racismo em universidade do RS

“Você sabe ler, neguinha?”, perguntou o formando do curso de Agronomia à estudante, que registrou boletim de ocorrência; alunos da Universidade Federal de Pelotas “comemoravam” último semestre em frente a alojamento destinado a universitários de baixa renda 

Por Anna Beatriz Anjos – Revista Fórum

Na manhã da última quarta-feira (13), data que entrou para a história como o fim oficial da escravidão no Brasil, mais um caso de racismo aconteceu em uma universidade pública do país. Alunos da UFPel, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, afirmam ter sofrido ofensas relativas sobretudo à sua cor de pele, mas também à classe social, gênero e orientação sexual. Segundo as vítimas, os autores da agressão são estudantes da mesma instituição de ensino. (mais…)

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O dia seguinte ao fim da escravidão

Por Douglas Belchior

Imagine um amigo seu ou um parente que fosse tratado como um animal. Imagine as pessoas que você ama vivendo sem ter nenhum direito, podendo ser vendidos, trocados, castigados, mutilados ou mesmo mortos sem que ninguém ou nenhuma instituição pudesse intervir em seu favor. Imagine você, seu pai, sua mãe ou seu filho sendo tratados como coisa qualquer, como um porco, um cavalo, ou um cachorro. Imagine sua filha sendo levada ou mesmo ao seu lado, estuprada, todos os dias e depois, grávida à serventia do negócio de seu dono. (mais…)

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Negros são 2,5 vezes mais vítimas de armas de fogo do que brancos no Brasil

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Maioria na população brasileira, os negros também são as principais vítimas das mortes provocadas por arma de fogo no país, conforme levantamento mais recente do Mapa da Violência 2015, que será divulgado hoje (14), em Brasília. Das 39.686 vítimas de disparo de qualquer tipo de arma de fogo, em 2012, 28.946 eram negros e 10.632, brancos – a diferença nos números mostra que as vítimas desse tipo de morte foram 2,5 vezes mais de negros do que de brancos. Para cada grupo de 100 mil habitantes, a taxa de vítimas da cor branca ficou em 11,8 óbitos, enquanto a de negros registrou 28,5 mortes para cada 100 mil habitantes, diferença de 142%. (mais…)

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Jamais fomos modernos

Por Tulio Custódio, no Brasil Post

13 de maio. Data tida como histórica da Abolição da escravatura. Abolição de quem?

Sabemos o legado que @s negr@s ainda carregam. Sabemos as desigualdades que ainda perpetuam quando separamos em números (e histórias) o Brasil dos brancos e o Brasil dos negros. Lacunas abissais que transformam o Brasil (país do futuro) em duas realidades completamente diferentes. (mais…)

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Brasil precisa mudar conceitos para acabar com racismo, diz professor

Uma cultura baseada na valorização da pele clara e um sistema educacional que não valoriza todos os brasileiros como iguais. De acordo com o professor e jornalista Edson Cardoso, a sociedade precisa mudar esses conceitos para acabar com o racismo. Cardoso respondeu a perguntas de parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros e Pobres ontem (12), em Brasília

Marcelo Brandão – Agência Brasil

“Na escola conseguimos colocar que a escravidão aconteceu antes das Pirâmides do Egito, mas a escravidão está aí. Temos que compreender que somos envolvidos em uma ideologia que exclui essas pessoas. Então, não vamos avançar se não formos capazes de mudar, mexer no sistema educacional, na representação do humano”, disse o professor. (mais…)

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CPI cria comunidade virtual para discutir violência contra jovens negros

SEPPIR

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) está acompanhando de perto os trabalhos da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) que investiga casos de violência contra jovens negros e pobres. A Comissão foi instalada em março de 2015 e tem até seis meses para apresentar seu parecer final. Ao longo desse período, qualquer cidadão poderá contribuir com o debate, por meio de uma comunidade virtual, criada para estimular a participação de toda a sociedade brasileira. Para acessar e integrar o Fórum, basta acessar o endereço http://edemocracia.camara.gov.br/web/public/comunidades

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Maternidade e racismo: a exclusão das mães negras

Por Jarid Arraes – População Negra e Saúde

“Mãe é sagrada” é o que dizem as mensagens do segundo domingo de Maio – mas parece que algumas mães são mais sagradas do que outras. Todos os indicativos sociais apontam que as mães negras morrem e sofrem muito mais. Para as mulheres negras, passar mais tempo nas filas dos hospitais e ter seu lugar repassado para uma mulher branca, por motivações racistas, é realidade recorrente. (mais…)

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