Corria o ano de 1794. Um jovem professor, debruçado sob a luz da vela, escrevia sem parar. Redatava o documento que ficou conhecido como as “reflexões sobre o estado atual da escola”. Com esse texto ele acreditava poder mudar toda a política de educação pública da sua cidade, Caracas. Era um desses educadores que amava demais o ofício de ensinar e, por isso, queria melhorar a escola pública que nascia, finalmente, atendendo aos filhos de camponeses e comerciantes pobres. Naqueles dias, só os pobres iam para a escola pública. Os filhos da elite tinham preceptores. Já os negros, índios e pardos nem à escola podiam ir, a eles o que estava reservado era a instrução fortuita, nas barbearias, quando alguma boa alma se prestava a ensinar as primeiras letras. E as escolas públicas eram poucas e ruins. (mais…)
Direitos Humanos
Primeiro de Maio: da Chicago de 1886 à Curitiba de 2015, por Leonardo Sakamoto
Trabalhadores entraram em greve para reivindicar direitos que consideravam justos. E, em uma das manifestações, a polícia abriu fogo contra a multidão.
Curitiba, 2015? Poderia ser. Mas estou falando da Chicago de 1886. (mais…)
Para debatedores, jovens negros e mulheres que abortam são as grandes vítimas da violência no Brasil
Em 2012, houve 56.337 homicídios no Brasil. Deste total, 30.072 eram jovens de 15 a 29 anos, dos quais 71,5% eram negros. O número de mortes entre jovens brancos vem caindo, enquanto o de negros aumentou 32,4% desde 2001
Por Agência Senado
Os jovens negros do sexo masculino são as maiores vítimas da violência no Brasil, assim como são os mais encarcerados. As mulheres que abortam são discriminadas no atendimento nos hospitais, sofrem violência obstétrica e têm o sigilo entre paciente e profissional de saúde violado ao ter o crime denunciado, a despeito da proteção aos direitos humanos. Essas impressões já generalizadas entre a população foram confirmadas durante a audiência pública que discutiu o relatório de fevereiro de 2015 da Anistia Internacional sobre violação aos direitos humanos, nesta quinta-feira (30). (mais…)
Ministros de FHC, Lula e Dilma assinam carta contra redução da maioridade penal
Nota: Leia a carta depois da matéria da Agência Brasil (TP)
Por Camila Maciel, da Agência Brasil
Nove ministros que ocuparam a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) desde o governo Fernando Henrique Cardoso assinaram hoje (30), na capital paulista, manifesto em que se posicionam contrários à redução da maioridade penal. Apenas o ex-ministro Mário Mamede, do governo Lula, não esteve presente no ato, mas enviou mensagem de apoio à carta. “Queremos, com isso, reforçar um processo de mobilização na sociedade brasileira, que já iniciou por parte de parlamentares nas assembleias legislativas, na sociedade civil e que a gente pode, a partir de hoje ampliar essa luta em defesa de uma boa causa”, defendeu o atual ministro da pasta, Pepe Vargas. (mais…)
Cedeca RO acompanha visitas de pais em unidades socieducativas
A rotina dos pais e mães que visitam os adolescentes internos na Unidade de Internação Sentenciados I foi acompanhada pela equipe do Projeto Fazendo a Diferença, executado pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente ‘Maria dos Anjos’ – Cedeca/RO, na manhã de quinta-feira (30), em Porto Velho.
Na oportunidade, a equipe aproveitou para ouvir os responsáveis sobre diversas situações. A principal queixa é quanto à revista vexatória (intima), como procedimento obrigatório para entrada na unidade. (mais…)
Relato em praça de guerra
por Ricardo Prestes Pazello*, Assessoria Jurídica Popular
Duas e quarenta e cinco. O povo estava na rua, era o soberano – ao menos, assim parecia – do centro político do estado do Paraná, a praça Nossa Senhora de Salete. Sempre que trabalhadores, empunhando seus estandartes, tomam este espaço público, é sinal de que a vitalidade da organização popular não se perdeu e é definitivamente importante parar para ouvir o que reivindicam. Em solidariedade à classe trabalhadora, lá estávamos minha companheira e eu, assim como tantas outras pessoas que se irmanaram pelo mesmo sentimento. (mais…)
Plataforma Dhesca: Nota de repúdio ao Governo do Paraná pela ação violenta contra servidores do Estado
A Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, rede que reúne quarenta organizações da sociedade civil brasileira, repudia com veemência a ação violenta cometida pela Polícia Militar do Paraná nesta quarta-feiras (29) contra professores e servidores públicos de outras categorias que se mobilizavam contra a ameaça a direitos. (mais…)
Cappi: ‘O medo é politicamente rentável’
Kátia Borges – A Tarde
Nascido na Itália, criado na Bélgica e radicado na Bahia, Ricardo Cappi é especialista em criminologia e atualmente conclui doutorado na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Sua tese sobre a redução da maioridade penal no debate parlamentar brasileiro estuda os pronunciamentos de senadores e deputados do país em relação à maioridade penal entre 1993 e 2007. Um discurso, segundo ele, marcado pela emocionalidade e intensificado pela repercussão na mídia de casos que mobilizaram a atenção da população. (mais…)
O governo do Paraná ensina uma lição: professor também sangra, por Leonardo Sakamoto
Ao serem responsáveis pelo cacete nos professores e servidores públicos do Paraná que protestavam contra uma votação na Assembleia Legislativa de um projeto que deve reduzir direitos, o governo Beto Richa e sua base aliada deram, nesta quarta (29), uma aula pública. (mais…)
Ministra diz que o governo não tem força para rever Lei de Anistia
Eleonora Menicucci foi cobrada por parentes de vítimas da ditadura pela abertura dos arquivos da época e pela punição aos militares que torturam opositores
Juliana Dal Piva, O Dia
No velório da amiga e ex-companheira de militância política Inês Etienne Romeu, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, foi cobrada por parentes de vítimas da ditadura pela abertura dos arquivos da época e pela punição aos militares que torturam opositores durante a ditadura. A ministra, porém, também fez um desabafo. (mais…)

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