Sem um nome, como dizer que eu nasci?

Fábio Mariano*, Ponte Jornalismo

Vivemos sob o império da heteronormatividade, ou seja, o reconhecimento de padrões de comportamento que devem se dar somente entre pessoas de sexos opostos, de maneira compulsória. O Estado, detentor de políticas sobre o corpo, é quem estipula, a partir do viés biológico, quem é quem.

Da indignidade da vida à indignidade da morte, a verdade é que a despeito de toda luta pelo reconhecimento de direitos, muitas travestis e transexuais homens e mulheres são mortos sem o reconhecimento a sua identidade de gênero. Não fosse isso, o Brasil não seria campeão de crimes homo-lesbo-bi-transfóbicos, na comparação com o resto do mundo. (mais…)

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Debate “Encíclica Verde de Francisco e a Crise Climática: reflexões e ações para o Ceará”

Em Planeta em Movimento

Movimentos sociais e pastorais sociais da Arquidiocese de Fortaleza realizam o debate “Encíclica Verde de Francisco e Crise Climática: reflexões e ações para o Ceará”, tendo como centro da discussão a nova carta do Papa Francisco, a Laudato Si, divulgada também como a “Encíclica Verde”. O evento acontece no dia 3 de setembro, com programação a partir das 14 horas, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e integra o calendário de atividades que antecede o Grito dos Excluídos, tradicional marcha dos movimentos sociais no Dia da Independência. (mais…)

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Corpo de Guarani e Kaiowá assassinado é entregue à comunidade e quem disparou tiros de borracha num bebê de colo?

No Cimi

Lideranças Guarani e Kaiowá relataram no início da noite deste domingo, 30, que o caixão com o corpo de Semião Vilhalva, indígena assassinado ontem durante ataque de fazendeiros contra o tekoha – lugar onde se é – Ñanderu Marangatu, foi entregue à comunidade por um motorista terceirizado da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

As autoridades policiais não informaram aos Guarani e Kaiowá ou à Fundação Nacional do Índio (Funai) se o corpo de Semião passou por perícia de legistas federais ou ao menos por exames cadavéricos. O Ministério Público Federal (MPF) do Mato Grosso do Sul não foi chamado para acompanhar o procedimento ou informado de sua realização.   (mais…)

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Nota Pública da Hánaiti Ho’únevo Têrenoe – Grande Assembleia do Povo Terena

Conselho do Povo Terena

 Hánaiti Ho’únevo Têrenoe

Grande Assembleia do Povo Terena

Mais uma vez as lideranças Terena vêm a público denunciar o agrobanditismo que impera em Mato Grosso do Sul com a conveniência das autoridades públicas estadual e federal.

Nós lideranças Terena estamos de luto juntamente com o povo Kaiowá e Guarani. A Terra Indígena  Ñande Rú Marangatú é território sagrado que há muito tempo vem sendo palco de matança de lideranças indígenas – MARÇAL DE SOUZA TUPÃ’I em 25 de novembro de 1983; DORVALINO ROCHA em 24 de dezembro de 2005 e SIMIÃO VILHALVA em 29 de agosto de 2015. (mais…)

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Indígenas caminham por 3 km em cortejo de liderança morta em conflito

Por Priscilla Peres e Antonio Marques, no Campo Grande News

Cerca de 40 índios fazem neste momento, uma cerimônia fúnebre em torno do corpo do indígena Kaiowá Guarani Semião Fernandes Vilhalva, 24, morto ontem durante conflito por disputa de terra em Antônio João – distante 279 km de Campo Grande.

O corpo está sendo levado por um carro da funerária para a fazenda Fronteira, onde ele foi morto. Os indígenas acompanham o veículo em caminhada, sob um sol de 35°C por cerca de 3 quilômetros, enquanto fazem suas orações. (mais…)

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A Universidade e os crimes contra os índios, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

“Nesta hora que estamos conversando aqui alguém deve estar matando um índio, só que nós só vamos saber muito mais tarde, quando o índio já está morto. É a cobiça da terra, a cobiça do subsolo e a cobiça das riquezas naturais” (Noel Nutels, CPI do Índio, 20/11/1968).

A universidade começa a pesquisar o Relatório Figueiredo, um conjunto documental de 30 volumes com mais de 7 mil páginas que ficou esquecido durante quarenta e cinco anos e que trata dos crimes cometidos contra os índios. Na quinta-feira (27), uma dissertação de mestrado foi defendida na Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) por Elena Guimarães. Antes, na terça (25), foi o exame de qualificação de André Luís Sant’Anna no Mestrado em Relações Étnicorraciais do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-RJ). (mais…)

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Nota Pública: Ruralistas comandam Estado Paramilitar no Mato Grosso do Sul

Secretariado Nacional do Conselho Indigenista Missionário

Há alguns anos, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) passou a denunciar a atuação de forças paramilitares, comandadas por grupos ruralistas, em ataques contra povos indígenas no Brasil e, particularmente, no Mato Grosso do Sul. A impunidade e a complacência das autoridades brasileiras com estes grupos possibilitaram que os mesmos radicalizassem em suas estratégias, alheias ao Estado Democrático de Direito.

O ataque perpetrado por fazendeiros contra o povo Guarani e Kaiowá, que culminou no assassinato de Simão Vilhalva, na manhã deste sábado, 29, no município de Antônio João, demonstra que o ruralismo organizou e comanda um verdadeiro Estado Paramilitar no Mato Grosso do Sul. Fica evidente que o objetivo do Estado Paramilitar ruralista é o de eliminar os povos originários e seus aliados e continuar invadindo e explorando os territórios destes povos. (mais…)

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Ñande Ru Marangatú: novas violações de direitos

Omissão do Estado brasileiro e milícias de fazendeiros produzem mais mortes

Por Rogério Batalha Rocha, advogado, no Cimi

Como foi falado por lideranças indígenas do estado de Mato Grosso do Sul, durante a cúpula dos povos/Rio+20 realizada na cidade do Rio de Janeiro no dia 21 de junho de 2012, “o Estado brasileiro não mede esforços para mostrar ao mundo um Brasil que não existe”.

Não bastasse os já assegurados direitos indígenas em nossa Constituição Federal de 1988 (artigo 231), para o mundo, o Brasil é signatário da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Autóctones, de 13 de setembro de 2007, que reconheceu importantes direitos em Assembleia da ONU. Fundamentalmente, o Artigo 26 do pacto internacional assegura o reconhecimento e demarcação dos territórios tradicionais indígenas de todo o mundo. (mais…)

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Ruralistas atacam e matam líder Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul

Por Cimi

Após uma semana de preparativos, ruralistas atacaram famílias indígenas Guarani e Kaiowá, do tekohá Nhanderu Marangatu, e assassinaram uma de suas lideranças, na tarde deste sábado, 29 de agosto, em Antônio João, no Mato Grosso do Sul.

Nhanderu Marangatu é sabidamente uma terra indígena tradicional Guarani e Kaiowá. Foi reconhecida e homologada pelo Governo Federal em meados de 2005. No entanto, a suspensão dos efeitos da homologação, seguido por uma ordem de despejo proveniente do Poder Judiciário, destinou quase mil pessoas ao peso impagável de mais de uma década de beira de estrada, mortes e a obrigatoriedade de suportar condições sub-humanas de vida. Estas centenas de pessoas passaram a viver, desde então, em menos de 150 dos 9.500 hectares homologados. Cansados de sofrer, os indígenas decidiram retomar sua área originária há exatamente uma semana. (mais…)

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Notícias de Aty Guasu sobre a situação na TI tekoha Ñanderu Marangatu até as 18 horas de 29/08

Aty Guasu

URGENTE! UM LÍDER ASSASSINADO PELOS FAZENDEIROS É CONFIRMADO. SR. SEMION VILHAVA. OS PISTOLEIROS ASSASSINARAM MAIS UM LÍDER GUARANI E KAIOWA.

Os fazendeiros e seus pistoleiros antes de atacar, ASSASSINAR e massacrar a tiros às comunidades Guarani e Kaiowa estavam se reunindo com senador MOKA, e outros políticos anti-indígenas na cidade de Antonio João. Os políticos senadores e deputados federais no MS estão incitando a violência, massacre, ódio contra as vidas indígenas Guarani e Kaiowa. (mais…)

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