Apelo Urgente: famílias de trabalhadoras e trabalhadores rurais ameaçados pedem socorro no MA

Por Justiça Global

As famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais da comunidade Brejinho do Rio das Onças II, no Município de Bom Jardim, Estado do Maranhão, pedem socorro.

São 33 núcleos familiares que são vítimas de criminosos ambientais que atuam na região: madeireiros, fazendeiros e grileiros de terras que fazem extração ilegal de madeiras da Reserva Biológica do Gurupi e das terras indígenas localizadas próximas a esta comunidade. No dia 25 de agosto de 2015, o seu representante e presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais, Raimundo dos Santos, foi assassinado com 12 tiros e a golpes de facão que lhe deceparam a cabeça, em uma emboscada. Deixaram sua esposa gravemente ferida com 06 tiros e ainda se encontra internada. (mais…)

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STF nega liberdade a sargento da PM do RJ acusado de torturar Amarildo

Reinaldo Gonçalves responde por 3 crimes no processo sobre o pedreiro. Para ministro do STF, manutenção da prisão visa garantir a ordem pública.

G1 Rio

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de revogação da prisão preventiva do sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Reinaldo Gonçalves dos Santos, um dos 25 PMs envolvidos no desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza. (mais…)

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Aty Guasu vê em PEC 71 reparação aos fazendeiros, mas e aos povos indígenas?

No Cimi

Nota pública de Aty Guasu do grande povo Guarani e Kaiowá aos poderes do Estado brasileiro

Nós, povos indígenas, reivindicamos indenização e reparação.

Com a aprovação da lei federal (PEC 71/2011) da regularização de compra e venda das terras indígenas, mais uma vez as lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowá exigem aos poderes do Estado brasileiro uma política de indenização e reparação justas aos povos indígenas massacrados sobreviventes. Pedimos reiteradamente aos poderes do Estado brasileiro a apreciação urgente de uma política compensatória aos povos indígenas por vender as terras indígenas e por permitir a expulsão violenta dos indígenas de suas terras, por trabalhos escravos indígenas, por financiar a destruição total da floresta e rios, por permitir as ações de genocídio, etnocídio, extermínio e violências permanentes contra os povos indígenas. Demandamos aos sistemas do Estado brasileiro uma medida indenizatória e compensatória urgente aos povos indígenas massacrados pelos danos morais, culturais e materiais sofridos desde XX que perduram até os dias de hoje setembro de 2015, no século XXI. (mais…)

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RS: Terra Indígena Guarani do Mato Preto é perseguida da justiça

Por O Indigenista

A Terra Indígena Guarani Mato Preto, nos municípios de Erechim, Erebango e Getúlio Vargas, no Rio Grande do Sul, com 4.230 ha, já com Portaria Declaratória desde 2012, foi ameaçada na Justiça Federal por decisão em 1a instância por Ação Popular 5004427-72.2012.4.04.7117 pediu a suspensão da demarcação da TI pela Funai.

A decisão apreciou os autos que vão desde acusações de que a Antropóloga responsável pelo Relatório de Identificação “seria amiga de uma das indígenas”, e que também teria usado “alucinógenos para identificar a terra”, entre outros absurdos. Estas acusações foram rechaçadas pelo juiz que as considerou irrelevantes, e se atentou aos pontos referentes às definições do que seja “terra indígena tradicional” e o “marco temporal” para se reconhecer a presença indígena. (mais…)

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México: 860 casos de violações contra defensores de direitos humanos em um ano

Por Cristina Fontenele, na Adital

O relatório “Defender os direitos humanos no México: a repressão política, uma prática generalizada” revela as graves violações que ocorrem no país contra pessoas ou organizações de defesa dos direitos humanos. Lançado pelo Comitê Cerezo México, pela Ação Urgente para a Defesa dos Direitos Humanos (Acuddeh – AC) e pela Campanha Nacional contra o Desaparecimento Forçado, a publicação compreende o período de junho de 2014 a maio de 2015. O objetivo do estudo é denunciar as violações cometidas contra os/as defensores/as de direitos humanos e fortalecer o trabalho das organizações, além de permitir que continuem prestando sua contribuição na luta por justiça e reparação.

Foram registrados um total de 860 violações, entre agressões, perseguição, ameaças, detenção arbitrária, desaparecimento forçado e execuções extrajudiciais. O estudo conclui que houve um aumento de ocorrências se comparado às 675 no mesmo período do ano anterior. O Estado de Guerrero é o maior em número de violações, com 202 casos, seguido do Distrito Federal (140), Chiapas (64) e Oaxaca (55). (mais…)

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Após atitude racista em Londrina, uma senhora dá exemplo de civilidade

Um senegalês foi vítima desse ato hediondo, mas acabou sendo ‘consolado’ por uma transeunte, que numa atitude exemplar, pediu desculpas pelo crime cometido por outra pessoa

João Paulo Martins,  Encontro Digital

Quem nunca ouviu dizer que o racismo não existe no Brasil? Claro que isso não procede. São inúmeros os casos desse crime registrados no Brasil. O mais recente aconteceu na cidade de Londrina, no Paraná, no dia 9 de setembro. O senegalês Ngale Ndiaye, que trabalha vendendo bijuterias em frente a um shopping no centro da cidade, foi chamado de “macaco” e agredido por uma mulher, que chegou até a jogar bananas contra ele. Segundo familiares e atendentes do Samu, a paranaense sofre com esquizofrenia. Mas, o que chamou a atenção não foi apenas o crime hediondo registrado em Londrina, e sim, a atitude de uma senhora que passava pelo local. (mais…)

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Ouvidoria pede ao MP e à Corregedoria da PM apuração sobre prisão de índia Xacriabá em MG

O ouvidor de polícia do Estado, Paulo Alkmim, abriu procedimento e já solicitou aos dois órgãos que apurem o caso. Audiência em Montes Claros vai discutir a situação

João Henrique do Vale, Estado de Minas

A Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) solicitou, nesta quinta-feira, a abertura de um procedimento de investigação sobre a conduta de policiais militares durante a prisão da índia Xacriabá Juvana Evarista dos Santos, detida durante uma manifestação do Grito dos Excluídos no desfile da Independência, em Montes Claros, na Região Norte do Estado. A apuração vai ficar à cargo do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar. (mais…)

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Os Jogos Mundiais Indígenas e a violência, por Egon Heck

Na Adital

Falta um pouco mais de um mês para o início de um evento mundial congregando povos indígenas de 30 países e de 22 povos nativos do Brasil. O país tem se destacado, nos últimos anos, por ser anfitrião de grandes espetáculos esportivos como a Copa do Mundo em 2014 e se aproximam os Jogos Olímpicos Mundiais a se realizarem no Rio de Janeiro em 2016, portanto, há menos de um ano.

Os Jogos Mundiais Indígenas se transformam em mais um momento projetado com grandiosidade, dentro de um pensamento ufanista, de vender e forjar a imagem de um país plural, democrático, sem racismo, que tenta ser justo e pacífico. Se isso fosse verdade seria o caso de invadirmos a velha Europa e quiçá a América do Norte com nossos projetos de Bem Viver e nossos exemplos de como salvar o PlanetaTerra da total destruição. Longe disso. Nossos governantes fazem malabarismos para esconder que somos um dos países mais desiguais do mundo. (mais…)

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Relatório Figueiredo: mais de sete mil páginas sobre a violência contra indígenas no Brasil. Entrevista especial com José Ribamar Bessa Freire [ótima!]

“O Relatório Figueiredo denuncia desde castigos físicos, porrada, tortura no tronco, que era algo relacionado à escravidão e que foi recuperado pelo SPI, mutilação, pessoas aleijadas e mortas em decorrência dos espancamentos, prisões, cárcere privado, chicotadas, sem contar o sistema de trabalho escravo ao qual eles foram submetidos”, afirma o pesquisador. 

Por Patricia Fachin, no IHU On-Line

“A repercussão do Relatório Figueiredo foi grande porque não se tratava de um caso patológico, de pessoas que eram psicopatas e que atacavam os índios, mas de pessoas normais, que tinham família, que frequentavam a Igreja, tinham conta no banco e faziam carinho em seus filhos e, de repente, essas pessoas estavam envolvidas: eram grileiros, comerciantes, políticos, desembargadores, juízes, deputados, governadores, delegados e até ministros”. O relato faz parte das lembranças de José Ribamar Bessa Freire, professor da Pós-Graduação em Memória Social da UNI-Rio, que em 1968, data da divulgação do Relatório Figueiredo na imprensa brasileira e internacional, atuava como jornalista na Agência de Notícias Asapress, a qual foi arrendada pela CNBB e que enviava matérias para todos os jornais do Brasil. (mais…)

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Povo indígena Ka’apor integra tecnologia no monitoramento e proteção do seu território tradicional

Em parceria com o Greenpeace, indígenas aprendem a usar armadilhas fotográficas e rastreadores para combater a invasão de madeireiros na TI Alto Turiaçu, no Maranhão

Amazônia

No final de agosto de 2015, ativistas do Greenpeace trabalharam com 12 lideranças Ka’apor, moradores da Terra Indígena Alto Turiaçu, no norte do Maranhão, para começar a integrar o uso de tecnologia às atividades autônomas de monitoramento e proteção do seu território tradicional. Entre as ferramentas sugeridas e adotadas na ação pelas lideranças Ka’apor estão mapas mais precisos, armadilhas fotográficas e rastreadores via satélite. (mais…)

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