Projeto identifica cientistas perseguidos pela ditadura militar

Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

A história de 471 cientistas perseguidos durante a ditadura militar foi pesquisada e pode ser consultada no site do Projeto Ciência na Ditadura. Esta é a primeira fase do trabalho feito pelo pesquisador titular da Coordenação de História da Ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) Alfredo Tiomno Tolmasquim e pelos professores Gilda Olinto e Ricardo Pimenta, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). (mais…)

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Amarildo, o Rubens Paiva de democracia incompleta?

Coordenador da Comissão Nacional da Verdade afirma: Forças Armadas precisam acertar contas com passado; assassinato do pedreiro carioca sugere urgência de desmilitarizar polícias

Pedro Dallari, entrevistado por Thales Schmidt e Vinicius Martins – Outras Palavras

No aniversário de 51 anos do golpe civil-militar de 1964, Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), faz um balanço da atuação do grupo; da relação mantida com os militares durante os trabalhos; da memória do último período ditatorial brasileiro e das manifestações de certos grupos pela volta do regime autoritário. (mais…)

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Conheça dez histórias de corrupção durante a ditadura militar

Por Marcelo Freire, do UOL, em São Paulo

Os protestos de 15 de março, direcionados principalmente contra o governo federal e a presidente Dilma Rousseff, indicaram a insatisfação de parte da população com os casos de corrupção envolvendo partidos políticos, empresas públicas e empresas privadas. Algumas pessoas, inclusive, chegaram a pedir uma intervenção militar, alegando que essa seria a solução para o fim da corrupção.

Mas será que nesse período a corrupção realmente não fazia parte da esfera política? Apesar da blindagem proporcionada pelas restrições ao Legislativo, Judiciário e imprensa, ainda assim a ditadura não passou imune a diversas denúncias de corrupção. (mais…)

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Maranhão: Escolas que homenageiam militares serão rebatizadas

Segundo o governador Flávio Dino, que determinou as mudanças, as próprias instituições de ensino escolheram os novos nomes; alterações valerão a partir de hoje, data em que o golpe militar completa 51 anos

Por Redação Revista Fórum

Nesta terça-feira (31), data em que o golpe militar completa 51 anos, escolas estaduais do Maranhão cujos nomes homenageiam ditadores serão rebatizadas por determinação do governador Flávio Dino (PCdoB). “Amanhã, data do golpe de 1964, vamos trocar os nomes de escolas alusivos aos generais-ditadores. Não merecem homenagens. Ditadura nunca mais”, disse Dino em posts nas redes sociais. (mais…)

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Cinema, ditadura e feminismo: um resgate necessário

Resgatar as vivências, articulações e militâncias de mulheres que resistiram ao período de ditadura militar no Brasil, é de extrema importância, pois raramente na história do nosso país as mulheres aparecem como precursoras e como combatentes, relegando apenas aos homens uma trajetória política de enfrentamento com governos ditatoriais. Muitas histórias foram apagadas, sequer contadas, vivências foram silenciadas.

Camila Galetti, Esquerda Diário

No Brasil dos anos 1960/70, a presença das mulheres na luta armada, e no movimento revolucionário em geral, representou uma profunda transgressão ao que era designado como próprio do sexo feminismo. A transgressão de gênero teve, na repressão e na tortura, uma dimensão específica, pois o fato de ser mulher e revolucionária, era visto como um ato de atrevimento, como se as mulheres estivessem ocupando um espaço que não estava destinado a elas e por isso, elas foram consideradas subversivas pelo Estado, a repressão voltada para as mulheres adquiriu um caráter específico. As mulheres eram estupradas, submetidas a choques elétricos mesmo estando grávidas; objetos eram introduzidos no seu órgão sexual, ou mesmo a violência psicológica, talvez a mais praticada. (mais…)

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Acervo da família sobre Vladimir Herzog será aberto ao público

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A família de Vladimir Herzog, jornalista assassinado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) durante a ditadura militar, doou seu acervo, com documentos, fotos, matérias publicadas e até cartas pessoais, ao Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) ontem (26). O acervo estará disponível ao público para consulta até o mês de outubro, quando a morte de Herzog completa 40 anos. (mais…)

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89ª Caravana de Anistia começa nesta terça-feira, em Belo Horizonte

Evento inclui homenagens aos perseguidos políticos da ditadura e entrega de documentos inéditos

Ministério da Justiça

Para lembrar o Dia Internacional do Direito à Verdade e os 51 anos do Golpe de Estado que interrompeu a democracia brasileira em 1964, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça realizará nesta semana, em Belo Horizonte (MG), a 89ª Caravana de Anistia, a primeira do ano. O evento será no Morro do Papagaio, tradicional comunidade da cidade, e também na futura sede do Memorial da Anistia, no bairro de Santo Antônio. (mais…)

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Unesp recebe acervo sobre o jornalista Vladimir Herzog

Solenidade ocorre com apresentação de resultados da Comissão da Verdade da Unesp dia 26/3

UNESP

Em 26 de março de 2015, às 18h, ocorre, a doação pelo Instituto Vladimir Herzog ao Cedem (Centro de Documentação e Memória) da Unesp, em São Paulo, SP, do acervo sobre o jornalista.

Em seguida, às 18h30, a Comissão da Verdade da Universidade (CV-Unesp), instalada há um ano para examinar e esclarecer, principalmente, os impactos da Ditadura Civil-Militar (1964-1985) no interior da instituição apresentará seus resultados. Em consonância com a Comissão Nacional da Verdade, a Comissão da Unesp cobre o período histórico que vai de 1946-1988. Na sequência, haverá um Debate sobre esses resultados. (mais…)

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Comissão da Verdade considera a não demarcação de Terras Indígenas grave violação de direitos humanos

Cerca de 300 pessoas participaram da cerimônia de entrega do relatório da Comissão da Verdade “Rubens Paiva”, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Isabel Harari e Rafael Pacheco Marinho, ISA

Na tarde da última quinta feira (12) foi lançado o relatório da Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva”. O documento, fruto de um trabalho de três anos, é dividido em 26 capítulos temáticos, entre eles um dedicado às violações dos direitos indígenas no Estado de São Paulo e em nível nacional.  (mais…)

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Enquanto uns pedem a volta da ditadura, morre Therezinha Zerbini, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia

Ela morreu no sábado (14), em São Paulo, aos 87 anos de idade. Causa da morte e local do velório não foram divulgados.

G1 SP

Morreu neste sábado (14) em São Paulo, aos 87 anos de idade, a advogada Therezinha Zerbini, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia. A causa da morte e local do velório não foram divulgados.

Therezinha lutou pelo retorno de exilados políticos e pela redemocratização do Brasil. Durante a ditadura militar, conseguiu recursos financeiros para ajudar clandestinos no país.

Em 1968, ela foi presa por ter dado apoio a um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes (UNE). Por causa disso, ficou seis meses na prisão e foi enquadrada na chamada Lei de Segurança Nacional. Nesse período, conviveu com a atual presidente Dilma Rousseff.

Em 1975, Therezinha cricou o Movimento Feminino pela Anistia. Ela foi casada com o general Euryale de Jesus Zerbini, cassado pelo golpe de 1964. Ela também foi cunhada do pioneiro em cirurgia cardíaca no Brasil, Euryclides Zerbini.

 

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