Área atingida pela lama da barragem se transforma em deserto infértil

Por Ana Lucia Azevedo, em O Globo

Terra arrasada não descreve com exatidão o que acontece com as áreas cobertas por uma onda de rejeitos, como a que atingiu distritos de Mariana. A camada de lama que pode chegar a três metros de altura não se solidifica por igual e pode permanecer por muitos meses instável e perigosa demais para ser removida, segundo especialistas da Coppe/UFRJ. Como é composta basicamente por restos de minério, ela é estéril e sufoca o solo fértil que cobre. Nada cresce, nada vive. (mais…)

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BASTA! Chega de mortes, destruição e sofrimento para saciar a voracidade da mineração!

Em Defesa dos Territórios Frente a Mineração

Mais uma tragédia que dói muito fundo e arregaça, de tristeza e revolta, o coração e a alma. Mais um acidente com barragem de rejeitos em Minas Gerais, desta vez em Mariana, município já tão impactada pelo complexo minerário da Vale Vale/Samarco, a ponto da sua população ficar sem água várias vezes por dia.

Hoje foi o distrito de Bento Rodrigues e sua gente, soterrados vivos pela lama da ganância de uma atividade econômica que avança voraz sobre lugares e pessoas para exportar nossos bens minerais e alimentar contas de acionistas e o mercado financeiro. (mais…)

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Solidariedade, indignação e Justiça!

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Esta manhã, Maria Teresa Viana de Freitas Corujo, a Teca, Anne Fonseca e Ana Flávia Quintão, três ativistas na luta da Frente Ampla contra o PL 2946/2015, deixaram sua tarefas e casas e se dirigiram a Mariana. Atenderam à convocação do Sindicato do Metabase e foram levar sua solidariedade, participando de reunião com diversos setores da sociedade, “para ver como articular juntos ações de apoio aos atingidos e enfrentamento à situação em todos os âmbitos”. A situação, claro!, era a tragédia provocada pelas barragens de rejeitos da Samarco, mineradora da Vale.

Do caminho, enviaram dois vídeos mostrando dois rios de Minas, totalmente tomados pela enxurrada de lama e detritos. Infelizmente, não é possível mostrá-los aqui. Mas após a chegada mandaram fotos, que publicamos abaixo. Elas não necessitam de legendas explicativas. Falam e revoltam.  (mais…)

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Sobre barragens que vem e que vão (as destruídas e as em construção)

Por ARCA

Segue abaixo uma serie de informações sobre barragem em Mariana e arredores com algumas linhas destacadas para reflexão:

Samarco/Vale consegue licença em 2015 para altear barragens

A Samarco aprovou em 2015 no COPAM  o pedido de LP+LI para alteamento e unificação de duas barragens de disposição de rejeitos nomeadas Germano e Fundão, no município de Mariana/MG. (mais…)

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CPRM monitora risco de enchentes em 12 municípios de MG e 3 do ES, na evolução da onda de cheias provocada pelas barragens da Vale/Semarco

Rompimento de barragens de rejeito motiva o início do monitoramento 24 horas do Sistema de Alerta do Rio Doce

CPRM

A partir de hoje, 6 de novembro, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), por meio da Superintendência Regional de Belo Horizonte, antecipa o início da operação 24 horas de monitoramento contínuo do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce, que abrange diversos municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. O início da operação estava previsto para o dia 23 de novembro, mas entrou em caráter de urgência para acompanhar a evolução da onda de cheias provocada pelo rompimento de barragens da Mina Germano, em Mariana – MG. (mais…)

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Barragem que rompeu em Mariana era empreendimento de alto risco

Empreendimento tinha grande potencial de dano, o que levou Ministério Público a exigir medidas especiais para licenciamento. promotor alerta: ‘diques não se rompem por acaso’

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas, Gustavo Werneck

A Barragem do Fundão, localizada no complexo Germano da Samarco, apresentava alto potencial de dano ambiental, de acordo com o Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais ano 2014, elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam). No documento, o dique é tratado como de classe III. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou inquérito para apurar as causas do rompimento da barragem e os responsáveis pelo acidente. “Trata-se de uma tragédia sem precedentes na história de Minas Gerais”, afirmou, na noite de ontem, o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto. (mais…)

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Laudo técnico alertou para instabilidade em área de barragem em Mariana

Segundo o relatório, o contato entre a pilha e a barragem era “inadequado para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”

Por Pedro Rocha Franco, no EM

Em laudo técnico concluído em 21 de outubro de 2013, época da revalidação da licença de operação da barragem de rejeitos do Fundão, o Instituto Prístino – instituição de pesquisa e diagnósticos de conservação e uso racional do patrimônio natural –, destacou a sobreposição de áreas afetadas pela barragem e por uma pilha de material estéril da mineradora Vale. Segundo o relatório, o contato entre a pilha e a barragem era “inadequado para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”. Como consequência disso, previa a possibilidade de “desestabilização do talude” resultando em “colapso da estrutura”.

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Relatório indica que 8% das barragens de contenção em Minas não são seguras

Relatório mais recente da Feam indica que 8% das 754 barragens de contenção de rejeitos em Minas Gerais não são seguras e têm alto risco de dano ambiental

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas, Gustavo Werneck

O Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais (Ano 2014), elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), mostrou que 8% das estruturas de contenção de rejeitos no estado – marcado pela atividade minerária – não têm as necessárias condições de segurança declaradas pelos auditores dos empreendimentos. Além disso, outras não dispõem de informações técnicas suficientes para esse tipo de garantia. (mais…)

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Bombeiros confirmam segunda morte após rompimento de barragens em Minas

Da Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou há pouco a segunda morte após o rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana. O corpo foi encontrado na cidade de Rio Doce.

Treze pessoas continuam desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros.

As barragens do Fundão e de Santarém, pertencentes à empresa Samarco, romperam ontem por volta das 16h30 e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração. (mais…)

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Pelas vítimas!, por Andréa Zhouri

O face me pergunta: No que você esta pensando? Pois então. Hoje eu me levantei pela manhã (não posso dizer que acordei, não sei se dormi) pensando em Bento Rodrigues, nas vítimas, na dor, na lama…meus primeiros pensamentos foram em solidariedade às vítimas. Eu não conheço Bento Rodrigues, mas logo penso em Água Quente, no município de Conceição do Mato Dentro, comunidade que fica debaixo da barragem de rejeitos da Anglo American. Comunidades a jusante de barragens, seja de rejeitos ou hidrelétricas, não são consideradas atingidas no processo de licenciamento ambiental. Mas Água Quente vive um cotidiano de insegurança e de medo, condição que lhe foi imposta pela empresa e pelo Estado. Temo por Água Quente e sua gente. Como temo pelas comunidades a jusante de Irapé, que perderam a agricultura de vazante e, ainda assim, em estado de penúria administrada desde 2006, não são consideradas atingidas pela barragem. Que sensação horrível de impotência…

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