Resposta da Warã à matéria da Folha de S. Paulo sobre diabetes entre os Xavante

No CTI

Em resposta à matéria “Refrigerante e doce provocam epidemia de diabetes em índios em MT” publicada no jornal Folha de São Paulo no dia 09 de agosto de 2015, percebemos a necessidade de prestar alguns esclarecimentos sobre os fatos narrados.

O problema da prevalência do diabetes entre os Xavante é conhecido desde o ano 2007 quando foi publicado o trabalho “Prevalência de diabetes mellitus em índios Xavante de Sangradouro-MT”, do professor João Paulo Botelho Vieira Filho, citado pela matéria da Folha de São Paulo. (mais…)

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Sebastião Salgado quebra o silêncio e pede “responsabilização das empresas” no desastre em MG

Com oito dias de atraso, fotógrafo patrocinado pela Vale, pediu um fundo com dinheiro da empresa para ajudar a população local

Em Brasileiros

Pressionado pelas redes sociais, o fotógrafo Sebastião Salgado finalmente se manifestou sobre  o rompimento das barragens em Mariana, Minas Gerais. Com oito dias de atraso, seu Instituto Terra divulgou um comunicado pedindo a “responsabilização das empresas envolvidas”.

As barragens romperam no dia 5, mas o comunicado só foi divulgado na noite de sexta-feira (13) por meio de um post em sua página no Facebook. No caminho do mar de lama em Mariana está a cidade de Aimorés, onde fica o Instituto Terra, fundado pelo fotógrafo Salgado e sua mulher, Lélia Wanick Salgado, no final dos anos 1990. (mais…)

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Sociedade civil realiza novo protesto em frente à Vale nesta segunda-feira

No Século Diário

A população capixaba vai às ruas nesta segunda-feira (16) para responsabilizar mais uma vez a Vale pela tragédia humana e ambiental do rompimento das duas barragens da Samarco Mineração em Mariana (MG). O novo ato, agora com ampla convocação popular, se concentra às 17 horas na Universidade Federal do Estado (Ufes). O destino será a portaria da mineradora no final da Praia de Camburi, em Vitória.

Assim como a intervenção artística dessa sexta-feira (13), “Manchada de Lama, realizada na portaria da Vale em Carapina, na Serra, o segundo ato é uma iniciativa do Frente Capixaba de Lutas, que reúne diversas organizações do Estado. No evento criado no Facebook, com o título “Não foi acidente, a Vale deve pagar”, já estão confirmadas a participação de 2.600 pessoas. A mesma mobilização será realizada no Rio de Janeiro. (mais…)

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Moradores da extinta Bento Rodrigues exigem das mineradoras novo local rural, com espaço e liberdade

“A nova Bento tem de ser bem parecida com a antiga. As pessoas tinham hortas, quintais e, agora, estão em hotéis. O povo não está acostumado a viver assim”

Por João Henrique do Vale, Daniel Camargos, Pedro Rocha Franco (enviados especiais), no EM

Mariana – Um novo Bento Rodrigues, o povoado mais devastado pelo estouro das duas barragens da Samarco, será reconstruído em outro lugar na área rural de Mariana, a 110 quilômetros de Belo Horizonte. Pelo menos essa foi a decisão dos desabrigados pelo tsunami de lama numa reunião, na manhã de ontem, com a participação de representantes do poder público. O prefeito da cidade histórica, Duarte Júnior, concordou com o desejo das vítimas: “A população decidiu que não quer a reconstrução naquele local. Então, hoje está definido que Bento deixou de existir”. (mais…)

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Plano de emergência das barragens de Fundão e Santarém tem falhas e lacunas

Por  Sandra Kiefer, no Estado de Minas

Os Planos de Ação Emergenciais (Paes) das barragens de Fundão e Santarém, que romperam há 10 dias em Mariana, na Região Central do estado, apresentados oficialmente na sexta-feira pela Samarco (controlada pela Vale e pela BHP Billinton) ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), estavam sem data e desatualizados, a ponto de conter números antigos de telefones na lista de moradores a serem avisados em caso de acidente.

Ao contrário do que prevê a Lei Nacional de Segurança de Barragens, de número 12.334, de 2010, os povoados atingidos pelo tsunami de lama, que já chegou ao Espírito Santo, nunca receberam treinamento contra catástrofes nem tiveram papel definido a cumprir em casos de tragédia, procedimento que já deveria ser comum em Minas, que centraliza perto de 800 barragens. (mais…)

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Minas D’Águas: na hora certa, para mostrar que mesmo sem ruptura de barreira mineração é um desastre

Minas D’Águas não fala da tragédia de Bento Rodrigues, Mariana. Nem da desgraça de pessoas, animais, flora e fauna, de uma região ou de um rio, com sua bacia hidrográfica. Quando estava sendo produzido, este desastre anunciado ainda não havia acontecido. Mas o que ele diz e mostra sobre água e mineração, sobre vida e mineração, sobre direitos humanos versus ganância, precisa ser compartilhado e refletido.

A direção é de Danilo Siqueira, e o texto abaixo é o disponibilizado pela equipe no TouTube. (mais…)

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Ato Público contra Vale no Espírito Santo: “Manchada de Lama”

Por Manaira Medeiro, no Século Diário. Fotos: Leonardo Sá/Porã

Gritos de ordem, caixão, pessoas sujas de lamas e pedidos de basta. Esse foi o tom da intervenção artística realizada em frente à portaria da Vale em Carapina na manhã desta sexta-feira (13). O ato, realizado por representantes da sociedade civil organizada, interditou a portaria da empresa durante uma hora e meia. Assim como a cidade devastada pelas barragens da Samarco Mineração, controlada pela Vale e BHP Billiton, a mineradora ficou tomada de lama.

Cartazes em punhos cobravam a responsabilidade da Vale pela tragédia humana e ambiental em Mariana (MG). Indignação: “Não foi acidente, a Vale matou rio, matou bicho e matou gente”. Denúncia: “A Vale tem cheiro de morte, a Samarco tem cheiro de morte, o Rio Doce tem cheiro de morte. O Rio Doce está amargo”; “Cem anos para o Rio Doce tentar se recuperar”. Cobrança: “Quanto Vale a vida dessas pessoas?”, “Quem vai pagar a conta?”, “Tem preço?”, “Chega!”, Assassina!”. (mais…)

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MG – Cursos d’água atingidos pela onda de lama agonizam. Agora, transportam transtorno e ameaças de doenças

Por  Paulo Henrique Lobato, Renan Damasceno (enviados especiais) e Luiz Ribeiro, no EM

Mariana, Barra Longa, Governador Valadares e Naque – O olhar de Viviane Siqueira, de 35 anos, clama por socorro enquanto ela observa, incrédula, o tsunami de lama causado pelo estouro de duas barragens da Samarco, na área rural de Mariana, causando a maior devastação ambiental de Minas Gerais, com reflexos graves até o Espírito Santo. Especialistas sustentam que mais de 100 nascentes foram soterradas e que a recuperação do ecossistema consumirá décadas e pode nunca ser total.

A catástrofe contaminou o Rio Doce, o maior do Sudeste brasileiro, com 853 quilômetros de extensão, conforme análise encomendada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Baixo Guandu (ES), cidade que faz divisa com Minas. Indignado, o presidente do departamento, Luciano Magalhães, concluiu: “Podemos afirmar que o Doce está morto”.

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MPF ajuíza recurso para que Vale indenize povos Xikrin e Kaiapó por danos ambientais e à subsistência física

Recurso visa assegurar compensação econômica a comunidades afetadas por atividades da mineradora

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta sexta-feira, 13 de novembro, recurso contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspendeu compensação financeira pela mineradora Vale S/A aos povos indígenas Xikrin e Kayapó, localizados no Pará. O agravo regimental, assinado pelo subprocurador-geral da República Nicolao Dino, foi encaminhado ao presidente daquela Corte, que havia determinado o bloqueio em conta judicial dos valores arbitrados, enquanto permanecer decisão suspensiva. (mais…)

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Tragédia em Mariana: Prefeito de cidade no ES ameaça bloquear estrada de ferro da Vale

No Extra Alagoas

O prefeito da cidade de Baixo Guandu, no interior do Espírito Santo, Neto Barros (PCdoB), ameaça colocar máquinas da administração municipal sobre a ferrovia da Vale, que corta o município do noroeste capixaba. A lama de rejeitos proveniente das barragens de Mariana pode chegar à cidade neste fim de semana e atingir o Rio Doce, cuja água garante o abastecimento da população de cerca de 30.000 habitantes. (mais…)

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