Belo Monte. Atualização do processo de destruição dos povos indígenas. Entrevista especial com Thais Santi

“O que mais assusta em Belo Monte é justamente a naturalização. Não de um genocídio ou de uma violência de sangue, mas de um etnocídio praticado sob a égide de um Estado constitucional, em que o direito não põe limite ao ‘tudo é possível'”, alerta a procuradora

Por João Vitor Santos – IHU On-Line

“Acessar essas comunidades é ter a possibilidade de descobrir uma nova dimensão de existência, em que o tempo tem outro ritmo, o rio tem outro significado, a natureza integra a vida.” É assim que a procuradora federal Thais Santi descreve o que chama de “experiência” de trabalhar em Altamira, no Pará. (mais…)

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Pueblo Wampis conforma primer gobierno autónomo indígena del Perú

Surge para defender territorio ancestral de 1.3 millones de ha de bosques tropicales y contribuir a cumplir compromisos climáticos

Servindi, 30 de noviembre, 2015.- En la comunidad Soledad, en la cuenca del río Santiago, 300 representantes de 85 comunidades de la etnia Wampis declararon el domingo 29 de noviembre la conformación del primer gobierno autónomo indígena del Perú. (mais…)

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“Nós existimos!”, gritam os povos indígenas. A luta pela terra e pela autodeterminação. Entrevista especial com Oiara Bonilla

“Em nome do desenvolvimento, decidiu-se que “tudo pode”, tratando o que estiver pela frente: povos, floresta, movimentos sociais como meros obstáculos a serem contornados pela máquina desenvolvimentista. É uma opção de governo, não há o que negar”, frisa a professora. 

IHU Unisinos

Imagine um mundo em que tudo é igual, todos produzem e os que não conseguem isso recebem o afago da mão do Estado para que realmente todos possam consumir e ir e vir livremente. Agora, imagine o que está realmente por trás dessa ideia plástica de Estado Democrático de Direito. Se o exercício é complicado, talvez seja mais fácil olhar para a realidade indígena do Brasil, para se aproximar da realidade. Professora do departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense, Oiara Bonilla classifica esse cinismo estatal como “abominação política”. (mais…)

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Carta Aberta do Encontro Regional dos Povos e Comunidades do Cerrado

Carta Aberta à Sociedade Brasileira, à Presidência da República e ao Congresso Nacional sobre a destruição do Cerrado pelo MATOPIBA

Nós, Camponeses(as), Agricultores(as) Familiares, Povos Indígenas, Quilombolas, Geraizeiros(as), Fundos e Fechos de Pasto, Pescadores(as), Quebradeiras de Coco, reunidos(as) no I ENCONTRO REGIONAL DOS POVOS E COMUNIDADES DO CERRADO, em Araguaína – Tocantins, nos dias 23, 24 e 25 de Novembro de 2015 , para debater sobre o PDA MATOPIBA e as consequências para os Povos do Cerrado, viemos INFORMAR e MANIFESTAR à Sociedade Brasileira:

– Que a Política Nacional de Desenvolvimento Agropecuário, através do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do MATOPIBA (PDA MATOPIBA), instituída através do Decreto n. 8447, nada mais é que a velha e contínua política desenvolvimentista do período militar e atual, maior promotora de violências, de degradação ambiental, trabalho escravo e desigualdades sociais e econômicas do campo brasileiro. (mais…)

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Perto de vencer os efeitos da seca, moradores de Linhares sofrem agora com a lama

Antes, Rio Doce não chegava mais ao mar no Espírito Santo, impendindo a pesca. Agora, os rejeitos de minério da Samarco tiram o sustento dos pescadores

Por Mateus Parreiras, enviado especial do EM

Linhares (ES) – O licenciamento ambiental já estava aprovado. O projeto estava autorizado pela Prefeitura de Linhares (ES) e, em poucos dias, as máquinas começariam a trabalhar. A previsão era de que, em algumas semanas, a barra formada pelo assoreamento da foz do Rio Doce, que impedia sua saída natural para o mar, seria desmanchada. “A gente (pescadores) já estava imaginando nossos barcos podendo atravessar novamente a barra para o mar. O encontro do rio com o mar era um ótimo lugar para peixes”, conta o pescador Ademar Paulino Sampaio, de 55 anos. Mas não adiantou vencer os efeitos da seca e da estiagem. Antes que um só saco de areia fosse removido da foz ocorreu o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas, e mais de 60 toneladas de rejeitos de minério escoaram para o Rio Doce. “A gente ficou torcendo para o mar segurar a lama. A força do mar abriu outra barra, então eu achava que ia conseguir parar a sujeirada, mas nem o mar conseguiu. Agora não podemos mais pescar nem no rio nem no mar”, disse Ademar. (mais…)

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Nota à imprensa sobre as obras do Linhão de Tucuruí na TI Waimiri-Atroari

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), organização de defesa dos direitos dos povos indígenas de Roraima, vem manifestar o seu posicionamento a respeito do andamento das obras do Linhão de Tucuruí, conforme a Carta de Anuência da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), assinada pelo Presidente João Pedro Gonçalves da Costa, nesta quarta-feira, 25.

Primeiramente, o CIR destaca que não se manifesta em nome do povo indígena Waimiri-Atroari, considerando que os mesmos têm autonomia e forma de organização social e política diferenciada para manifestar-se sobre o assunto. (mais…)

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Mensagem do Povo Munduruku para o combate ao preconceito e à discriminação (atualizada)

Esse vídeo foi produzido pelos integrantes do Projeto IBAOREBU de Formação Integral Munduruku, uma experiência de educação diferenciada onde o aprendizado se constrói de forma coletiva, onde a autonomia e o protagonismo do Povo Munduruku se fortalecem e se recriam para repercutir em outros espaços de luta e resistência.

O vídeo foi todo concebido pelos Munduruku, a partir de um processo de reflexão e discussão sobre as situações de preconceito, discriminação e opressão vivenciadas cotidianamente e, principalmente, sobre a importância da valorização da cultura e da afirmação da identidade na luta em defesa dos direitos. (mais…)

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Violações de direitos humanos em Belo Monte: suspensão imediata da Licença de Operação!

Plataforma de direitos humanos – Dhesca Brasil

Planejado durante a Ditadura Militar, o Projeto da Usina Hidroéletrica/UHE de Belo Monte teve sua sentença decretada no último dia 24 de novembro de 2015. A sentença é devastadora para os direitos humanos no Brasil: Belo Monte teve sua Licença de Operação concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA.

Em descompasso com todos os relatórios, resoluções, recomendações e decisões judiciais que vêm sendo feitas em torno da UHE de Belo Monte, o governo brasileiro, por meio do seu órgão licenciador, autorizou a concretização de uma das mais perversas violações dos direitos dos povos amazônicos. A decisão atinge comunidades indígenas, ribeirinhos, comunidades tradicionais, pescadores, uma infinidade de grupos e identidades sociais, além, é claro, do impacto ambiental, especialmente no Rio Xingu. (mais…)

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Chapada dos Veadeiros: Caminhos da Reportagem

TV Brasil

O Caminhos da Reportagem desta quinta-feira, 26/11, mostra as belezas naturais e culturais da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Declarada Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, o lugar revela entre serras e nascentes paisagens que encantam seus visitantes.

O programa mostra o Encontro anual de Culturas Tradicionais que conta com a participação de pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo. Há quinze anos, a festa popular reúne comunidades quilombolas, indígenas, ciganas, pesquisadores e turistas. (mais…)

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Fogo avança sobre as terras indígenas Caru e Awá, no Maranhão

No Cimi

Há praticamente um mês, a Terra Indígena Caru, no Maranhão, está com vários focos de incêndio não controlados. Na vizinha Terra Indígena Awá, a mata queima há cerca de uma semana. Depois da queimada que recentemente consumiu metade da Terra Indígena Arariboia, os indígenas combatem o fogo sozinhos e, com suspeitas de incêndio criminoso, estão preocupados com a possibilidade do fogo se alastrar e atingir grupos de indígenas que vivem isolados no interior destas áreas.

Na TI Caru, há as aldeias Awá e Tiracambu, do povo Awá Guajá, e a aldeia Maçaranduba, do povo Guajajara. Na TI Awá fica a aldeia Juriti, dos Awá Guajá. Além disso, em ambas as áreas existe a presença de grupos Awá Guajá isolados, e as duas sofrem com as constantes invasões e a exploração ilegal de madeira, motivo pelo qual os Guajajara resolveram organizar grupos de guardiões. (mais…)

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