Sem sirenes, empresa diz que usou telefone para alertar a população

Procurador abre inquérito e trabalha com a hipótese de descumprimento de norma técnica

Por Dandara Tinoco e Mariana Sanches, no Globo

MARIANA (MG) — Embora regras de emergência em barragens preconizem o uso de sirenes para alertar a população sobre acidentes, a Samarco, empresa responsável pelas barragens de Fundão e Santarém que se romperam na quinta-feira, não possuía o instrumento e informou que optou por telefonar para pessoas da comunidade para avisar da tragédia em marcha. Questionados diversas vezes em entrevista coletiva nesta sexta-feira, os porta-vozes da empresa não souberam nominar os seus interlocutores, dizendo apenas que avisou “líderes comunitários, e nem a mensagem passada. (mais…)

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Samarco: Dona de barragens é uma das líderes da mineração mundial

Samarco é 11ª exportadora do país. No mundo, tem 2% da produção de pelotas

Por Danielle Nogueira, no Globo

A Samarco responde por 2% da produção mundial de pelotas (bolinhas de ferro concentrado usadas na produção de aço) e é uma das maiores exportadoras do Brasil. Em 2014, ficou em 10º lugar no ranking das empresas que exportam. Este ano, até outubro, embarcou US$ 1,8 bilhão, descendo um degrau na lista. (mais…)

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Área atingida pela lama da barragem se transforma em deserto infértil

Por Ana Lucia Azevedo, em O Globo

Terra arrasada não descreve com exatidão o que acontece com as áreas cobertas por uma onda de rejeitos, como a que atingiu distritos de Mariana. A camada de lama que pode chegar a três metros de altura não se solidifica por igual e pode permanecer por muitos meses instável e perigosa demais para ser removida, segundo especialistas da Coppe/UFRJ. Como é composta basicamente por restos de minério, ela é estéril e sufoca o solo fértil que cobre. Nada cresce, nada vive. (mais…)

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Rompimento de barragens da Samarco “não é um acidente”, diz membro do MAM

Marcio Zonta diz que vistoria nas barragens não é feita pelo órgão público, mas exclusivamente pelas empresas, que a fazem “conforme sua lucratividade não seja abalada”

Por José Coutinho Junior*, do Brasil de Fato

“Não é um acidente”! É assim que o militante do Movimento dos Atingidos pela Mineração (MAM), Marcio Zonta, classifica o rompimento de duas barragens na cidade mineira de Mariana, na noite desta quinta-feira (5). Zonta critica o fato de que nenhum órgão público faz de fato uma vistoria nas barragens e que, pelo ritmo da extração mineral, isso acaba ficando por conta das próprias empresas. (mais…)

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BASTA! Chega de mortes, destruição e sofrimento para saciar a voracidade da mineração!

Em Defesa dos Territórios Frente a Mineração

Mais uma tragédia que dói muito fundo e arregaça, de tristeza e revolta, o coração e a alma. Mais um acidente com barragem de rejeitos em Minas Gerais, desta vez em Mariana, município já tão impactada pelo complexo minerário da Vale Vale/Samarco, a ponto da sua população ficar sem água várias vezes por dia.

Hoje foi o distrito de Bento Rodrigues e sua gente, soterrados vivos pela lama da ganância de uma atividade econômica que avança voraz sobre lugares e pessoas para exportar nossos bens minerais e alimentar contas de acionistas e o mercado financeiro. (mais…)

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Sobre barragens que vem e que vão (as destruídas e as em construção)

Por ARCA

Segue abaixo uma serie de informações sobre barragem em Mariana e arredores com algumas linhas destacadas para reflexão:

Samarco/Vale consegue licença em 2015 para altear barragens

A Samarco aprovou em 2015 no COPAM  o pedido de LP+LI para alteamento e unificação de duas barragens de disposição de rejeitos nomeadas Germano e Fundão, no município de Mariana/MG. (mais…)

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CPRM monitora risco de enchentes em 12 municípios de MG e 3 do ES, na evolução da onda de cheias provocada pelas barragens da Vale/Semarco

Rompimento de barragens de rejeito motiva o início do monitoramento 24 horas do Sistema de Alerta do Rio Doce

CPRM

A partir de hoje, 6 de novembro, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), por meio da Superintendência Regional de Belo Horizonte, antecipa o início da operação 24 horas de monitoramento contínuo do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce, que abrange diversos municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. O início da operação estava previsto para o dia 23 de novembro, mas entrou em caráter de urgência para acompanhar a evolução da onda de cheias provocada pelo rompimento de barragens da Mina Germano, em Mariana – MG. (mais…)

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Barragem que rompeu em Mariana era empreendimento de alto risco

Empreendimento tinha grande potencial de dano, o que levou Ministério Público a exigir medidas especiais para licenciamento. promotor alerta: ‘diques não se rompem por acaso’

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas, Gustavo Werneck

A Barragem do Fundão, localizada no complexo Germano da Samarco, apresentava alto potencial de dano ambiental, de acordo com o Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais ano 2014, elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam). No documento, o dique é tratado como de classe III. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou inquérito para apurar as causas do rompimento da barragem e os responsáveis pelo acidente. “Trata-se de uma tragédia sem precedentes na história de Minas Gerais”, afirmou, na noite de ontem, o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto. (mais…)

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Laudo técnico alertou para instabilidade em área de barragem em Mariana

Segundo o relatório, o contato entre a pilha e a barragem era “inadequado para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”

Por Pedro Rocha Franco, no EM

Em laudo técnico concluído em 21 de outubro de 2013, época da revalidação da licença de operação da barragem de rejeitos do Fundão, o Instituto Prístino – instituição de pesquisa e diagnósticos de conservação e uso racional do patrimônio natural –, destacou a sobreposição de áreas afetadas pela barragem e por uma pilha de material estéril da mineradora Vale. Segundo o relatório, o contato entre a pilha e a barragem era “inadequado para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”. Como consequência disso, previa a possibilidade de “desestabilização do talude” resultando em “colapso da estrutura”.

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Relatório indica que 8% das barragens de contenção em Minas não são seguras

Relatório mais recente da Feam indica que 8% das 754 barragens de contenção de rejeitos em Minas Gerais não são seguras e têm alto risco de dano ambiental

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas, Gustavo Werneck

O Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais (Ano 2014), elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), mostrou que 8% das estruturas de contenção de rejeitos no estado – marcado pela atividade minerária – não têm as necessárias condições de segurança declaradas pelos auditores dos empreendimentos. Além disso, outras não dispõem de informações técnicas suficientes para esse tipo de garantia. (mais…)

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