Nojo! Mais que lama…

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

O ‘convite’ apócrifo abaixo está sendo distribuído em Mariana, convocando para uma reunião “conosco” (não diz quem, assim como não assina). O objetivo? Por mais inacreditável que possa parecer e entre outros lamentos, para que se peça “a retomada das atividades, conforme pela Mineradora requerido, sob pena de a nossa dor ser prolongada e aos poucos nos fazer a todos, não só aos que diretamente atingidos pela lama, acreditar  que não vale a pena recomeçar… Que tudo está acabado…”. E ainda: “Precisamos da Mineradora”. Assim mesmo, com maiúsculas, como se usa para Deus.

O documento falseia a verdade a ponto de acusar televisões e outras mídias de sensacionalismo, agindo contra os interesses da população da cidade. Desavergonhadamente, acusa meios de comunicação que, principalmente nas últimas horas, estão sendo cobrados por ‘esquecerem’ de citar os nomes das empresas responsáveis pelo rompimento da barragem. E apela para o mais piegas sentimentalismo, usando a já decrépita chantagem dos empregos, conclamando a população da cidade a defender seus interesses contra aqueles que só estariam interessados em mostrar a sua desgraça. (mais…)

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“Tudo é criminoso e terrível!”, afirma Comitê em Defesa dos Territórios Frente à Mineração

IHU – O Comitê em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que reúne centenas de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, publicou uma nota de repúdio sobre o rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração, em Mariana (MG), na semana passada. Leia a nota:

BASTA!

Chega de mortes, destruição e sofrimento para saciar a voracidade da mineração!

Mais uma tragédia que dói muito fundo e arregaça, de tristeza e revolta, o coração e a alma. Mais um acidente com barragem de rejeitos em Minas Gerais, desta vez em Mariana, município já tão impactado pelo complexo minerário daVale/Samarco, a ponto da sua população ficar sem água várias vezes por dia. (mais…)

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A lama da Samarco e o jornalismo que não dá nome aos bois, por Alceu Castilho

Bento Rodrigues: povoado soterrado pela Samarco sintetizava um modo de vida tão esquecido pela imprensa quanto os impactos sociais e ambientais do mundo corporativo

Em seu blog

Por trás da lama da Samarco afirma-se o gosto amargo de um jornalismo subserviente, a serviço do mercado. Dezenas de pessoas estão desaparecidas em Mariana (MG). Entre elas, crianças. O vídeo abaixo mostra como era o cotidiano de um povoado destruído. Mas a maior tragédia socioambiental brasileira do século XXI  já começa a ser soterrada pelos jornais, após uma cobertura protocolar. Da lama à ordem: ignoram-se os conflitos, minimizam-se as contradições e se assimilam os discursos cínicos de executivos e de membros do governo. Com a clássica blindagem dos sócios da empresa. (mais…)

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As Veias Abertas da Mineração

Vivemos a alquimia colonial e neo-colonial, que Galeano escreveu em 1978, onde o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno

Por Jarbas Vieira*
Do Brasil de Fato / MST

Passados 515 anos da invasão da coroa portuguesa sobre o solo e subsolo brasileiro, ainda não conseguimos nos libertar totalmente das amarras coloniais, impostas através dos estupros de índias e negras, do genocídio ao povo originário, da escravidão, da religião, do extermínio que até hoje o povo preto sofre, entre tantas outras formas de imposição para manter o país subjugado aos interesses das empresas transnacionais, fazendo do Brasil, como dizia Darcy Ribeiro, uma colônia produtiva baseada na pilhagem dos bens naturais e exploração do nosso povo. (mais…)

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Por quantos dias uma tragédia como a que começou em Mariana é notícia?

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Nos últimos dias apostei comigo mesma por quanto dias a tragédia que começou em Mariana seria notícia. Faço questão do “que começou” na medida em que – insisto – ela vai descendo rios abaixo sem matar pessoas, é verdade, mas arrasando com vidas outras: peixes, tartarugas, caranguejos, outras espécies da fauna, com repercussões na flora, e, ainda, destruindo os meios de vida de comunidades ribeirinhas e de pequenos agricultores e pescadores artesanais, além do abastecimento de água potável. Sem contar que autoridades preocupadas em desassorear o rio Doce para que tudo desemboque logo no oceano esquecem que também lá a onda de lama tóxica causará desgraças. Dito isso, volto ao início: quantos dias?

Decidi acompanhar um jornal específico, O Globo, que enviou inclusive repórteres do Rio de Janeiro e de São Paulo para cobrir a matéria. (mais…)

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Lama da Samarco: biólogo aponta impacto por 100 anos na vida marinha

André Ruschi denuncia “assassinato da 5ª maior bacia hidrográfica brasileira”, diz que Samarco precisa ser fechada e critica uso do mar para dispersão da poluição

Por Alceu Luís Castilho – Outras Palavras

O biólogo André Ruschi, diretor da escola Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, em Aracruz (ES), defende o fechamento da Samarco, mineradora responsável pelo rompimento da barragem de resíduos em Mariana (MG). Ele usou uma rede social para falar do impacto em três Unidades de Conservação, em particular o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, um dos mais importantes criadouros marinhos do Oceano Atlântico. (mais…)

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Lama de Mariana: Como o jornalismo é engolido nas grandes tragédias, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Dez breves considerações para uma autocrítica necessária sobre a cobertura do rompimento das barragens de desejos de mineração, em Mariana (MG), ocorrido na última quinta (5):

1) Onde você escreve apenas “Samarco”, como responsável pela catástrofe da barragem de Mariana, acrescente “Vale” e “BHP”. Diga ao seu chefe para esquecer que a Vale é grande anunciante do seu veículo pelo menos desta vez. (mais…)

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E corre ladeira abaixo mais uma barragem de rejeitos…

Por Gustavo Horta

De fato o afã capitalista pelo dinheiro, que tantos defendem com tamanho vigor, vem a destruir vidas, patrimônios, histórias – individuais, familiares e sociais – e natureza de forma permanente e recorrente aqui nas Minas Gerais, desdobramento de administrações irresponsáveis e, quiçá, criminosas, destas mineradoras que mais se assemelham a uma garimpagem mecanizada avassaladora.

Aqui em Minas Gerais há um episódio assim dramático com uma regularidade que me enoja.

Mas, liga não. Esta última de Mariana foi apenas mais uma barragem de rejeitos de uma mineradora que desabou. Na verdade, desta vez, foram duas, simultaneamente e em cascata. Liga não. Só mais uma entre tantas, mais uma, só mais uma… (mais…)

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Rio Doce foi ‘cimentado’. Danos ambientais são irreversíveis, avalia ambientalista

Rejeito de mineração funciona como ‘cimento’, e vai acabar com a pesca em grande parte da calha do rio, segundo Marcus Vinícius Polignano, coordenador do Projeto Manuelzão

Por Augusto Franco, em O Tempo

Os danos ambientais em consequência do rompimento da barragens de rejeitos na localidade de Bento Rodrigues, em Mariana, serão permanentes e vão acabar com a pesca em parte dos rios Guaxalo do Norte e Rio do Carmo, que desaguam no Rio Doce.

O próprio Rio Doce, por sua vez, também pode ser afetado pelo grande volume de lama de rejeito da mineração, e terá a vida aquática comprometida. (mais…)

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Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico

O vídeo mostra o rio do Carmo, 50 quilômetros abaixo de onde as barragens romperam!

por Luiz Carlos Azenha, em Viomundo

A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP Billiton, teve um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014. Ou seja, limpinhos!

Como se sabe, o Brasil é uma “mãe” para as mineradoras. A Agência Pública fez uma reportagem interessante a respeito, quando Marina Amaral perguntou: Quem lucra com  a Vale? (mais…)

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