“Vale e BHP são responsáveis pela tragédia”, aponta integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens

Em entrevista ao Brasil de Fato, militante do MAB  fala das causas da tragédia em Mariana e do descaso das empresas de mineração na hora de garantir os direitos das famílias atingidas.

Por Rafaella Dotta, de Mariana (MG), Brasil de Fato

Alex Sandra Maranho, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), está em Mariana para apoiar as vítimas do rompimento da barragem em Bento Rodrigues. Em entrevista ao Brasil de Fato MG, a militante dá mais detalhes sobre a situação alarmante vivenciada pelos moradores do distrito e acusa a Samarco e Vale de omissão de informações, além de responsabilizá-las pela tragédia. (mais…)

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No Espírito Santo, rejeitos da barragem do Fundão avançam pela hidrelétrica de Mascarenhas

Da Agência Brasil

A equipe do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) registrou a chegada, em Baixo Guandu, no Espírito Santo, dos rejeitos da barragem do Fundão que se rompeu em Mariana (MG), no último dia 5. Os rejeitos passaram pela barragem da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas. A previsão é que o deslocamento até o município de Colatina, no Espírito Santo, seja de aproximadamente um dia. O município suspendeu o fornecimento de água na região. (mais…)

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Tragédia da mineradora em MG: a promiscuidade entre poderes político e econômico no Brasil

Raphael Sanz e Gabriel Brito – Correio da Cidadania

Acabamos de testemunhar aquele que talvez seja o maior desastre ambiental da história do Brasil. A população de Bento Rodrigues e Mariana (centro do estado das sugestivas Minas Gerais) está sem água e boa parte desabrigada. Isso sem contar os danos ambientais, calculados em mais um século em termos de recuperação do ecossistema do Rio Doce. Para oferecer uma visão técnica e amplificada da desgraça, entrevistamos a coordenadora do Laboratório de Química Analítica e Ambiental da Universidade Federal do Pará, Simone Pereira.

“Tenho quase que plena certeza que esse evento não foi natural. O próprio Ministério Público de Minas Gerais está dizendo que não foi um acidente, mas negligência. Havia, sim, indícios de que esse desastre poderia acontecer. E a empresa não tomou as providências”, afirmou. (mais…)

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Minas Gerais e o flagelo da mineração. Entrevista especial com Apolo Lisboa

“‘Ecologizar a economia’ significa subordinar as empresas e seu modo de trabalhar à sobrevivência dos ecossistemas, desenvolvendo uma política ambiental correta, em que a produção não comprometa a sobrevivência do ecossistema”, diz o pesquisador

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

A ruptura da barragem da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, “é apenas um dado alarmante que chama a atenção para uma situação que estamos tentando alertar há bastante tempo”, diz Apolo Lisboa à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone. (mais…)

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Em MG, 228 barragens são de alto risco, 42 não tem estabilidade garantida e, destas, 25 são da Vale

O Ministério da Verdade foi criado com o objetivo principal de “desnudar aquilo que se deseja que fique encoberto. No caso, análises independentes sobre todas as implicações do crime cometido pela Vale, BHP Billiton e Samarco em Mariana e em toda a extensão do Rio Doce, atingindo milhões de pessoas e destruindo uma das principais bacias hidrográficas do país e um dos 100 maiores rios do mundo”. Não deixe de visitá-lo para saber mais sobre ele. E só clicar no seu nome, acima e em negrito. (TP)

Maurício Ângelo em Ministério da Verdade

O crime cometido pela Vale em Mariana (MG) revela a situação preocupante das barragens em MG e em todo o Brasil. Relatório da FEAM – Fundação Estadual do Meio Ambiente, órgão responsável pelas barragens no estado de Minas Gerais, mostra que a situação é crítica em todo o estado e o sinal de alerta precisa ser ligado: das 735 barragens de MG, 228 são consideradas de “alto risco” (classe III) e, destas, 42 não tiveram “estabilidade garantida” pelos auditores em 2014, sendo 29 averiguadas e outras 13 em que as empresas não apresentaram os documentos necessários. Destas 42, nada menos que 25 são da Vale, o que comprova o descaso com que a empresa trata os seus rejeitos. Bom lembrar que as duas barragens que se romperam em Mariana (Fundão e Santarém) eram consideradas “estáveis”, assim como a de Germano, maior de todas e já com comprometimento na estrutura, de acordo com os bombeiros. (mais…)

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MPF pede que Vale indenize povos indígenas por danos ambientais e à subsistência física

Recurso visa assegurar compensação econômica a comunidades afetadas por atividades da mineradora

MPF/PA

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta sexta-feira, 13 de novembro, recurso contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspendeu compensação financeira pela mineradora Vale S/A aos povos indígenas Xikrin e Kayapó, localizados no Pará. O agravo regimental, assinado pelo subprocurador-geral da República Nicolao Dino, foi encaminhado ao presidente daquela Corte, que havia determinado o bloqueio em conta judicial dos valores arbitrados, enquanto permanecer decisão suspensiva. (mais…)

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Povo Krenak desocupa Estrada de Ferro Vitória a Minas

Mônica Carneiro, Funai

Após reunião realizada na tarde de ontem, 16/11, com a presença de representantes da Funai e da Procuradoria Federal Especializada da Advocacia Geral da União (PFE/AGU), os indígenas Krenak decidiram liberar o trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas que ocupavam desde a última sexta-feira, no município de Resplendor – MG. (mais…)

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É o PMDB, jornalistas! Na mineração, é o PMDB, por Alceu Castilho

Jornais divulgam doações de campanha por empresas da Vale para deputados, mas se esquecem de apontar destinação majoritária da verba a políticos do PMDB

Em Outras Palavras

E agora o Estadão deu, a Folha deu: lista de deputados que investigarão o crime ambiental em Mariana (MG), ou discutem o Código da Mineração, e receberam dinheiro da Vale ou de empresas do setor. O Estadão publicou texto nesta segunda-feira. A Folha, no sábado. Sem tanto estardalhaço, claro, pois os olhos da imprensa brasileira estão voltados para a França. (mais…)

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Tomada por lama, barragem de Santarém atinge risco máximo

Estrutura não se rompeu e alcançou pior índice em classificação que avalia estado de conservação

Luciene Câmara e Natália Oliveira, O Tempo

O rompimento da barragem do Fundão trouxe mais riscos do que se imaginava. Após análise no fim de semana, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) constatou que a Santarém, que compõe o complexo da Samarco em Mariana, na região Central de Minas, não se rompeu, conforme havia sido anunciado pela mineradora. Embora tenha resistido, a estrutura ficou tomada pela lama que saiu de Fundão e sofreu erosões que podem levar a um desabamento. Em uma escala de risco de 0 a 10 (quanto maior o número, maior o risco), o reservatório atingiu a pontuação máxima, segundo o DNPM. (mais…)

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Ministério Público Federal vê ameaça em Paracatu após tragédia em Mariana

A comunidade de Paracatu, Noroeste de Minas, assim como a de Mariana, guarda características de patrimônio histórico e turístico e possui a mineração como vocação desde os tempos do garimpo

Mariana Laboissière, do Correio Braziliense, no Estado de Minas

A tragédia que atingiu Mariana, na Região Central do estado, fez acender um alerta em Paracatu, no Noroeste de Minas, distante aproximadamente 200km de Brasília. Rodeada por reservatórios similares, com materiais tóxicos, a cidade no Noroeste do estado abriga a maior extratora de ouro a céu aberto do país, localizada em perímetro urbano – uma das únicas no mundo com essas características. Diante da catástrofe de 5 de novembro, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir inquérito civil público para apurar a situação das estruturas que pertencem à Kinross Gold Corporation, multinacional canadense que explora a área. A comunidade de Paracatu, assim como a de Mariana, guarda características de patrimônio histórico e turístico e possui a mineração como vocação desde os tempos do garimpo. (mais…)

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