Amarildo, o Rubens Paiva de democracia incompleta?

Coordenador da Comissão Nacional da Verdade afirma: Forças Armadas precisam acertar contas com passado; assassinato do pedreiro carioca sugere urgência de desmilitarizar polícias

Pedro Dallari, entrevistado por Thales Schmidt e Vinicius Martins – Outras Palavras

No aniversário de 51 anos do golpe civil-militar de 1964, Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), faz um balanço da atuação do grupo; da relação mantida com os militares durante os trabalhos; da memória do último período ditatorial brasileiro e das manifestações de certos grupos pela volta do regime autoritário. (mais…)

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“As elites não evoluíram. Ainda é muito parecido com 1964”, afirma historiadora

Por Rafael Tatemoto  – Brasil de Fato

Maria Aparecida de Aquino é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, colabora com o Programa de Pós-Graduação em História Social da mesma instituição. Durante a carreira, se dedicou ao estudo da repressão política durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente a censura exercida sobre os veículos de comunicação. (mais…)

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Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra toma posse no Rio

Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil 

A Comissão Estadual da Verdade (CEV) do Rio de Janeiro, que vai analisar a escravidão negra, tomou posse ontem (30) na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no centro da cidade. Ela tem o objetivo de trabalhar pela reparação e responsabilização dos que foram beneficiados por um dos piores regimes de exploração humana. (mais…)

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Maranhão: Escolas que homenageiam militares serão rebatizadas

Segundo o governador Flávio Dino, que determinou as mudanças, as próprias instituições de ensino escolheram os novos nomes; alterações valerão a partir de hoje, data em que o golpe militar completa 51 anos

Por Redação Revista Fórum

Nesta terça-feira (31), data em que o golpe militar completa 51 anos, escolas estaduais do Maranhão cujos nomes homenageiam ditadores serão rebatizadas por determinação do governador Flávio Dino (PCdoB). “Amanhã, data do golpe de 1964, vamos trocar os nomes de escolas alusivos aos generais-ditadores. Não merecem homenagens. Ditadura nunca mais”, disse Dino em posts nas redes sociais. (mais…)

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Cinema, ditadura e feminismo: um resgate necessário

Resgatar as vivências, articulações e militâncias de mulheres que resistiram ao período de ditadura militar no Brasil, é de extrema importância, pois raramente na história do nosso país as mulheres aparecem como precursoras e como combatentes, relegando apenas aos homens uma trajetória política de enfrentamento com governos ditatoriais. Muitas histórias foram apagadas, sequer contadas, vivências foram silenciadas.

Camila Galetti, Esquerda Diário

No Brasil dos anos 1960/70, a presença das mulheres na luta armada, e no movimento revolucionário em geral, representou uma profunda transgressão ao que era designado como próprio do sexo feminismo. A transgressão de gênero teve, na repressão e na tortura, uma dimensão específica, pois o fato de ser mulher e revolucionária, era visto como um ato de atrevimento, como se as mulheres estivessem ocupando um espaço que não estava destinado a elas e por isso, elas foram consideradas subversivas pelo Estado, a repressão voltada para as mulheres adquiriu um caráter específico. As mulheres eram estupradas, submetidas a choques elétricos mesmo estando grávidas; objetos eram introduzidos no seu órgão sexual, ou mesmo a violência psicológica, talvez a mais praticada. (mais…)

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Acervo da família sobre Vladimir Herzog será aberto ao público

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A família de Vladimir Herzog, jornalista assassinado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) durante a ditadura militar, doou seu acervo, com documentos, fotos, matérias publicadas e até cartas pessoais, ao Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) ontem (26). O acervo estará disponível ao público para consulta até o mês de outubro, quando a morte de Herzog completa 40 anos. (mais…)

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MPF/MG requer anistia política para o Povo Indígena Krenak

Expulsos de suas terras, onde foi instalado um reformatório indígena durante a ditadura militar, os Krenak sofreram profunda desintegração de sua cultura

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG), por meio do Grupo de Trabalho Violações dos Direitos dos Povos Indígenas e Regime Militar, requereu ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que conceda anistia política ao Povo Indígena Krenak, conforme prevê o artigo 2º da Lei 10.559/2002. (mais…)

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89ª Caravana de Anistia começa nesta terça-feira, em Belo Horizonte

Evento inclui homenagens aos perseguidos políticos da ditadura e entrega de documentos inéditos

Ministério da Justiça

Para lembrar o Dia Internacional do Direito à Verdade e os 51 anos do Golpe de Estado que interrompeu a democracia brasileira em 1964, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça realizará nesta semana, em Belo Horizonte (MG), a 89ª Caravana de Anistia, a primeira do ano. O evento será no Morro do Papagaio, tradicional comunidade da cidade, e também na futura sede do Memorial da Anistia, no bairro de Santo Antônio. (mais…)

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Unesp recebe acervo sobre o jornalista Vladimir Herzog

Solenidade ocorre com apresentação de resultados da Comissão da Verdade da Unesp dia 26/3

UNESP

Em 26 de março de 2015, às 18h, ocorre, a doação pelo Instituto Vladimir Herzog ao Cedem (Centro de Documentação e Memória) da Unesp, em São Paulo, SP, do acervo sobre o jornalista.

Em seguida, às 18h30, a Comissão da Verdade da Universidade (CV-Unesp), instalada há um ano para examinar e esclarecer, principalmente, os impactos da Ditadura Civil-Militar (1964-1985) no interior da instituição apresentará seus resultados. Em consonância com a Comissão Nacional da Verdade, a Comissão da Unesp cobre o período histórico que vai de 1946-1988. Na sequência, haverá um Debate sobre esses resultados. (mais…)

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Pesquisa ajuda a desfazer equívocos historiográficos sobre as antigas cidades gregas

Por José Tadeu Arantes, na Agência FAPESP

É frequente identificar a antiga cidade grega apenas com seu núcleo urbano visível, especialmente com a Acrópole de Atenas. Mas pesquisas arqueológicas demonstraram que a pólis englobava área extensa, incluindo uma parte eventualmente mais urbanizada (ásty) e outra de povoamento menos denso (khôra), onde se praticava a agricultura, a pecuária, a coleta de lenha, mas também se morava. (mais…)

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