Grupos LGBT querem envio de novo projeto sobre criminalização da homofobia

Entidades estudam três alternativas para que matéria continue sendo discutida no Congresso em 2015, mesmo com o arquivamento do texto lá existente; cogitam, inclusive, pedir o apoio da presidenta Dilma

por Hylda Cavalcanti, da Rede Brasil Atual

Movimentos sociais estão trabalhando junto aos parlamentares em três frentes para fazer com que a criminalização da homofobia seja apreciada pelo Congresso Nacional este ano, mesmo com as dificuldades dos grupos contrários ao tema. Depois da notícia divulgada pelo Senado de que o Projeto de Lei Complementar 122 (PLC 122), referente ao assunto, seguiu para arquivamento na última quarta-feira (7), obedecendo ao regimento interno da Casa, entidades como a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) articulam a realização de um seminário para discutir o assunto em fevereiro. (mais…)

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Mulheres negras do Ceará e do Brasil lançam nota contra o Feminicídio e o Racismo Institucional

Por Miriam, por Gaia, por nós e pelo nosso povo:  Mulheres Negras contra o Feminicídio e o Racismo Institucional

por Instituto Negra do Ceará

Nós, mulheres negras do Ceará e do Brasil, militantes de diferentes movimentos sociais, manifestamos nossa profunda indignação com a violência praticada contra as mulheres. O assassinato brutal e covarde de Gaia Molinari em Jericoacoara, em 24/12, soma-se ao de mais 265 mulheres assassinadas no Ceará em 2014. Se comparado com os números de 2013, onde 214 mulheres foram assassinadas, a taxa de feminicídio cresceu cerca de 25%. Esse número coloca o Ceará no 6º lugar no ranking nacional. O crescente assassinato de mulheres denuncia nossa cultura sexista e a incapacidade do poder público estadual em adotar ações efetivas pelo fim do feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres. (mais…)

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Jovens negros correm mais riscos de morrer do que os brancos

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Dados comprovam que morrem mais negros do que brancos no Brasil. Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade, os jovens negros têm 2,6 mais chances de morrer do que os brancos. Os dados da pesquisa foram atualizados em 2014 para incluir a desigualdade racial, e o resultado foi que o risco de os adolescentes e jovens de 12 anos a 29 anos sofrerem violência aumenta quando esse fator é levado em conta. A média se refere a 2012, último ano em que há dados consolidados, e mostra pequeno aumento em relação há cinco anos. Em 2007, o risco nacional era 2,3. (mais…)

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Chegar atrasado à própria pele

por Djaimilia Pereira de Almeida – Buala*

O meu irmão branco descobriu que éramos de raças diferentes, no jardim-de-infância, aos cinco anos. Chegou a casa de beicinho por eu nunca lho ter contado, dizendo-me «tu afinal és preta e nunca me disseste». Nunca me ocorrera dizer-lhe. Sempre pensei nesta anedota como na descoberta por ele da minha raça e não como na descoberta dele de alguma coisa sobre si mesmo, apesar de a memória do seu desconsolo com a revelação inesperada se confundir retrospectivamente com o seu reconhecimento de que me tinha falhado de algum modo. (mais…)

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Situação social da população negra por estado: indicadores de situação social da população negra segundo as condições de vida e trabalho no Brasil (para baixar)

O Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) lançaram a publicação “Situação social da população negra por estado: indicadores de situação social da população negra segundo as condições de vida e trabalho no Brasil”. (mais…)

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Por que a polícia de Nova York vira as costas ao prefeito

Violenta, racista e acostumada à impunidade, corporação não tolera governante que optou por constituir uma família multirracial

Por Terrel Jermaine Starr, no Alternet | Tradução Inês Castilho

Em setembro de 1992, a Associação Beneficente dos Policiais (Patrolmen’s Benevolent Association) organizou a invasão da prefeitura de Nova York, por  milhares de policiais, em protesto contra a proposta do então prefeito, David Dinkins, de criar uma agência civil independente para investigar abusos policiais. Os oficiais pisotearam carros, derrubaram barricadas e ocuparam a ponte do Brooklyn. Entre as queixas estava o fato de Dinkins recusar-se a dar-lhes armas semi-automáticas. (mais…)

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Violência legalizada

Enquanto manifestações contra a violência policial que atinge os negros ocorrem há meses nos Estados Unidos, o Brasil recebeu com total indiferença os últimos dados de violência policial em seu território, elaborados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Confrontos com a polícia resultaram na morte de 2.212 pessoas em 2013 em todo o país. Em média, seis pessoas por dia morreram atingidas por armas policiais no ano passado no país (mais…)

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As bruxas ainda vivem! Afinal o que são as parteiras tradicionais?

Por Emanuelle Goes* – População Negra e Saúde

Demorei um pouco para escrever sobre a minha experiência ao me deparar com uma bruxa, de fato, aquela parteira tradicional é uma bruxa. Estou falando de Dona Zefa (Josefa Maria da Silva, nascida na Serra da Guia (SE). Parteira, quilombola, líder comunitária e religiosa, consultora, orientadora, benzedeira, médica, mediadora de conflito, pai, mãe e a via de solução, finalizando: porta e saída para tudo em sua comunidade) e que tive a oportunidade de conhecer ao realizar a interlocução do seu dialogo com outras mulheres no Seminário Mulher e Cultura, dialogamos sobre corporeidade e feminismo, e como as mulheres de comunidades e povos tradicionais tem o seu espaço de autonomia fortalecido pelas praticas tradicionais como a realização do parto, alem das rezas e bênçãos. Pois neste lugar a cultura, o cuidado, o feminino é político. (mais…)

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