Portugal: Bloco de Esquerda quer revisão do Código Penal para criminalizar o racismo + Existe uma “suspensão do Estado de Direito”

Por Jornal i com Agência Lusa

O Bloco de Esquerda disse hoje que vai propor ao Governo a revisão do Código Penal para criminalizar o racismo, assim como apresentar uma iniciativa legislativa para a avaliação das políticas de policiamento de proximidade.

“Revisão do Código Penal, no sentido de dar espaço à criminalização do racismo, que atualmente ele não possui”, disse à agência Lusa a deputada bloquista Cecília Honório, após uma audição pública sobre violência policial, racismo e outras formas de discriminação, que decorreu hoje á noite na Sala do Senado da Assembleia da República, em Lisboa. (mais…)

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Nota Pública: Posicionamento sobre a escolha do/a novo/a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara

Plataforma Dhesca

Este é uma semana de definição das composições e presidências das Comissões da Câmara dos Deputados. Com o aumento da bancada conservadora e a eleição de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) para a presidência da Câmara – que já se posicionou contrariamente à pauta dos Direitos Humanos – existe a possibilidade de que a presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDHM) seja novamente assumida por partidos ligados a grupos religiosos fundamentalistas. (mais…)

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Entidades civis organizam “Twitaço e Facebookaço” contra desarquivamento do Estatuto da Família

Glauco Braga*

As entidades que lutam pela igualdade dos direitos LGTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Interssexuais) e a Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD) organizam para a próxima terça-feira, dia 24 de fevereiro, ao meio-dia, um “twitaço e um facebookaço” contra o desarquivamento do Projeto de Lei nº 6.583/2013, denominado Estatuto da Família, que voltou à tramitação por iniciativa do Deputado Federal, Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). (mais…)

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A Linguagem da Favela Parte 1: Resistência, Cultura e Identidade

Esta é a primeira de uma série de três sobre a língua falada nas periferias do Rio de Janeiro.

por Gitanjali Patel*, Rio On Watch

A gente pegou a linguagem que não foi feita para a gente, que não é nossa, e criou uma outra linguagem que é nossa e que é riquíssima! Mas ela não é aceita. Pouco a pouco na medida que a gente vai criando conhecimento, é assim que ela pode ser aceita, que ela deve ser aceita; ela é riquíssima, ela é invejável, e plausível. Só que ela é de outra academia, a academia da vida.” – Wesley DelírioBlack, rapper

A língua representa a cultura de uma sociedade e as práticas e atitudes que lhe dão consistência. Diferentes dialetos dentro de uma língua não só representam grupos sociais diversos, mas refletem as relações entre eles. O dialeto do grupo dominante em uma dada região é naturalmente refletido nas instituições governamentais e educacionais e representa o “dialeto padrão“; os dialetos de comunidades que vivem nas periferias da sociedade são consequentemente marginalizados. Comum em outros lugares, essa dinâmica é marcada no Rio de Janeiro, onde a língua falada nas áreas marginalizadas tem, de forma rotineira, sua legitimidade negada e ignorada, tida como um português mal falado. Essa rejeição é menos um veredito no que se refere aos méritos linguísticos do dialeto–que é de fato uma língua própria–e mais uma reflexão sobre a aguda estratificação e profunda desigualdade que caracteriza a sociedade brasileira. A língua é explorada como mais uma maneira de aumentar a distância entre a elite e os pobres, contribuindo para uma longa história de exclusão e estigmatização dessas comunidades. (mais…)

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Em meio à polêmica de racismo, time 100% basco – e branco – faz 1º gol negro da história

Igor Resende, para o ESPN.com.br

Turim, Itália, nove minutos de jogo. Bola pela direita, uma ótima jogada de Viguera e o cruzamento para a área. No meio, um atacante aparece livre de marcação, sozinho, de frente para o gol. O arremate até não sai como o esperado, a bola pega meio na canela, meio no joelho, mas entra perfeitamente, sem chances para o goleiro. Era apenas o primeiro gol do duelo entre Athletic Bilbao e Torino – que acabou em um empate por 2 a 2. Mas na verdade era muito mais que um gol apenas. Era um momento histórico. (mais…)

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PM de Salvador ameaça comunidade após chacina, denuncia Anistia Internacional

Após moradores organizarem marcha contra ação do Rondesp que deixou 12 mortos no começo do mês, agentes passaram a abordá-los com mais truculência, relata entidade

por Wanderley Preite Sobrinho, Carta Capital

Rendidos e desarmados. É assim que os 12 jovens supostamente assassinados pela Polícia Militar da Bahia no dia 6 de fevereiro são descritos pelas ruelas do bairro Cabula, na periferia de Salvador. Desde que a versão dos moradores para o massacre se espalhou, a PM passou a rondar o bairro distribuindo ameaças a seus moradores, denuncia a Anistia Internacional. (mais…)

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Em Salvador, blocos chamam a atenção para o combate ao racismo

Sayonara Moreno* – Repórter do Radiojornalismo

As bandas e os artistas que se apresentaram durante o carnaval de Salvador aproveitaram o espaço dos blocos e a visibilidade da festa para chamar a atenção dos foliões para temas voltados aos direitos humanos e à violência. Este ano, as denúncias foram sobre o racismo. A cidade atrai pessoas de diferentes partes do país e do mundo e, apesar de ter a maioria da população formada por negros, ainda enfrenta casos de discriminação. (mais…)

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Movimento Negro cobra do Ministério Público de SP a efetivação do controle externo da ação policial

Por Douglas Belchior, com colaboração de Danilo Cesar – /Ponte

Representantes do movimento negro de São Paulo se reunirão nesta quinta-feira, dia 19/02, com promotores do Ministério Público para tratar de assuntos relativos à crescente violência promovida pelas polícias no estado. O encontro é resultado da mobilização “Fergunson é aqui”, no dia 18 de Dezembro de 2013. Naquela oportunidade, mais de 2 mil pessoas marcharam pelas ruas da capital paulista até a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em solidariedade à luta dos negros norte americanos e, principalmente, em repúdio à violência policial que vitima jovens negros cotidianamente em São Paulo. (mais…)

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Teorias e práticas científicas legitimam produção de iniquidades, alertam pesquisadores reunidos no Recife

Adriano De Lavor, Revista Radis

O Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz Pernambuco) promoveu, em novembro de 2014, o 1º Seminário Nacional sobre os impactos do Racismo na Ciência e na Saúde, reunindo gestores, pesquisadores e ativistas de variadas áreas de conhecimento. Na palestra de abertura, Mônica Oliveira, assessora da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade racial da Presidência da República (Seppir), abordou as questões relacionadas ao racismo institucional, observando que é inegável que a população negra brasileira vive em piores condições de vida, fato que repercute em sua saúde. (mais…)

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Bloco Domésticas de Luxo: onde racistas se divertem

Pouco antes de começar a folia do Carnaval, o portal Tribuna de Minas repercutiu algo de forma, no mínimo, intrigante: apresentando o Bloco chamado “Domésticas de Luxo” com entusiasmo, o portal deu à matéria o título de “Pretinhas em contos de fada”, explicando que os participantes do bloco – tradicionalmente homens brancos -, além de se fantasiarem de mulheres negras, ainda adicionavam à “fantasia” roupas de princesas de contos de fada, como a Branca de Neve

Por Jarid Arraes*, na Revista Fórum / Vermelho

É chocante que o racismo escrachado, debochado e explícito seja tratado como uma tradição divertida que tem mérito em ser preservada. Pior, é revoltante perceber que a população de Juiz de Fora –onde o bloco acontece– considera tão natural e adequado o fato de que homens brancos se vistam de mulheres negras, pintando o rosto com tinta preta, vestindo perucas que imitam cabelos crespos, exagerando no batom vermelho para desenhar lábios muito grossos e fazendo uso de enchimentos para exibir bundas falsas de tamanhos enormes. (mais…)

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