‘A Queda do Céu – Palavras de um xamã yanomami’

 “A produção indígena na cena cultural é, de fato, cada vez mais importante no Brasil, mas ainda muito aquém de suas imensas possibilidades”, afirma Bruce Albert, um dos autores do livro. Confira uma entrevista com o etnólogo francês

por Felipe Milanez, National Geographic

Da amizade de 30 anos entre o etnólogo francês Bruce Albert e o xamã e porta-voz do povo Yanomami Davi Kopenawa nasceu A Queda do Céu, lançado agora pela Companhia das Letras no Brasil. 720 páginas, R$ 69,90). Publicado originalmente em francês em 2010, na prestigiosa coleção Terre Humaine, o livro é um libelo contra a destruição da Floresta Amazônica e traz as meditações do xamã a respeito do contato com o homem branco, ameaça constante para seu povo desde os anos 1960. (mais…)

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Matrizes Africana e Indígena contradizem o Espírito do Capital

Do Portal da Juventude

Ivan da Silva Poli é autor de um Mestrado sobre “A importância do estudo das mitologias e gêneros literários da oralidade africana e afro-brasileira no contexto educacional brasileiro: a relevância da Lei 10639/03″.

Seu ponto de vista é polêmico: coloca as tradições africanas e indígenas como frontalmente antípodas ao espírito do Capital. E aqui estamos invocando o “espírito” de Max Weber, um mestre da sociologia moderna, ocidental. (mais…)

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Mudanças climáticas e a cosmovisão Ashaninka

Erika Mesquita[1], em ClimaCom Cultura Científica

Ao redor do mundo, diversos povos são regidos por calendários criados a partir de uma interpretação dos astros ou de conjuntos de estrelas que fornecem símbolos para cada povo apreender os fenômenos meteorológicos e assim realizarem seus ciclos agrícolas de plantio e coleta. Katz, Goloubinoff e Lammel (2008) relatam, por exemplo, que entre os indígenas do México existe o conhecimento de que o desaparecimento das Plêiades no céu ao anoitecer e o aparecimento de Vênus representam o começo da estação chuvosa. Com esse enfoque, Faulhaber (2004), em seu estudo sobre os Ticuna, relata que a relação entre o movimento das estrelas no céu ao longo do ano e a influência da sazonalidade das chuvas e da estiagem estão manifestos nos aspectos mitológicos e cosmológicos deste povo. Além da interpretação dos corpos celestes, a observação das plantas e o comportamento dos animais podem representar pistas para se entender o clima. A percepção de indivíduos sobre as variações climáticas a partir da observação da natureza de acordo com sua cultura é objeto de estudo da antropologia do clima, também chamada de Etnoclimatologia, que é o que busco trazer sobre o olhar do povo Ashaninka no Brasil. Em linhas gerais, Faulhaber (2004) define a antropologia do clima como a análise da relação entre os fatores do clima e as culturas humanas, enquanto uma interação bidirecional. (mais…)

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Clube da Luta, por Neimar Machado de Sousa*

O filme norte-americano Clube da Luta (1999), protagonizado por Brad Pitt, conta a história de um homem comum, narrado por Edward Norton, descontente com a vida segundo as regras do Tio Sam: o American Way of Life. A mudança de rumo ocorre após o envolvimento com um vendedor de sabonetes e uma mulher dissoluta, Marla Singer. O filme é uma metáfora entre o descompasso entre jovens e o sistema publicitário de valores. Na sua guinada de vida, vê-se envolvido com uma organização que planeja apagar os registros de todas as dívidas com cartões de crédito, explodindo os edifícios onde estão estes registros.

Outra linha analítica do filme é a metamorfose física vivida pelos membros do Clube da Luta, após abandonar as convenções, cosméticos e as refeições nas lanchonetes de fast food. Este filme me fez lembrar sobre a educação grega, conforme narrada pelo historiador italiano Mario Alighiero Manacorda. Segundo ele, os gregos desenvolveram uma Pedagogia de Aquiles, programa para formação integral do guerreiro, chamado de Paidéia, origem do termo pedagogia. (mais…)

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Vem aí, o 2º Campeonato na Língua Paumari!

Por Oiara Bonilla

Nos dias 16, 17 e 18 de setembro será realizado o Segundo Campeonato na Língua Paumari, na aldeia Santa Rita, na beira do Rio Purus, na Terra indígena Paumari do Lago Marahã, Município de Lábrea, Amazonas.

O Campeonato está sendo realizado pela Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP) e pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), com apoio de diversas entidades parceiras e apoiadores. (mais…)

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Índios isolados saem da aldeia sem resistência para doenças comuns

Vídeos obtidos pelo EL PAÍS mostram parte do grupo que deixou o isolamento em 2014

Por Talita Bedinelli, de Santa Rosa do Purus (AC), em El País

Há um ano, um vídeo que mostrava sete homens quase nus, com cabelos cortados à tigelinha e que tentavam uma aproximação com índios ashaninka em uma terra indígena do Acre, na fronteira do Peru com o Brasil, causava alvoroço no país. Eles faziam parte da etnia Sapanahua, que até aquele momento tinha escolhido viver de forma isolada, no meio da floresta, mas procurava ajuda para fugir de pistoleiros peruanos que atacaram seu povo.

Desde aquela primeira aparição, em 27 de junho de 2014, quase 30 índios da etnia decidiram deixar o isolamento. Entre eles, mulheres e ao menos seis crianças. Neste período, um bebê nasceu. E todos pegaram gripe, doença para a qual não têm imunidade. (mais…)

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Brasil continua sendo uma sociedade branca e colonizadora, afirma Deborah Duprat

A subprocuradora destacou, em encontro da 6ª CCR, que o país está longe de abranger a interculturalidade na educação

PGR/MPF

A coordenadora da 6ª Câmara de  Coordenação e Revisão (Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais) do Ministério Público Federal, subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, afirmou, durante a abertura do seminário Visões e desafios da educação intercultural no Brasil, que “o Brasil continua sendo uma sociedade branca, hegêmonica e colonizadora”. Para a subprocuradora, “as políticas públicas brasileiras, mesmo as mais recentes, estão longe de abranger a interculturalidade. Num país de múltiplas culturas, temos que ter uma legislação que seja resultado do diálogo entre diversos grupos”, frisou.

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Mensagem do Povo Munduruku para o Combate ao Preconceito e à Discriminação

Bebel Gobbi

Com o coração cheio de alegria e emoção divulgamos um dos vídeos produzidos pelos integrantes do Projeto IBAOREBU de Formação Integral MUNDURUKU, uma experiência de educação diferenciada onde o aprendizado se constrói de forma coletiva, onde a autonomia e o protagonismo do Povo Munduruku se fortalecem e se recriam para repercutir em outros espaços de luta e resistência. Com a força desse Povo Originário, esperamos que a sua mensagem chegue a todos os cantos: pela descolonização dos saberes e práticas, porque um outro mundo é possível!

SAWE! SAWE! SAWE!
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Loas ao cinismo: “Câmara aprova projeto que prevê combate ao infanticídio em áreas indígenas”

Ouvidorias dos órgãos indigenistas receberão denúncias sobre práticas nocivas a crianças, adolescentes, mulheres e idosos de sociedades indígenas

Agência Câmara Notícias

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei 1057/07, que trata de medidas para combater práticas tradicionais nocivas em sociedades indígenas, como o infanticídio, e da proteção dos direitos fundamentais de crianças, adolescentes, mulheres e idosos vulneráveis nessas comunidades. O projeto seguirá para o Senado. (mais…)

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Artesãos Umutina vendem biojóias, cestarias e esculturas em madeira via internet

Exímios produtores e vendedores da arte indígena, os Umutina pretendem agora ampliar seu foco de atuação. Para isso, contaram com as atividades do projeto Territórios Criativos indígenas, Arte e Sustentabilidade, realizado pelo Ministério da Cultura e Universidade Federal de Mato Grosso. Após o encerramento da oficina ministrada na Terra indígena, localizada no município de Barra do Bugres – MT, o primeiro passo foi dado: a criação de uma página no Facebook, em conjunto com a equipe do projeto, a escolha de pessoas para realizar contatos e a precificação dos produtos.

Levando o nome de Criações “Bôloriê” Umutina, um público maior poderá ter acesso aos produtos e adquiri-los. Bôloriê significa antepassados na língua do povo Umutina/Balatiponé. “Os antepassados são as raízes da nossa vida e cultura”, disse Lennon Corezomaé, e por isso, foi o nome escolhido para representar o grupo de artesões. O nome da página surgiu durante a capacitação do projeto, que aconteceu de 10 a 13 de agosto, com a participação de Creuza Medeiros e Adriano Boro Makuda. (mais…)

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