O legado cultural dos quilombos do Rio

A reportagem do Viva Favela visitou três quilombos urbanos na cidade do Rio de Janeiro: Camorim, em Jacarepaguá; Sacopã, na Lagoa; e Pedra do Sal, na Saúde; e registrou a luta dos quilombolas pelo reconhecimento oficial e a essência cultural e a cooperação coletiva que ficam como legado cultural dos quilombolas para a cidade do Rio de Janeiro

Por Andressa Cabral, para o Viva Favela, no Brasil 247

A palavra quilombo remete ao imaginário de um local rústico, pobre, onde os negros fugidos das senzalas podiam se refugiar junto aos seus irmãos e viver sua cultura com um pouco de liberdade. Mas o que muitos não sabem é que existem quilombos no espaço urbano em pleno século XXI e que as terras quilombolas são organizadas e avançadas como qualquer outro bairro da cidade. Mais do que isso. (mais…)

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Achados mostram que índios viveram na região de Baturité, Ceará

Sítio arqueológico no Maciço de Baturité tem materiais que evidenciam modo de vida de uma aldeia indígena. Vasilhas, potes e ossada foram achados. Estudos mostram que índios habitaram a região entre 1280 e 1390

Por Lérida Freire, em O Povo

Materiais encontrados em escavações feitas na Serra do Evaristo, em Baturité, mostram detalhes da vida de uma possível aldeia indígena que viveu no local há mais de 700 anos. Vasilhas, potes, machados e ossada foram coletados. Análises feitas nesses achados evidenciaram práticas agrícolas e indicaram tipos de alimentos que os índios consumiam. (mais…)

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Idiomas indígenas Macuxi e Wapixana são oficializados em município de Roraima

Jaqueline Pontes, Portal Amazônia

Além do português, os idiomas indígenas Macuxi e Wapixana se tornaram co-oficiais no município de Bonfim (distante a 125 km de Boa Vista), após aprovação da Lei municipal  nº 21/2014. Bonfim é a terceira cidade brasileira a reconhecer línguas indígenas como oficiais, além do município São João [Gabriel?] da Cachoeira, no Amazonas e Tacuru, Mato Grosso do Sul.

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São Gabriel e seus demônios [Excelente!]

Nossa repórter foi até o alto rio Negro, no noroeste do Amazonas, em busca de entender por que o município mais indígena do Brasil é também o que tem o maior índice de suicídios

por Natalia Viana – Agência Pública

Faz pouco mais de dois meses que ela se foi, um dia antes do seu aniversário. Maria – vamos chamá-la assim – completaria 20 anos em 2 de março. Ninguém diria que não era uma indiazinha como tantas que colorem as ruas de São Gabriel da Cachoeira, município no noroeste do Amazonas, às margens do rio Negro. Era baixinha, os cabelos negros sobre os ombros, as roupas justas, chinelo de dedos. Mas Maria estava ali só de passagem. No seu enterro os parentes contaram que tinham vindo rio abaixo para passar o período de férias escolares, quando centenas de indígenas de diversas etnias deixam suas aldeias e enchem a sede do município para resolver pendências burocráticas. Ali na cidade, ela arrumou namorado, um militar, e passava os dias com ele, quando não estava entre amigos. Mas nos últimos dias Maria andava triste: o casal havia rompido o namoro. Estava estranha, nervosa. Os parentes contaram que chegou a ter alucinações. (mais…)

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Os saberes indígenas, muito além do romantismo

Não se trata de opor um fantasioso “espiritualismo” a um materialismo ocidental. Mas de desafiar nosso regime de sociabilidade com outras ideias, disposições e possibilidades

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel – Outras Palavras

Houve um tempo em que falar de índios no Brasil era um exercício romântico. Tão romântico quanto fantasioso.

No começo do século XX, alguns doutos paulistas saíram pelo seu estado batizando os lugares com nomes tupi, do Anhangabaú a Araçatuba, movidos por ímpetos eruditos, não necessariamente por remissões mais escrupulosas à realidade. Quando a região de Guaianases, na cidade de São Paulo, foi batizada com esse nome, havia centenas de anos que os Guainá, que ali teriam sido aldeados à força no século XVI, já não mais existiam para contar qualquer coisa a respeito da sua história. Os índios daqueles eruditos paulistas, cultores do “tupi antigo”, eram algo bastante postiço. Realizando com perversa ironia os ideais antropofágicos dos mesmos tupi, que séculos antes iam à guerra, entre outras coisas, para caçar, para seus futuros filhos, os nomes daqueles que comeriam, acabaram eles agora transformados em não mais que nomes, desta feita como que nomes em conserva, para serem usados nessa curiosa salada toponímica. (mais…)

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Carta de uma mãe à escola estadual na qual a filha estuda

xxxxxxxxxx, 29 de Abril de 2015

Prezada diretora da Escola Estadual xxxxxxxxxx e demais funcionários profissionais da Educação,

Quero que saibam de minha satisfação pela boa condução da prática de ensino desta escola, a qual tem proporcionado a minha filha – e certamente a todos os alunos – aprendizado eficiente, sólido e que nada deixa a desejar em relação a outras crianças da idade dela que estudam em outras instituições escolares. Das primeiras coisas boas que ouvi das escolas de xxxxxxxxxx, logo que me mudei para cá, dizia respeito à excelência da E. E. xxxxxxxxxx, bem como de seus profissionais. É realmente um privilégio a minha filha poder estudar numa escola pública de qualidade. (mais…)

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Ora pois, uma língua bem brasileira

Por Carlos Fioravanti, na Revista Pesquisa FAPESP

A possibilidade de ser simples, dispensar elementos gramaticais teoricamente essenciais e responder “sim, comprei”, quando alguém pergunta “você comprou o carro?”, é uma das características que conferem flexibilidade e identidade ao português brasileiro.

A análise de documentos antigos e de entrevistas de campo ao longo dos últimos 30 anos está mostrando que o português brasileiro já pode ser considerado único, diferente do português europeu, do mesmo modo que o inglês americano é distinto do inglês britânico. (mais…)

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UFBA lança Especialização em Direitos dos Povos Tradicionais

UFBA

A Congregação da Faculdade de Direito da UFBA aprovou a primeira proposta de especialização em Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais em todo Brasil. A proposta integra o modelo EAD, com carga horária de 578 horas, 15 disciplinas e execução em 24 meses. A proposta é coordenada pelo Professor Julio Cesar de Sá da Rocha, vice-diretor da Facudade de Direito da UFBA. A proposta agora irá ser encaminhada ao CAPEX/UFBA e insere-se na proposta Universidade Aberta do Brasil/UFBA (UAB), sendo de caráter gratuito. A pós-graduação conta ainda com professores (as) da Universidade do Sudoeste da Bahia (UESB), da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). (mais…)

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O ódio, a exclusão e a lógica do condomínio. Entrevista de Christian Dunker

Para o psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP) Christian Dunker, a falta de um “período de luto” dos derrotados nas eleições de 2014 possibilitou a consolidação de uma cultura do ódio que pode ter origens mais profundas que o cenário político sugere

Por Glauco Faria, na Revista Fórum

“Emerge uma lógica que não é mais negocial, de reconhecer o outro, que vira alguém que tem que ser excluído. Daí a força que a lógica do condomínio tem nesse momento. Temos que por para fora, ‘limpar’, purificar.” É assim que o psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP) Christian Dunker analisa o momento em que a cultura do ódio se tornou mais explícita no Brasil, o cenário pós-eleitoral vivido em 2014. Para ele, a falta de um “período de luto”, no qual os derrotados avaliam as razões da perda e chegam mesmo a se reinventar, foi substituído pela criação de um inimigo. (mais…)

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