Grécia representa saída à esquerda e isso é ‘insuportável’ para UE, diz ex-senador italiano

“toda discussão de impostos e cortes vale pouco. O que é necessário é destruir o governo de esquerda da Grécia. Esse é o objetivo e tudo será feito para que isso aconteça”

A discussão sobre a dívida grega com credores internacionais não é a principal questão em jogo na UE (União Europeia) nesse momento. Mesmo com o default técnico após o não pagamento de € 1,6 bi ao FMI, o fundamental aos dirigentes europeus é frear uma alternativa real à esquerda, representada pelo partido Syriza na Grécia. (mais…)

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Outra velhice é possível?

Eles ousaram nos anos 60 e hoje reinventam sua irreverência, ampliam fronteiras da vida e inovam para as próximas gerações

Por Lilian Primi, na Caros Amigos | Imagem: Sidnei Martins

– Então, você continua usando drogas?
– Hã, como? O que você está pensando? – Sem saber se ficava bravo ou se ria, o velho chacoalhava as mãos ao lado das orelhas, como se pudesse desfazer a pergunta no ar. (mais…)

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As máquinas de vender intolerância e preconceito

Para compreender onda de fundamentalismo e crimes de ódio, que se espalha por países como EUA e Brasil, é indispensável examinar papel de certos programas de TV

Por Sandro Ari Andrade de Miranda, em Outras Palavras

O crescimento dos crimes de ódio é um fenômeno global! Sustentada por preconceitos e por valores fundamentalistas, temos observado uma onda de violência desmedida em diversos lugares do planeta, exatamente no momento em que explodem os meios de comunicação, o que, em tese, deveria garantir maior acesso à informação. (mais…)

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Dica para não passar vergonha na internet e, ainda por cima, ter saúde, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Estou ressuscitando uma ideia, tendo em vista que (apesar de lampejos de esperança) o mundo segue triunfante para algum lugar um tanto quanto sinistro…

Você pensou em algo “genial” sobre a vida dos outros e quer postar imediatamente nas redes sociais.

Pare. Encha bem o pulmão de ar e solte lentamente. (mais…)

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“Meu psicólogo disse que racismo não existe”

Depoimentos de pacientes revelam que muitos psicólogos não sabem lidar com questões raciais no consultório. A maior carência é uma formação que aborde o problema do racismo no Brasil

Por Jarid Arraes, na Revista Fórum

Marília Lopes, mulher negra e professora universitária de 38 anos, procurou uma psicóloga porque sofria com depressão há muitos anos. Sentia que precisava de ajuda e que seu trabalho estava sendo severamente prejudicado. Na primeira sessão de psicoterapia, sentiu a necessidade de falar sobre as diversas situações em que sofreu racismo, contando de sua infância trabalhando como empregada doméstica e babá sob o pretexto de que estava “brincando com a filha da patroa”, até casos mais recentes, em que fora seguida dentro de lojas onde fazia compras. Ao final, a psicóloga – que era branca – afirmou que Lopes precisaria mudar o comportamento de “se vitimizar e transformar acontecimentos normais em racismo”. (mais…)

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Filósofa Marcia Tiburi cria partido feminista: ‘Para mulheres, crise de representação sempre existiu’

A #partidA é um movimento e uma proposta de partido por e para mulheres, explica Tiburi: ‘questões concernentes aos direitos humanos, à solidariedade, à defesa das pautas do campo da esquerda entram no nosso feminismo’

Por Isabela Fraga, no Vozerio/Opera Mundi

Nas últimas semanas têm sido realizados encontros em várias cidades – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre – para discutir a formação da #partidA, um partido feminista que pretende se embrenhar nas fissuras da política e torná-la democrática de fato. Conversamos com a filósofa Marcia Tiburi, uma das pensadoras do movimento, para entender: faz sentido misturar o feminismo nas práticas de governo tradicionais? (mais…)

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Não Dunga, eu não gosto de apanhar!

Por Michael Laiso Felix, especial para Diário da Manhã

O técnico da seleção brasileira de futebol, Carlos Caetano Bledorn Verri, mais conhecido como Dunga, proferiu a seguinte frase, para referir-se a seu histórico de vida, em que avalia ter sido muito sofrido: “Acho que sou afrodescendente de tanto que apanhei”.

Em um primeiro momento, a frase até poderia ser vista de forma positiva, ao identificar uma pessoa que reconhece que negros sofrem muito mais que não negros, em todas as fases de sua vida. O negro apanhou para ser trazido a força no período escravocrata. Apanhou durante todo o período de cativeiro. Apanhou para tentar se encaixar numa sociedade racista pós abolição formal. E apanha até os dias de hoje, para enfrentar o mito da democracia racial, que teima em apresentar um Brasil miscigenado, sem problemas e conflitos raciais. (mais…)

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A “Ideologia de gênero” e as ameaças à democracia, por Flávia Biroli

No blog da Boitempo

A democracia e os direitos individuais estão sendo ameaçados por ofensivas contra o que vem sendo chamado de “ideologia de gênero”. Trata-se da ação retrógrada, orquestrada, de alguns grupos religiosos na política. Embora se digam contra uma “ideologia”, atuam para frear e interromper a consolidação de valores básicos da democracia, como o tratamento igual aos indivíduos independentemente do que os singulariza e a promoção, no ambiente escolar, do respeito à pluralidade e diversidade que caracterizam as sociedades contemporâneas. (mais…)

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Paixão e morte de Amarildo – O DNA do Brasil sanguinário, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

EcoDebate

A descrição do assassinado do pedreiro Amarildo, feita por representantes do Ministério Público no Jornal Nacional (22/06/2014) com tantos detalhes, me levou à comparação inevitável com Jesus na cruz pelas mãos das autoridades judaicas. Como não vi nenhuma reação a tanta perversidade, decidi reescrever sobre o assunto. (mais…)

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“MPF denuncia sete agentes da ditadura pela morte de Manoel Fiel Filho”. Finalmente!

“Choram Marias e Clarices”, cantava Elis Regina em “O bêbedo e a equilibrista”. É provável que raras pessoas saibam, hoje, que essas marias e clarices não eram meros nomes femininos homenageados por Aldir Blanc. Dessas raras, algumas poucas saberão que a Clarice se referia à mulher de Vladimir Herzog, o Vlado, assinado no DOI-Codi de São Paulo em 25/10/1975 . Agora, com certeza raríssimas mesmo saberão atribuir o nome Maria à mulher de Manoel Fiel Filho, que aliás, como operário que era, muito menos menções mereceu na história desses anos vergonhosos. Aí vai a notícia de uma justiça que precisa ser feita. Mas não teria sentido publicá-la sem esta observação. Manoel Fiel Filho? Presente! (Tania Pacheco)    

Por Elaine Patricia Cruz, na Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou à Justiça Federal sete ex-agentes da ditadura militar pela morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, ocorrida em 1976. A denúncia foi protocolada hoje (24) na Justiça Federal. Agora, caberá ao juiz da vara para onde ela for encaminhada decidir se receberá ou não a denúncia, ou seja, se abrirá ou não um processo contra os denunciados. (mais…)

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