Depois do “oxi”, foi traição?, por Bruno Cava

IHU – “O debate à esquerda novamente empaca na dialética entre “vontade política” e “correlação de forças”. De um lado, a acusação de falta de vontade política, de capitulação perante a chantagem capitalista, de um vício da vontade. De outro lado, a desculpa do realismo político, do discurso que não há alternativa, que infelizmente temos que ser pragmáticos e fazer o que eles (a troika) quer que façamos. Se cairmos nessa dialética viciosa, não haverá saída à crise: ela será sempre, ou um discursinho idealista de “saída à esquerda” que atende a nossa boa consciência, ou um endurecimento sectário cuja consequência será uma ainda maior impotência política”, escreve Bruno Cava, em artigo publicado por UniNômade, 12-07-2015. (mais…)

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“Jamais percam sua fé revolucionária”, diz Papa Francisco aos movimentos populares

Saudado por centenas de militantes de movimentos sociais de 40 países, o Papa Francisco o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia

Por Catiana de Medeiros
Da Página do MST

Saudado por centenas de militantes de movimentos sociais de 40 países, o Papa Francisco encerrou nesta quinta-feira (9) o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. (mais…)

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Odiar é fácil, qualquer fuinha odeia. Dialogar tem sido para poucos, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

A esquerda foi para a rua na redemocratização do país e não saiu mais. Não pode se assustar, portanto, que a direita também esteja ocupando o espaço público. Pelo contrário, deveria achar isso saudável.

A histórica ausência de debate político nas ruas, criou alguns problemas. Por exemplo, a incapacidade de muita gente de separar o que é um discurso conservador (que tem suas pautas a respeito do papel do Estado) e os dodóis que, em número insuficiente para organizarem suas próprias manifestações, tentam empurrar um ato de terceiros para o fundo do poço com suas ideias que – não raro – vão contra a dignidade e a legalidade. (mais…)

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A invisibilização de Francisco

Em resposta a Papa que repercute mal-estar com o capitalismo e busca de alternativas, poder global adotou estratégia astuta: em vez da polêmica, o silêncio…

Por Rodolfo Luís Brardinelli, no Pagina 12/Outras Palavras | Tradução: Antonio Martins

Laudato Si, a encíclica social apresentada por Francisco, foi recebida por um sugestivo coro de elogios. Só destoaram alguns representantes da direita norte-americana, como Jeb Bush, Rick Santorum e outros, católicos e republicanos, para os quais “o Papa está vendendo uma linha de socialismo de estilo latino-americano” e deveria ocupar-se de “fazer as pessoas melhores, ao invés das questões que têm a ver com política”. (mais…)

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Mais duas tentativas de linchamentos: “Isso é um comportamento extremamente escravocrata”, “negação do estado democrático de direito”

Combate Racismo Ambiental

“Quando o sujeito que é negro, pobre, é amarrado no poste, ele reproduz aí a correção nos troncos das senzalas”, diz o sociólogo Alderico Almeida em entrevista à TV Brasil sobre mais duas tentativas de linchamento em São Luís, em 24 horas.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB no Maranhão, Antônio Pedrosa denuncia outra questão extremamente importante: nos debates promovidos pelas redes de tevê e rádio sobre o modelo ideal de combate à violência, “o que prepondera, que hegemoniza, é geralmente o de negação do estado democrático de direito”. (mais…)

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“Brasil tem um linchamento por dia, não é nada excepcional”

A cena de mais um linchamento pinçou de novo estômagos e consciências em boa parte do Brasil. Nesta segunda-feira, Cleidenilson da Silva, de 29 anos, morreu de joelhos. Ele foi espancado até a morte por um grupo de moradores após um assalto frustrado a um bar no Jardim São Cristóvão, um bairro pobre de São Luís, no Maranhão. Amarrado pelo pescoço e pelo abdômen com uma corda a um poste, seu corpo desnudo foi exposto e fotografado frente a uma multidão curiosa, vizinhos dos que o mataram. Mãos e dedos impressos em sangue tingiram a cena, mas o episódio é mais um no Estado, mais um no Brasil. “Brasil tem um linchamento por dia, não é nada excepcional nesta rotina de violência, este caso não tem nada de diferente do resto, o não ser essa imagem que choca”, explica o sociólogo José de Souza Martins, alguém que não se surpreende mais diante a brutalidade

María Martín – El País / IHU On-Line

Souza Martins investiga há 20 anos os linchamentos no Brasil. O primeiro episódio do qual se tem registro aconteceu em 1585, em Salvador, quando um índio cristianizado que se achava Papa foi linchado até a morte por algo que, provavelmente, ofendeu os fiéis. O último (que conhecemos) foi Cleidenilson da Silva. 430 anos separam um do outro. A pesquisa de De Souza, baseada em 2.028 casos de linchamento, materializou-se no livro Linchamentos – A justiça popular no Brasil (Contexto, 2015). De Souza fala para sobre o sentimento de que a melhor justiça é feita com as próprias mãos e que torna Brasil campeão da crueldade. “Nos últimos 60 anos, um milhão de brasileiros participaram de linchamentos”, afirma no livro. Enquanto a entrevista telefônica acontecia, o diário maranhense O Estado trocava a manchete de seu site: “População tenta linchar assaltante em São Luís dois dias depois de barbárie que chocou o país”. Eis a entrevista. (mais…)

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Žižek: Atenas e o possível retorno da política

Agora, decisões estratégicas baseadas em poder são disfarçadas sob suposto conhecimento técnico, negociadas em segredo, impostas sem qualquer consulta democrática. O “não” grego pode mudar isso

Por Slavoj Žižek | Tradução: Vila Vudu, em Outras Palavras

O sonoro e inesperado “Não” no referendo grego foi voto histórico, lançado em situação desesperada.

Em meu trabalho, já várias vezes repeti a conhecida piada, datada da última década da União Soviética, de Rabinovitch, um judeu que quer emigrar. O burocrata no guichê da emigração, pergunta por que, e Rabinovitch responde: “São duas razões. A primeira é que tenho medo de que os comunistas percam poder na União Soviética. Depois, vem outro poder, que logo começará a pôr a culpa de todos os erros dos soviéticos, em nós, judeus. E recomeçarão os pogroms antijudeus…” (mais…)

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“Dar voz ao povo nunca é um erro”

Alexis Tsipras ganhou as eleições de janeiro, com uma defesa da dignidade nacional e a promessa de por fim aos cortes

Por Vicente Clavero , em PÚBLICO.ES

Era bastante previsível que as dificuldades do governo de Alexis Tsipras para enfrentar a situação de seu país iam a ser abundantemente utilizadas na Espanha, como munição contra o movimento Podemos. Porém, não esperava que os partidos tradicionais, a começar pelo PP (Partido Popular, de direita), fossem fazê-lo de maneira tão rápida e tão grosseira. (mais…)

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Žižek, sobre a Grécia: por uma nova heresia

Filósofo e crítico cultural marxista adverte: está em jogo a democracia; se Syriza for atropelado, vencerá uma Europa de chumbo

Por Slavoj Žižek, no Greek Left Review/Outras Palavras

A luta que se trava hoje é luta pela cultura econômica e política dominante (Leitkultur) na Europa. As potências da UE defendem o status quo tecnocrático que preserva e mantém há décadas a inércia da Europa. (mais…)

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