Famílias Guarani e Kaiowá são atacadas, indígenas sofrem torturas e dois seguem desaparecidos

Cimi Regional Mato Grosso do Sul

Um grupo de famílias Guarani e Kaiowá ocupou há uma semana pequena porção de mata, menos de um hectare, no território indígena Iguatemi Peguá I. Ocupado por aproximadamente 20 pessoas, sendo a maioria anciãos e crianças, a área pertence ao tekoha Mbarakay e é uma das poucas com árvores, banhado, capoeira e biodiversidade dentro de uma imensidão de terras devastadas pelo agronegócio no cone sul do Mato Grosso do Sul. Mbarakay está sob o domínio de fazendeiros criadores de gado. Os indígenas entraram no terreno com o intuito de acessar os direitos humanos mais básicos: água, comida, remédios naturais e um pouco de paz. Não se tratava de uma retomada. Mesmo assim, o grupo acabou atacado e torturado por pistoleiros fortemente armados e organizados num bando. (mais…)

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Major Curió confessa à Justiça que matou prisioneiros no Araguaia

Em um depoimento inédito à Justiça Federal, Sebastião Rodrigues de Moura, 77 anos, o Major Curió, revelou que matou dois prisioneiros da Guerrilha do Araguaia no início da década de 70, durante o regime militar

Leandro Mazzini, do UOL / CPT

A audiência em segredo de Justiça ocorreu ontem na 1ª Vara Federal de Brasília, sob comando da juíza Solange Salgado. Curió enviara atestado médico para não comparecer, mas a juíza recusou e expediu mandado de condução coercitiva e a Polícia Federal buscou Curió em casa. (mais…)

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Taxa de homicídios de mulheres negras é mais que o dobro da de mulheres brancas

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

A taxa de mulheres negras vítimas de homicídios no país é mais que o dobro da de mulheres brancas. Para cada 100 mil habitantes, o número é de 7,2 e 3,2 respectivamente. Os dados estão no Diagnóstico dos Homicídios no Brasil: Subsídios para o Pacto Nacional pela Redução de Homicídios, divulgado ontem (15) pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça.

O documento foi elaborado para subsidiar políticas públicas de combate à violência em conjunto com os estados e municípios como parte de um pacto para reduzir as mortes violentas em 81 localidades que concentram cerca de 50% do total de homicídios dolosos registrados no Brasil. (mais…)

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Com a morte de Ustra, a impunidade venceu a justiça

Dia triste para todos familiares de mortos e desaparecidos sob as ordens do ex-comandante do DOI-Codi. E para os que sobreviveram às torturas. Porque Ustra morreu num hospital e não na prisão

Por , Ponte Jornalismo

Hoje é um dia triste. Morreu, nesta quinta-feira, (15/10), aos 83 anos, Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi, um dos maiores centros de tortura da ditadura civil-militar.  Viveu 60 anos a mais do que meu tio, Luiz Eduardo da Rocha Merlino, a quem ele impediu de seguir sua vida ao comandar as intermináveis sessões de tortura que o levaram à morte, em 19 de julho de 1971. Ustra morreu de “morte morrida” e não de “morte matada”, como suas vítimas. (mais…)

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Moção de Repúdio do Povo Guarani e Kaiowá aos Jogos Mundiais Indígenas de 2015, por Egon Heck

IHU – “Faltando uma semana para iniciar os Jogos Mundiais Indígenas continuam sendo feitos muitos questionamentos e críticas à forma como foi e continua sendo conduzido esse processo nesta conjuntura de extrema violência contra os povos indígenas e as tentativas de suprimir direitos constitucionais desses povos. Estaremos acompanhando e dando visibilidade a esses posicionamentos, no intuito de contribuir com a reflexão crítica desse evento. Enquanto isso os Guarani Kaiowá conseguem pequenas mas importantes vitórias como foi o caso da suspensão de reintegração de posse da terra indígena Guaiviry. Igualmente importantes são as inúmeras manifestações de solidariedade e apoio a esses povos”, escreve Egon Heck, do secretariado nacional do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, ao enviar o artigo que publicamos a seguir. (mais…)

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MS – Presidente do TRF3 mantém liminar que determinou a desocupação de áreas ocupadas por Guarani e Kaiowá, na cidade de Antônio João

Desembargador Federal Fábio Prieto mantém posse de fazendeiros em conflito com indígenas no Estado do Mato Grosso do Sul

TRF3

O presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador federal Fábio Prieto de Souza, negou pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai) e manteve liminar da 1ª Vara Federal de Ponta Porã, que determinou a desocupação de áreas invadidas [SIC] por indígenas da etnia Guarani e Kaiowá, na cidade de Antônio João, interior do Estado do Mato Grosso do Sul (MS). (mais…)

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Ex-prefeito, irmão e outros dois serão julgados pela Chacina de Unaí, quase 12 anos depois

Os irmãos Antério e Norberto Mânica, e os cerealistas Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro irão à júri popular na Justiça Federal em BH nos dias 22 e 27 de outubro

Por José Vítor Camilo, em O Tempo

A pouco mais de três meses de completarem 12 anos da Chacina de Unaí, acontecerá nos próximos dias 22 e 27 de outubro, na sede da Justiça Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, o julgamento dos irmãos Antério e Norberto Mânica e de outros dois réus do caso, ocorrido em 2004 na cidade do Noroeste mineiro. Eles são acusados de envolvimento na morte de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego, assassinados ao fiscalizarem denúncias de trabalho escravo no município. (mais…)

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PMs atiram contra vigilante, mas afirmam no DP que vítima morreu atropelada

Policiais afirmaram que vigilante morreu ao ser atropelado quando voltava do trabalho para casa em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Testemunhas relatam terem ouvido tiros

Por Valdenia Aparecida Paulino, especial para a Ponte Jornalismo

“Bom dia (..) …os policiais estão botando o terror aqui na comunidade… eles atropelaram o Morais que joga no Explosão. Ele estava vindo do trabalho às três da manhã…  estava havendo uma fuga, de moto e uma viatura o atropelou… e ele veio a falecer… dizem que o policial estava bêbado… eles levaram o corpo… para dificultar a perícia…” – 11h47 do dia 11/10/15. (mais…)

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Assassinato revela a violência da especulação imobiliária perto de Manaus

No Blog do Sakamoto

A construção da Ponte Rio Negro, que liga a pequena Iranduba à capital amazonense, levou a especulação imobiliária para uma Área de Proteção Ambiental e, com ela, a violência. Maria das Dores Priante, líder de uma associação de moradores local, que denunciava o comércio ilegal de lotes, avisou que morreria e pediu uma proteção que nunca veio. Então, foi sequestrada, torturada e assassinada com 12 tiros. Vale a pena conhecer a história retratada por Igor Ojeda, enviado pela Repórter Brasil, que visitou as comunidades atingidas. Pois o que acontece em Iranduba se repete em outros lugares do país. Talvez aí mesmo, neste momento, do lado de sua casa. (mais…)

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