Mãe de Eduardo diz que vai processar fundador do Afrorregae

‘Bandido é ele’, afirmou Terezinha ao rebater acusações de José Júnior. Líder da ONG insinuou, na internet, que o menino era ligado ao tráfico.

Por Daniel Silveira, no G1

A doméstica Terezinha Maria de Jesus, 36 anos, mãe do menino Eduardo de Jesus Ferreira, 10, morto durante ação policial no Conjunto de Favelas do Alemão, Zona Norte do Rio, afirmou na noite desta quarta-feira (15) que irá processar o fundador da ONG Afrorregae, José Júnior. Ela disse ter ficado revoltada com declarações dele afirmando que o garoto estava envolvido com o crime. “Bandido é ele”, afirmou. (mais…)

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SEPPIR e Renafro discutem políticas voltadas à saúde da população negra

Encontro ocorreu anteontem (14), no gabinete da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Nilma Lino Gomes

SEPPIR

A ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, recebeu, nesta terça-feira (14), o coordenador da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro), José Marmo. Também estiveram presentes o assessor especial da SEPPIR, Roberto Borges, e a secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais do órgão, Givânia Silva. Na oportunidade, foram apresentadas políticas voltadas para a saúde da população negra, além de ações desenvolvidas pela Rede. (mais…)

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João Cândido – o almirante negro

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

O menino João Cândido era negro, mas nasceu livre, em 1880, num lugar que já anunciava seu destino: Encruzilhada, nas planuras do Rio Grande do Sul. Cresceu gaudério, afeito as lides do campo. Sua iniciativa e capacidade de trabalho atraiu a atenção de um político local, capitão de fragata, Alexandrino de Alencar, que foi um dos comandantes da Revolta da Armada, uma revolta de oficiais contra a pouca atenção dada à Marinha pelo então Presidente da República, marechal Floriano Peixoto. Alencar era comandante do encouraçado Aquidabã na última batalha, próxima à ilha de Anhatorim nos arredores da cidade de Desterro, hoje Florianópolis. Com o fim dessa rebelião, que foi derrotada, ele chegou a ter de se exilar. Mas, retornando, viu no garoto João, um líder, e o recomendou à Marinha quando este completou 13 anos de idade. (mais…)

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Carta de apoio à candidatura de Ana Rita Santiago, uma reitora negra

Por Angela Figueiredo*, em População Negra e Saúde

Resolvi escrever este texto hoje, sábado, dia 11 de abril, uma manhã chuvosa no recôncavo baiano, explicitando os motivos do meu apoio a candidatura de Ana Rita Santiago ao cargo de reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Inicialmente, o meu apoio ocorreu em resposta ao Pânico Moral que se estabeleceu na UFRB, após o nome de Ana Rita – uma mulher negra, professora, doutorado em letras pela universidade Federal da Bahia, autora de livros e artigos e ex- pró-reitora da PROEXT – ter sido cogitado para ocupar o cargo de reitora da UFRB. (mais…)

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Cotas na USP: uma questão ideológica?

“A Faculdade de Economia e Administração da USP assistiu recentemente a intervenções, assembleias, debates e plebiscitos sobre a questão racial na universidade. O Centro Acadêmico de lá (CAVC) escreveu o seguinte texto, em apoio às cotas sociais e raciais, neste momento em que as formas de ingresso estão sendo debatidas entre os conselhos da USP.

por Rodrigo Sequerra Mahlmeister, em nome do CAVC, no Portal Geledés

O termo “ideológico” com frequência é empregado adjetivando discursos ou manifestações, emprestando-lhes um caráter depreciativo. Nas últimas semanas, essa alcunha foi atribuída a uma intervenção feita por um grupo auto-organizado de alunos negros na USP.

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USP 7% estreia segunda, 13, às 18 horas, no Núcleo de Consciência Negra

No Le Monde Diplomatique

O documentário USP 7% surge da constatação de que os negros (pretos e pardos) são muito poucos entre os alunos e professores da Universidade de São Paulo (USP). Porém, essa ausência não foi suficiente para sensibilizar a instituição, uma das maiores e mais importantes do país, para adotar as cotas raciais. Mesmo após a medida ter sido implantada por lei, em 2012, em todo o ensino superior federal do país, como conclusão de um processo iniciado pelas próprias universidades. (mais…)

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A sociedade ficará mais segura se todo policial for obrigado a usar uma câmera

Mauro Donato  –  Diário do Centro do Mundo

Você é negro, mora nos Estados Unidos (se preferir pode ambientar no Brasil também, o risco é o mesmo), tem 50 anos, já viu portanto muita coisa na vida, sabe das ingratidões do mundo, tem alguns problemas com a justiça por conta de pensões não pagas à ex-mulher e há um mandado contra você por conta disso. Numa blitz, está com a lanterna do carro quebrada (uma coisa à toa mas que pode lhe trazer consequências piores graças ao cenário acima). (mais…)

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Violência obstétrica, as práticas profissionais existem sem ela?

Emanuelle Goes* – População Negra e Saúde

Do meu lugar de enfermeira, me recordo do tempo de estudante de graduação nos momentos de estágios, principalmente nos estágios em obstetrícia. Vou lá atrás buscar informações da memória, vou lá ver como os profissionais atendiam e (não) cuidavam das gestantes e tiro a seguinte conclusão, a violência obstétrica faz parte da rotina profissional, no formato do atendimento de todos os profissionais, cada um no seu espaço de poder, atuando de forma hierarquizada: a técnica de enfermagem grita causando constrangimento, a enfermeira atrasa o procedimento, e os médicos realizam diagnósticos excessivos, a exemplo do tal  “exame de toque”. (mais…)

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Justiça do DF mantém condenação de procurador por racismo na internet

Réu tentou recorrer em duas instâncias; rejeição foi unânime em ambas. Ele é acusado de publicar comentários de ódio em fórum virtual em 2007

Mateus Rodrigues – Do G1 DF

A 1ª Turma Criminal do Distrito Federal negou recurso e confirmou, por unanimidade, a condenação do procurador federal Leonardo Lício do Couto pelo crime de racismo, com base em comentários publicados na internet em 2007. O réu foi condenado inicialmente em agosto do ano passado, mas recorreu no próprio Tribunal de Justiça do DF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A sentença foi mantida nas duas instâncias. Cabe recurso. (mais…)

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Chacina do Cabula, neocolonialismo e o genocídio da juventude negra

“A insensibilidade é produto do racismo. Um mesmo indivíduo, ou coletividade, cuidadoso com sua família e com os outros fenotipicamente parecidos, pode angustiar-se diante da doença de seus cachorros, mas não desenvolver qualquer sentimento de comoção perante o terrível quadro de opressão racial”, Carlos Moore, em Racismo e Sociedade.

Por Alex Lima Vasques*, especial para o Portal Vermelho

Há dois meses, ocorreu o massacre protagonizado pelos policiais da Ronda Especial da Policia Militar da Bahia (Rondesp), que executaram sumariamente 14 jovens negros em uma única ação na Vila Moisés, em Salvador. As motivações para a escrita deste texto são profundas; em primeiro lugar, reafirmar a denúncia do genocídio da juventude negra por parte do Estado. (mais…)

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