Patrimônio brasileiro, as cerâmicas karajá são também matéria-prima de livro recém-lançado
“Quando habitavam no fundo das águas, o ambiente era frio e restrito, mas eles estavam contentes e eram gordos. Certo dia, um jovem karajá encontrou uma passagem na Ilha do Bananal, saiu e ficou encantado com o espaço para correr, com as praias e riquezas do Rio Araguaia. Ele voltou, reuniu outros jovens, e tentou voltar para a superfície, mas a passagem tinha sido fechada por ordem de Koboi, chefe do povo das águas, e estava guardada por uma cobra. Então os Karajá resolveram se espalhar pelo Araguaia. Kynyxiwe, o herói mitológico que se encontrava entre eles, ensinou tudo o que os Karajá sabem.” (Manuel Ferreira Lima Filho, In: Os Filhos do Araguaia)
Por Yago Rodrigues Alvim, no Jornal Opção
No dialeto feminino iny (acento til no “y”), Ritxoko significa “bonecas cerâmica”. São as mulheres do povo Karajá que as modelam, queimam, pintam e comercializam. Do século XIX para cá, as bonecas tem despertado a curiosidade e fascínio de pesquisadores e estudiosos, colecionadores e comerciantes. Em 2012, graças à iniciativa do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG), as cerâmicas karajá foram reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial brasileiro. (mais…)
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