“Ainda é incipiente a discussão do direito à cidade na perspectiva de gênero. Esse direito não pode ser entendido só no seu aspecto normativo, mas como uma abertura democrática que possibilite a apropriação e participação dos sujeitos que produzem a cidade”, afirma a pesquisadora
Entre as várias formas epistemológicas e políticas de interpretar as relações de gênero, uma via possível é abordar a questão a partir do espaço urbano. Essa é a perspectiva de estudo de Ana Carolina Brandão, que entende o espaço urbano não somente como uma “dimensão material-concreta fixa e neutra onde as relações sociais se dão”, mas, ao contrário, como um espaço que é construído pelas relações de poder que atravessam a sociedade. “O espaço não é só produto da organização econômica, mas de outras relações sociais, como o gênero, que refletem também sobre nós, na maneira em que nos constituímos enquanto sujeitos”, pontua. (mais…)

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