Lélia Gonzalez: A ativista do movimento negro é homenageada no Projeto Memória

Por Cristina Indio do Brasil, repórter da Agência Brasil

A historiadora, antropóloga e filósofa, Lélia Gonzalez, foi homenageada hoje (24) com o lançamento de mais uma edição do Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU). Como ativista, foi uma das pioneiras do feminismo negro no Brasil e trabalhou para a análise dos preconceitos contra mulheres negras e as desvantagens delas na sociedade. A cerimônia foi no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no centro do Rio de Janeiro. (mais…)

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A Linguagem da Favela Parte 1: Resistência, Cultura e Identidade

Esta é a primeira de uma série de três sobre a língua falada nas periferias do Rio de Janeiro.

por Gitanjali Patel*, Rio On Watch

A gente pegou a linguagem que não foi feita para a gente, que não é nossa, e criou uma outra linguagem que é nossa e que é riquíssima! Mas ela não é aceita. Pouco a pouco na medida que a gente vai criando conhecimento, é assim que ela pode ser aceita, que ela deve ser aceita; ela é riquíssima, ela é invejável, e plausível. Só que ela é de outra academia, a academia da vida.” – Wesley DelírioBlack, rapper

A língua representa a cultura de uma sociedade e as práticas e atitudes que lhe dão consistência. Diferentes dialetos dentro de uma língua não só representam grupos sociais diversos, mas refletem as relações entre eles. O dialeto do grupo dominante em uma dada região é naturalmente refletido nas instituições governamentais e educacionais e representa o “dialeto padrão“; os dialetos de comunidades que vivem nas periferias da sociedade são consequentemente marginalizados. Comum em outros lugares, essa dinâmica é marcada no Rio de Janeiro, onde a língua falada nas áreas marginalizadas tem, de forma rotineira, sua legitimidade negada e ignorada, tida como um português mal falado. Essa rejeição é menos um veredito no que se refere aos méritos linguísticos do dialeto–que é de fato uma língua própria–e mais uma reflexão sobre a aguda estratificação e profunda desigualdade que caracteriza a sociedade brasileira. A língua é explorada como mais uma maneira de aumentar a distância entre a elite e os pobres, contribuindo para uma longa história de exclusão e estigmatização dessas comunidades. (mais…)

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Dois dias, uma noite: A solidão do trabalhador no século 21

O filme ‘Dois dias, uma noite’ mostra que a saída para a classe trabalhadora da Europa e do mundo ainda é esta: continuar lutando.

Por Léa Maria Aarão Reis, da Bélgica, para Diário Liberdade

Sandra é operária de uma fábrica, na Bélgica, é casada e tem dois filhos. Vem de uma licença médica por causa de uma depressão, obtida meses antes de começar a sua história neste belo filme dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, o Dois dias, uma noite. Nele, a cultuada francesa Marion Cotillard é indicada para ganhar um segundo Oscar de Melhor Atriz. Embora sua atuação seja tocante e empolgue, é o roteiro original de Deux jours, une nuit, dos Dardenne, inspirado em um fait divers como eles declararam em entrevista, que chama a atenção. É um roteiro excelente.

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Mikis Theodorakis: Um momento de orgulho nacional

O mais famoso compositor grego, autor de óperas, cantatas e oratórios, hinos, bandas sonoras de filmes como “Zorba o Grego”, “Z”, “Estado de Sítio”, entre muitos outros, afirma que os “nãos” ditos por Tsipras e Varoufakis ao “holandês de óculos” provocaram “um milagre”.

Esquerda.net

Mikis Theodorakis, compositor grego aclamado internacionalmente, dá a sua opinião, através de um post no seu site pessoal, sobre os últimos acontecimentos na Grécia, dos quais o epicentro é a reunião entre o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, e o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. O post é o seguinte: (mais…)

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Grupo Corpo: 21 (1992)

Criado em 1992, 21 é um divisor de águas na história do Grupo Corpo. Depois de atuar por uma década com temas musicais preexistentes, com este balé, a companhia mineira de dança não apenas volta a trabalhar com trilhas especialmente compostas – como acontecera em seus primórdios nos bem-sucedidos Maria, Maria e Último Trem, ambos com música original de Milton Nascimento e Fernando Brant – como passa a adotar como regra este critério. A decisão proporciona a Rodrigo Pederneiras a oportunidade de dar início à construção do extenso vocabulário coreográfico, de inflexões notadamente brasilianas, que se tornaria marca registrada das criações do grupo. (mais…)

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Tomie Ohtake

Construída ao longo dos últimos 50 anos pelo estilo ímpar de enfrentar a obra e a vida, a carreira de Tomie Ohtake foi pontuada de desafios, ou do “eterno reinventar”, como mencionou o crítico de arte e curador Paulo Herkenhoff, um dos entrevistados do programa. Os depoimentos sobre a artista se estendem ao filho e arquiteto Ruy Ohtake e ao curador do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Myada, que comentam as características da obra e as várias etapas de produção dessa artista nipo-brasileira que modificou a paisagem urbana de São Paulo. (mais…)

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Jovem indígena cria jogo para salvar língua de seu povo na Colômbia

Rádio Yandê

A estudante indígena Ayda Milena España Jamioy, de 17 anos, desenhou um jogo chamado “Juatsjinyam” que significa “aprender” em Camentsá, língua materna de seu povo, que vai ser utilizado por crianças das comunidades indígenas. Ela é da área de Engenharia Civil, na Universidad Nacional, sede em Medellín, Colombia.

O jogo foi feito com o programa MS-Visual Basic. Ele possui cinco níveis em que as crianças podem associar imagens e juntando pontos. Para Ayda o game é uma forma de incentivar o uso da língua que está em risco. (mais…)

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“É necessária uma revolução cultural”, entrevista a Kiluanji Kia Henda

Kiluanji Kia Henda terminou 2014 em grande estilo: foi consagrado pela revista norte-americana Foreign Policy como um dos pensadores do ano de 2014. O prémio foi entregue em Washington D. C. (EUA), pelas mãos de John Kerry, o máximo responsável pela actual política externa americana. Curiosamente, o elogio vem do objecto da sua crítica artística: o prémio foi atribuído em homenagem ao projecto “O.R.G.A.S.M.”, nada mais, nada menos, do que uma ONG africana destinada a salvar o Ocidente. É uma reflexão densa e que ultrapassa o jogo de palavras. O artista plástico angolano explica as fundações do seu trabalho – que envolve fotografia, instalação, arquitectura, texto, vídeo – e a força de querer desconversar o mundo

Miguel Gomes – Buala (mais…)

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Maria Maria (1976) – Primeiro espetáculo do Grupo Corpo, que comemora 40 anos

Maria Maria (1976) é o primeiro espetáculo da Companhia de dança mineira que completa 40 anos em 2015. O Grupo Corpo foi fundado em 1975 e no ano seguinte apresentou Maria Maria com música original de Milton Nascimento, Roteiro e Argumento de Fernando Brant e coreografia de Oscar Araiz. Maria Maria ficou em cartaz por 10 anos e foi apresentado em 14 países.

Para quem acompanha o Corpo, vale recordar. E avaliar o [belo] caminho percorrido desde então. (mais…)

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