O país não comporta mais retrocesso social

IHU On-Line

Há um jogo oportunista e míope em torno da crise política, cujo ápice foi a orquestração entre a Folha de S. Paulo, Aécio Neves e colunistas aliados, valendo-se da fragilidade política de Dilma Rousseff para pressionar por mudanças constitucionais que revertam o Estado de bem-estar implementado a partir da Constituição de 1988.

O comentário é de Luis Nassif, jornalista, publicado por Jornal GGN.

Todas as manifestações vieram na direção de desvincular as despesas obrigatórias em educação, saúde e transferências constitucionais como condição para de obter a paz. (mais…)

Ler Mais

Hora da despedida, por José Castello

No seu blog, em O Globo

Chegou a hora de me despedir de meus leitores. Não é um momento fácil – nunca é. Mas ele se agrava porque, com o fechamento do “Prosa“, incorporado ao “Segundo Caderno”, desaparece um último posto de resistência na imprensa do sudeste brasileiro. Os suplementos de literatura e pensamento já não existem mais. Um a um, foram condenados e derrotados pela cegueira e pela insensatez dos novos tempos. Comandado pela vigorosa Manya Millen, o “Prosa” resistia como um último lugar de luta contra a repetição e a dificuldade de pensar com independência. Isso, agora, também acabou.

Nosso mundo se define pelo achatamento e pela degola. No lugar do diálogo, predominam o ódio e o desejo de destruição. No lugar da tolerância, a intolerância e a rispidez, quando não a agressão gratuita. É o mundo do Um – em que todos dizem as mesmas coisas, usando quase sempre as mesmas palavras. Um mundo em que a verdade, que todos ostentam, de fato agoniza. Nesse universo, a literatura se impõe como um reduto de resistência. A literatura é o lugar do diálogo, do múltiplo, da diferença. Não é porque gosto de Clarice que devo odiar Rosa. Não é porque amo Pessoa que devo desprezar Drummond. Ao contrário: na literatura (na arte) há lugar para todos. (mais…)

Ler Mais

Refugiados de 12 países criam música para agradecer abrigo no Brasil

Por EBC

Para agradecer o asilo recebido no Brasil, um grupo de 50 refugiados abrigados em São Paulo gravou uma música que foi divulgada na internet. O clipe “Refugiados no Brasil” levou cerca de 10 meses para ser produzido e foi feito após ser escolhido pelo programa Iniciativa Jovem da Acnur (Agência de Refugiados da Onu). A iniciativa foi da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, local que abriga os refugiados.

Na música (que pode ser ouvida abaixo), os refugiados cantam e relatam o que passavam no país de origem: “Nós estamos aqui, com muitas saudades. Por causa da guerra, deixamos as nossas cidades. E deixamos para trás família e amigos. O destino tanto faz, desde que fiquemos vivos”. (mais…)

Ler Mais

Manejo do pirarucu garante renda sustentável a indígenas Paumari da Amazônia

Por Maiana Diniz, Repórter da Agência Brasil

Há sete anos, indígenas da etnia Paumari do Rio Tapauá, no sul do Amazonas, mudaram totalmente os hábitos de pesca para participar de uma experiência de manejo do pirarucu. Na época, por falta de informação, eles pescavam de forma indiscriminada e ganhavam pouco ou nada pelo produto. E o pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, estava ameaçado de extinção. Atualmente, os paumaris garantem renda para as aldeias com a pesca planejada, ao mesmo tempo em que preservam a espécie, agora na lista das vulneráveis. (mais…)

Ler Mais

E agora, José?

Por Paulo Metri, no Correio da Cidadania

José Serra! Você começou tão bem! Muito jovem, foi presidente da UNE. Logo após o golpe militar de 1964, corajosamente conclamou a população, pela Radio Nacional, a se rebelar contra os golpistas. Refugiou-se no Chile, onde consta ter se graduado e obtido o grau de mestre em Economia. Estava lá durante o breve período de Allende no poder. Saiu do Chile, com o golpe de Pinochet, e migrou para os Estados Unidos. Consta ter conseguido na universidade de Cornell um doutoramento em Economia.

A ida para esta universidade não pode ser considerada seu ponto de inflexão. Ela poderia ser a melhor opção, à época, para determinada linha de estudo que desejava. Contudo, é estranho os Estados Unidos terem dado um visto de entrada a alguém possuidor de uma ficha provavelmente extensa no seu órgão de inteligência. (mais…)

Ler Mais

Supremo Tribunal Federal voltará a julgar se empresas podem doar para campanhas dia 16

Um ano e cinco meses após pedir vista, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou seu voto sobre a contribuição de campanha por parte de empresas

OAB RJ / Jornal Jurid

Um ano e cinco meses após pedir vista, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou ontem seu voto sobre a contribuição de campanha por parte de empresas. Ele pediu vista do processo em abril de 2014 e, por ter demorado para concluir o voto, foi alvo de críticas de entidades defensoras da reforma política. Gilmar liberou seu voto um dia depois de a Câmara concluir a votação da reforma política, mantendo as doações empresariais. O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, marcou para o próximo dia 16 a retomada do julgamento. (mais…)

Ler Mais

Ódio? Sim, de classe, por Mino Carta

IHU OnLine – “O governo cede às pressões da casa-grande e aceita o naufrágio dos avanços sociais que ele próprio promoveu nos últimos 12 anos”, escreve Mino Carta, em editorial da revista CartaCapital, 11-09-2015Eis o editorial:

* * *

A crise econômica oferece à casa-grande a oportunidade de impor sua vontade, favorecida pela leniência de quem haveria de resistir. E está claro que, antes de econômica, a questão é política e social, e diz respeito à estrutura medieval da sociedade nativa. Sofre de miopia quem supõe, do ponto de vista político, que tudo se resuma na disputa do poder entre PT e PSDB, acirrada por níveis de ódio nunca dantes navegados, enquanto PMDB ora assiste de camarote, ora joga lenha na fogueira. Que o diga o vice Temer ao vaticinar impávido que Dilma, de tão impopular, não resiste até o fim do mandato. (mais…)

Ler Mais

Privatiza, privatiza!, por Elaine Tavares

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Os trabalhadores da UFSC entram no quarto mês de greve. Uma vergonha para a educação. Não por conta dos trabalhadores, que, afinal, só têm os seus corpos para fazer a luta. Mas por conta de um governo que se aproveita e estende a greve, tanto para desgastar os trabalhadores junto à sociedade, quando para economizar, dando as costas para o processo educacional.

E na UFSC, a reitora Roselane Neckel ajuda a aprofundar o fosso entre as pessoas, criando animosidades e preconceitos. Decidiu abrir o Restaurante Universitário, sem trabalhadores concursados, contratando terceirizados. O passo que faltava para a consolidação do processo de privatização do restaurante.  (mais…)

Ler Mais

Agronegócio se apropria de recursos públicos para sanar prejuízo que lhe é inerente

Por Maura Silva
Da Página do MST

O agronegócio, apontado por muitos como a locomotiva econômica do país, parece sofrer com os efeitos da crise econômica nacional e internacional.

Embora o setor pareça não ser afetado pelos os ajustes fiscais perpetrados pelo governo federal, é atingindo em cheio pela reversão dos preços das commodities agrícolas, minerais e do petróleo bruto no mercado internacional. (mais…)

Ler Mais

Governo federal tenta demitir Paul Singer

Dispensa visaria acomodar apetites da base de apoio ao Planalto. Teórico e defensor histórico da Economia Solidária, Singer revela: ajuste fiscal bloqueou 60% das verbas para setor

Pela Equipe da Fundação Rosa Luxemburgo* – Outras Palavras

À frente desde 2003 da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o economista Paul Singer é considerado referência e um dos principais defensores da pauta no Governo Federal. Aos 83 anos, concilia suas atividades em Brasília com convites constantes para falar sobre economia solidária no Brasil e no exterior. Nesse mês, ele participa, por exemplo, da Semana de Mudança e Congresso de Economia Solidária e Transformação, que acontece de 10 a 13 de setembro em Berlim (leia mais sobre o encontro em alemão, espanhol ou inglês). Sua atuação à frente da secretaria vai desde a articulação de parcerias com outras pastas, até ações diretas como medidas para o fortalecimento de cooperativas e de modelos de autogestão de empresas por trabalhadores. Em meio ao agravamento da crise econômica que atinge diferentes países, suas propostas de feiras de trocas, agricultura solidária e modelos sem fins lucrativos de negócios têm sido apontados como possível caminho alternativo para garantir empregos. (mais…)

Ler Mais