Refugiados de 12 países criam música para agradecer abrigo no Brasil

Por EBC

Para agradecer o asilo recebido no Brasil, um grupo de 50 refugiados abrigados em São Paulo gravou uma música que foi divulgada na internet. O clipe “Refugiados no Brasil” levou cerca de 10 meses para ser produzido e foi feito após ser escolhido pelo programa Iniciativa Jovem da Acnur (Agência de Refugiados da Onu). A iniciativa foi da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, local que abriga os refugiados.

Na música (que pode ser ouvida abaixo), os refugiados cantam e relatam o que passavam no país de origem: “Nós estamos aqui, com muitas saudades. Por causa da guerra, deixamos as nossas cidades. E deixamos para trás família e amigos. O destino tanto faz, desde que fiquemos vivos”. (mais…)

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MA – Ka’apor vigiam território com câmeras e trocam cacique por grupo de conselheiros

Nota: aparentemente este é apenas um trecho da matéria original de Isadora Brant, que devia ser ótima. E o vídeo divulga importantes denúncias dos Ka’apor. (TP)

Por Isadora Brant, da Folha Press, em Tribuna do Norte

Conselhos formados por índios no lugar de caciques, como a Funai exigia, além de autonomia para escolher os próprios professores e agentes de saúde, são exemplos de mudanças que os Ka’apor conseguiram implementar.

‘Os Ka’apor vivem um processo de descolonização imposta pelo Estado, reconstruindo sua cultura a partir dos próprios princípios, isso deveria ser apoiado pelo poder público. Esse processo tem se traduzido em melhoria de vida‘, afirma Rosimeire Diniz, do Conselho Indigenista Missionário do Maranhão, sobre os Ka’apor. (mais…)

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Caciques Krahô comunicam que a etnia não participará dos Jogos Mundiais Indígenas: “A organização do evento não respeita o nosso povo”

Por Nayara Rodrigues, no Conexão Tocantins

Os indígenas da etnia Krahô do Tocantins não participarão dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMI) que acontecerão em Palmas do dia 23 de outubro até 1º de novembro próximos. A informação foi confirmada por meio do ofício de n° 03/2015 encaminhado nesta última quinta-feira, 10, ao articulador dos JMI, Carlos Terena, informando a decisão da União dos Caciques Krahô. Os caciques justificam que a organização do evento não respeita o povo indígena e ainda, que os organizadores do evento usam o nome e a imagem do povo indígena para se promover. “Para promover a sua própria imagem como gestores que apoiam o nosso povo e a causa indígena, o que não é verdade”, posiciona a União dos Caciques em ofício. (mais…)

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Apelo Urgente: famílias de trabalhadoras e trabalhadores rurais ameaçados pedem socorro no MA

Por Justiça Global

As famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais da comunidade Brejinho do Rio das Onças II, no Município de Bom Jardim, Estado do Maranhão, pedem socorro.

São 33 núcleos familiares que são vítimas de criminosos ambientais que atuam na região: madeireiros, fazendeiros e grileiros de terras que fazem extração ilegal de madeiras da Reserva Biológica do Gurupi e das terras indígenas localizadas próximas a esta comunidade. No dia 25 de agosto de 2015, o seu representante e presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais, Raimundo dos Santos, foi assassinado com 12 tiros e a golpes de facão que lhe deceparam a cabeça, em uma emboscada. Deixaram sua esposa gravemente ferida com 06 tiros e ainda se encontra internada. (mais…)

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STF nega liberdade a sargento da PM do RJ acusado de torturar Amarildo

Reinaldo Gonçalves responde por 3 crimes no processo sobre o pedreiro. Para ministro do STF, manutenção da prisão visa garantir a ordem pública.

G1 Rio

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de revogação da prisão preventiva do sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Reinaldo Gonçalves dos Santos, um dos 25 PMs envolvidos no desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza. (mais…)

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Aty Guasu vê em PEC 71 reparação aos fazendeiros, mas e aos povos indígenas?

No Cimi

Nota pública de Aty Guasu do grande povo Guarani e Kaiowá aos poderes do Estado brasileiro

Nós, povos indígenas, reivindicamos indenização e reparação.

Com a aprovação da lei federal (PEC 71/2011) da regularização de compra e venda das terras indígenas, mais uma vez as lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowá exigem aos poderes do Estado brasileiro uma política de indenização e reparação justas aos povos indígenas massacrados sobreviventes. Pedimos reiteradamente aos poderes do Estado brasileiro a apreciação urgente de uma política compensatória aos povos indígenas por vender as terras indígenas e por permitir a expulsão violenta dos indígenas de suas terras, por trabalhos escravos indígenas, por financiar a destruição total da floresta e rios, por permitir as ações de genocídio, etnocídio, extermínio e violências permanentes contra os povos indígenas. Demandamos aos sistemas do Estado brasileiro uma medida indenizatória e compensatória urgente aos povos indígenas massacrados pelos danos morais, culturais e materiais sofridos desde XX que perduram até os dias de hoje setembro de 2015, no século XXI. (mais…)

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CIR – Informações sobre a mesa de diálogo: Indígenas e Governo no Estado de Roraima

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) informa o movimento indígena e indigenista sobre a situação da mesa de diálogo entre os povos indígenas e o governo do estado de Roraima referente à educação escolar indígena do Estado, principal bandeira de luta do movimento indígena que complementou um mês, nesta quinta-feira, 10 de setembro. A mobilização indígena é histórica para os povos indígenas de Roraima nesses 40 anos de luta em defesa dos direitos indígenas.

Revoltados com a morosidade do Governo de não prestar um atendimento digno e de qualidade, desde o dia 10 de agosto do corrente ano, os povos indígenas Macuxi, Wapichana, Patamona, Taurepang, Ingaricó, Ye`kuana, Yanomami, Sapará e Wai-Wai, se encontram acampados na cidade de Boa Vista (RR) reivindicando a melhoria e qualidade de ensino em suas comunidades indígenas. São 265 escolas indígenas, 14 mil alunos e 2200 professores indígenas em Roraima, atuando nas 465 comunidades indígenas, localizadas nas 32 terras indígenas do Estado e atendendo uma população de aproximadamente 60 mil índios. (mais…)

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RS: Terra Indígena Guarani do Mato Preto é perseguida da justiça

Por O Indigenista

A Terra Indígena Guarani Mato Preto, nos municípios de Erechim, Erebango e Getúlio Vargas, no Rio Grande do Sul, com 4.230 ha, já com Portaria Declaratória desde 2012, foi ameaçada na Justiça Federal por decisão em 1a instância por Ação Popular 5004427-72.2012.4.04.7117 pediu a suspensão da demarcação da TI pela Funai.

A decisão apreciou os autos que vão desde acusações de que a Antropóloga responsável pelo Relatório de Identificação “seria amiga de uma das indígenas”, e que também teria usado “alucinógenos para identificar a terra”, entre outros absurdos. Estas acusações foram rechaçadas pelo juiz que as considerou irrelevantes, e se atentou aos pontos referentes às definições do que seja “terra indígena tradicional” e o “marco temporal” para se reconhecer a presença indígena. (mais…)

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Judith Butler: ‘ensino de gênero nas escolas deveria ser obrigatório’

Em sua primeira visita a SP, filósofa norte-americana falou sobre violência policial e alianças entre movimentos sociais e comentou polêmica sobre gênero e diversidade sexual no currículo escolar: ‘exclusão do tema é uma forma de censura’

Por Carolina de Assis, no Opera Mundi

Em 1990, a filósofa norte-americana Judith Butler publicou nos Estados Unidos o livro Gender Trouble. Editada no Brasil com o título Problemas de Gênero, a obra rapidamente se tornou um dos pilares dos estudos feministas e da teoria queer. No início de setembro, 25 anos depois da publicação de seu mais conhecido trabalho, Butler finalmente veio ao Brasil para um debate público sobre os temas que a movem: identidades, vulnerabilidades e resistências. (mais…)

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Descontextualizar: Uma forma de mentir usando a verdade, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Considerando que há colegas jornalistas que preferem literalmente dar rasteira na realidade ao invés de tentar compreendê-la, é natural que muita gente acredite que todo bicho peludo que aparece na mídia é fruto da má fé.

Na verdade, há outros responsáveis pelas besteiras que aparecem aqui e ali. Como a falta de tempo e de pessoal – que levam à exaustão dos poucos que ainda restam nas redações vitimizadas pelas demissões frequentes. Isso sem contar com a desatenção, a preguiça, a incompetência ou o azar puro e simples. Sim, gostamos de uma sangrenta teoria da conspiração, mas a verdade é que merdas também acontecem. (mais…)

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