90 dias: Executivo, Legislativo e Judiciário buscarão solução para conflitos fundiários

O Indigenista

Governo Federal publicou Portaria criando Grupo de Trabalho para formular diagnóstico dos atuais conflitos fundiários envolvendo povos indígenas e, ainda, realizar levantamento de soluções legislativas e de políticas públicas para solucionar os problemas. Para tal tarefa foi dado prazo de 90 dias, prorrogáveis para mais 90.

Estarão no GT não apenas Funai, MJ, ou Ministérios do Poder Executivo, mas representantes do Poder Judiciário, Poder Legislativo, sociedade civil e Ministério Público Federal. (mais…)

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“Nós somos as vítimas do maior genocídio da humanidade”, denuncia militante indígena

Em entrevista ao Brasil de Fato, Daiara Tukano fala sobre a miséria e as ameaças sofridas dentro dos territórios em que os Guarani-Kaiowás vivem e sobre a articulação dos proprietários de terra no Congresso.

Por Camilla Hoshino, De Curitiba (PR), no Brasil de Fato

Um depoimento gravado pela militante indígena Daiara Tukano ganhou repercussão nas redes sociais, na última semana. O vídeo fazia um apelo aos movimentos sociais e ativistas para que se unissem à luta contra o massacre do povo Guarani-Kaiowá, vítima da disputa por terras no município de Antônio João, no Mato Grosso do Sul (MS). (mais…)

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GCM de Santos agride morador de rua e prende pai de aluno que questionou a agressão

Da LSR

As imagens mostram os momentos finais da prisão de um pai de aluno nesta segunda-feira, 14/09/2015, que questionou uma agressão a um morador de rua em frente à UME Maria Helena Roxo, na região do mercado municipal em Santos.

A GCM (na viatura PGK8101), no horário de entrada dos alunos, que têm entre 3 e 6 anos, agrediu um morador de rua que descansava na calçada. O pai de uma das crianças questionou a “ação” e lembrou o guarda que aquele era um sujeito com direitos. Isso bastou para que cinco guardas municipais partissem para cima dele, o imobilizassem e o levassem preso. Foi feito uso de spray de pimenta, o que fez alguns alunos passarem mal. Tudo isso na frente de seu filho, que ficou na escola e sob os apelos da equipe da escola e outros pais e mães para que os guardas parassem com a agressão. (mais…)

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Mais 6 PMs de SP são presos por armar farsa para encobrir execuções de 2 jovens

Ao todo, 11 PMs estão presos por render, soltar e depois atirar contra dois jovens, na tarde de 7 de setembro, no bairro do Butantã. Imagens de câmeras de segurança e de telefone celular desmontaram farsa armada por militares para tentar encobrir execuções

Por André Caramante, Ponte Jornalismo

A Justiça Militar decretou nesta segunda-feira (14/09) a prisão de mais seis policiais militares de SP envolvidos em uma farsa _dividida em dois capítulos_ para tentar encobrir as execuções de dois jovens, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo.  Agora, ao todo, são 11 PMs presos pelas duas mortes. (mais…)

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Em carta aberta, ONGs pedem mais ambição no combate ao desmatamento

Organizações socioambientais lançam manifesto coletivo que pede o fim do desmatamento em todos os biomas brasileiros

Greenpeace Brasil

Organizações da sociedade civil que atuam no país lançam hoje (14) o manifesto “Desmatamento Zero e o Futuro do Brasil”, que mostra a enorme importância de, como nação, assumirmos a meta de zerar o desmatamento nos próximos anos, algo considerado pelo grupo como “necessário e factível”.  Segundo o documento, caso o País não seja mais ambicioso em suas metas de combate a destruição de biomas ameaçados, o Brasil poderá amargar grandes prejuízos em curto prazo. (mais…)

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Caciques Krahô comunicam que a etnia não participará dos Jogos Mundiais Indígenas: “A organização do evento não respeita o nosso povo”

Por Nayara Rodrigues, Conexão Tocantins

Os indígenas da etnia Krahô do Tocantins não participarão dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMI) que acontecerão em Palmas do dia 23 de outubro até 1º de novembro próximos. A informação foi confirmada por meio do ofício de n° 03/2015 encaminhado nesta última quinta-feira, 10, ao articulador dos JMI, Carlos Terena, informando a decisão da União dos Caciques Krahô. Os caciques justificam que a organização do evento não respeita o povo indígena e ainda, que os organizadores do evento usam o nome e a imagem do povo indígena para se promover. “Para promover a sua própria imagem como gestores que apoiam o nosso povo e a causa indígena, o que não é verdade”, posiciona a União dos Caciques em ofício.

De acordo com os representantes do povo Krahô, as instalações que estão sendo construídas são vulneráveis à chuva e há necessidade de informações mais detalhadas sobre e para os indígenas quanto ao evento. (mais…)

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Caixa de ódio: quanto mais o Estado prende, mais estimula o crime

Por Bruno Paes Manso, Ponte Jornalismo*

Punir o criminoso em defesa da sociedade e do bem comum. É para isso que as prisões são feitas, com a civilização dando um passo adiante em relação às punições via tortura e morte dos tempos medievais. Mas basta olhar as celas superlotadas de algum centro de detenção provisória de São Paulo, como a da foto acima, para perceber que as prisões continuam dignas da idade das trevas e podem produzir efeitos contrários ao que delas se espera.

Em maio, para conviver em um espaço feito para 12 pessoas na Vila Independência, 54 detentos precisavam se virar para dormir, compartilhar o mesmo banheiro e guardar seus pertences. A solução veio dos próprios presos, que montaram uma intrincada estrutura semelhante a uma teia de aranha, com redes penduradas por todos os lados, aproveitando o vazio na parte superior da cela. (mais…)

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O dia em que a casa foi expulsa de casa, por Eliane Brum

A maior liderança popular do Xingu foi arrancada do seu lugar pela hidrelétrica de Belo Monte, a obra mais brutal –e ainda impune– da redemocratização do Brasil

Eliane Brum, El País Brasil

Antonia Melo foi encurralada. Por seis meses o tempo da sua vida esteve marcado pelo som das máquinas botando abaixo a vizinhança da Sete de Setembro, o nome da rua só mais uma ironia. Ela estava ali, sitiada, testemunhando o mundo que ajudou a construir ser violado e convertido num cenário de Faixa de Gaza. Ela, seus filhos, seus netos. E o barulho da destruição avançando, cercando, soterrando também as conversas, fincando seus braços robóticos nas palavras, matando frases inteiras. Um dia chegou em casa e descobriu os escombros do muro dos fundos, derrubado junto com um pedaço da floresta que tinha como quintal. Num calor que pode beirar os 40 graus, já não havia energia elétrica suficiente para ligar a geladeira. Antonia foi sendo asfixiada aos poucos, menos ar a cada dia. (mais…)

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Hora da despedida, por José Castello

No seu blog, em O Globo

Chegou a hora de me despedir de meus leitores. Não é um momento fácil – nunca é. Mas ele se agrava porque, com o fechamento do “Prosa“, incorporado ao “Segundo Caderno”, desaparece um último posto de resistência na imprensa do sudeste brasileiro. Os suplementos de literatura e pensamento já não existem mais. Um a um, foram condenados e derrotados pela cegueira e pela insensatez dos novos tempos. Comandado pela vigorosa Manya Millen, o “Prosa” resistia como um último lugar de luta contra a repetição e a dificuldade de pensar com independência. Isso, agora, também acabou.

Nosso mundo se define pelo achatamento e pela degola. No lugar do diálogo, predominam o ódio e o desejo de destruição. No lugar da tolerância, a intolerância e a rispidez, quando não a agressão gratuita. É o mundo do Um – em que todos dizem as mesmas coisas, usando quase sempre as mesmas palavras. Um mundo em que a verdade, que todos ostentam, de fato agoniza. Nesse universo, a literatura se impõe como um reduto de resistência. A literatura é o lugar do diálogo, do múltiplo, da diferença. Não é porque gosto de Clarice que devo odiar Rosa. Não é porque amo Pessoa que devo desprezar Drummond. Ao contrário: na literatura (na arte) há lugar para todos. (mais…)

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Carta de Correntina: “Cerrado em Pé: a Vida brota das Águas”

CPT: Na Semana do Cerrado, entre os dias 07 a 11 de setembro, aconteceu, em Correntina, na Bahia, o IV Seminário e a II Romaria do Cerrado. Cerca de 2 mil pessoas participaram da Romaria. Veja a Carta na íntegra:

Por ocasião da Semana do Cerrado, reunimo-nos em Correntina-BA, de 07 a 11 de setembro de 2015, em Mobilizações nas Comunidades e Escolas, no IV Seminário e na II Romaria do Cerrado, representantes de comunidades geraiseiras, fundos e fechos de pasto, quilombolas, estudantes, professores, agentes pastorais, sindicalistas, gestores públicos, vereadores, militantes socioambientais do campo e da cidade, de entidades e movimentos populares, do Oeste Baiano e de outras regiões. Contamos no seminário com 82 pessoas, de 21 entidades. Na romaria, cerca de 2.000 pessoas, de 24 municípios. (mais…)

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