A guerra das caronas em São Paulo

Nem taxistas, nem a Uber revelam o que está por trás da disputa pelo serviço de transporte de passageiros que deixa de lado a discussão principal: o que é melhor para a cidade?

“Eu sou a favor do Uber.” A frase banal me surpreendeu quando pronunciada por um taxista paulistano. Nos últimos meses, a cidade assiste a uma verdadeira queda de braço entre as entidades de classe dos taxistas e os representantes da empresa americana Uber, fundada em São Francisco em 2009 e hoje atuante em 60 países.  No Brasil, a empresa começou a operar em maio do ano passado apesar da oposição dos taxistas que acusam os serviços de “transporte compartilhado” da Uber de concorrência desleal. (mais…)

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Brasil: Tentativa de assassinato, ataques, ameaças de morte e assédio contra os líderes indígenas Guarani-Kaiowá

Front Line Defenders

Em 19 de setembro de 2015, o líder indígena e defensor de direitos humanos, o Sr. Elpídio Pires, foi baleado durante um ataque contra a comunidade de Tekoha Potrero Guasu, no município de Paranhos, Mato Grosso do Sul (MS), através do qual os perpetradoress tentavam reaver a terra onde a comunidade reside. Este episódio ocorreu logo em seguida a uma série de ataques, ameaças e assédio contra os outros seis líderes indígenas e defensores de direitos humanos do povo Guarani-Kaiowá, os Srs. Tonico Benites, Eliseu Lopes, Ismarte Martim, Lide Lopes, Genito Gomes e a Sra Inayê Lopes. O incidente também ocorre logo após o assassinato do Sr. Semião Fernandes Vilhalva, em 29 de agosto de 2015. (mais…)

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Indígenas e movimentos populares lançam campanha Eu quero: CPI do Genocídio em ato público na Assembleia Legislativa do MS

Assessoria de Comunicação – Fórum Unitário dos Movimentos Sociais e Sindicais do Campo e da Cidade

Cerca de 200 pessoas, entre indígenas do povo Terena e movimentos populares do campo e da cidade, ocuparam na manhã desta quinta-feira, 24, o plenário da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, em ato público, para lançar a campanha Eu Quero: CPI do Genocídio!, que pretende mobilizar a sociedade sul-mato-grossense e nacional, além de organismos internacionais de direitos humanos, contra a matança orquestrada de indígenas, a falta de demarcação e a criminalização dos movimentos sociais no estado. A sessão chegou a ser suspensa por conta dos protestos dos manifestantes. (mais…)

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Somos todos indígenas e estamos na luta pela CPI do Genocídio

Movimentos Sociais e Indígena do Mato Grosso do Sul, no Cimi

Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, reunidos no dia 22 de setembro de 2015, reafirmam seu total apoio a luta dos povos indígenas por seus direitos, como os de retomar os seus territórios e terem a possibilidade de construir uma vida mais justa e digna.

Denunciamos, mais uma vez, indignados, que em nosso Estado, Mato Grosso do Sul, uma parte dos fazendeiros e seus jagunços tem atuado, através de milícias armadas, que, em menos de um mês, desferiu doze ataques paramilitares contra o povo Guarani Kaiowá dos Tekohá Ñanderú Maragantú, Potrero Guasu, Guyra Kamby’i, Pyelito Kue e Kurupi. Como resultado desta verdadeira guerra, o líder Guarani Kaiowá, Semião Vilhalva, foi assassinato, três indígenas foram baleados por arma de fogo, vários foram feridos por balas de borracha, dezenas de indígenas foram espancados. São fortes também os indícios de que indígenas sofreram tortura e há denúncias da ocorrência de um estupro coletivo contra uma Guarani Kaiowá. (mais…)

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Mudanças climáticas e a cosmovisão Ashaninka

Erika Mesquita[1], em ClimaCom Cultura Científica

Ao redor do mundo, diversos povos são regidos por calendários criados a partir de uma interpretação dos astros ou de conjuntos de estrelas que fornecem símbolos para cada povo apreender os fenômenos meteorológicos e assim realizarem seus ciclos agrícolas de plantio e coleta. Katz, Goloubinoff e Lammel (2008) relatam, por exemplo, que entre os indígenas do México existe o conhecimento de que o desaparecimento das Plêiades no céu ao anoitecer e o aparecimento de Vênus representam o começo da estação chuvosa. Com esse enfoque, Faulhaber (2004), em seu estudo sobre os Ticuna, relata que a relação entre o movimento das estrelas no céu ao longo do ano e a influência da sazonalidade das chuvas e da estiagem estão manifestos nos aspectos mitológicos e cosmológicos deste povo. Além da interpretação dos corpos celestes, a observação das plantas e o comportamento dos animais podem representar pistas para se entender o clima. A percepção de indivíduos sobre as variações climáticas a partir da observação da natureza de acordo com sua cultura é objeto de estudo da antropologia do clima, também chamada de Etnoclimatologia, que é o que busco trazer sobre o olhar do povo Ashaninka no Brasil. Em linhas gerais, Faulhaber (2004) define a antropologia do clima como a análise da relação entre os fatores do clima e as culturas humanas, enquanto uma interação bidirecional. (mais…)

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Povos indígenas do Brasil terão o desafio de coordenar o Comitê Gestor da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI)

Conselho Indígena de Roraima – CIR

De acordo com o Decreto Presidencial n. 7.747, de 5 de Junho de 2012, que instituiu a Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI), dando continuidade do processo de execução dessa política, os povos indígenas terão o desafio de coordenar o Comitê Gestor da PNGATI, a partir da primeira reunião já marcada para o período de 17 a 20 de novembro, em Brasília. (mais…)

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Cacique Tupinambá de Olivença denuncia Governo Brasileiro e setores do agronegócio ao mais violento ataque aos povos indígenas do Brasil

O jovem Cacique Ramon Ytajibá Tupinambá, líder da Aldeia Tukum, do povo Tupinambá de Olivença, localizada no sul da Bahia, a cerca de 450km de Salvador, denunciou o governo brasileiro e os setores ligados ao agronegócio, ao mais violento e sistemático ataque sofrido pelos povos indígenas ao longo destas décadas. Participando em Asunción no Paraguai, no período de 17 e 18 de setembro de 2015, na primeira reunião regional dos povos indígenas e afro-descendentes: “Consulta e Participação dos Povos Indígenas”. A reunião regional foi organizada pelo Instituto Inter-Americana de Direitos Humanos (IIDH) e do Ministério da Defesa Pública do Paraguai (MDP), reuniu representantes dos povos indígenas do Paraguai, Argentina, Brasil e Chile, como parte da implementação de um projeto liderada pelo IIDH, em “A aplicação prática da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas no sistema interamericano de proteção dos direitos humanos”. A reunião regional dos povos indígenas e afro, foi realizada no Auditório do Ministério da Defesa Pública, com a participação de consultores do Instituto Americano de Direitos Humanos e Defensores Públicos do Paraguai. (mais…)

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À Sra. Juiza

Em Minas Gerais corre o processo contra o fazendeiro João Fábio Dias, acusado, dentre outros crimes, de tentativa de homicídio. Em uma decisão quase inédita, João Fábio teve a prisão decretada, ficou foragido e agora, livre, lança tiros ao alto para assustar quilombolas

Ana Mendes – Fotografando Povos Tradicionais

A agenda para último dia de trabalho foi acompanhar o advogado André Alves até o Acampamento Santa Fé. Desde janeiro do ano passado ele está assessorando o caso do Quilombo Nativos do Arapuim, no município de São João da Ponte, em Minas Gerais. O grupo está precisando de apoio jurídico, pois há cerca de um ano sofreu uma tentativa de homicídio por parte de um fazendeiro de nome João Fábio Dias, o “patrãozinho”. Patrãozinho era como ele era chamado pelos três homens encapuzados que chutavam e queimavam com cano quente a cabeça de 12 pessoas estiradas no chão. De bruços, protegendo as crianças que ali estavam, eles ouviam os homens armados deliberando sobre suas vidas, “ o que a gente faz com eles, patrãozinho? Mata e põe fogo em tudo?”. Assim relataram as vítimas ao Ministério Público Federal que decidiu intervir depois da notícia do episódio ter repercutido internacionalmente.“O que estamos acostumados na lida dos conflitos socioambientais é a utilização do peso da lei por parte da polícia, Ministério Público e Judiciário somente para os pobres e desvalidos. No caso dos quilombolas Nativos do Arapuim, num primeiro momento, o peso da lei penal atingiu o latifundiário, mas por pouco tempo.”, explica o advogado se referindo ao pedido de prisão preventiva que recaiu sobre João Fábio Dias, deixando-o foragido por quase oito meses.    (mais…)

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FOIRN participou do Diálogo Intercultural entre os Povos da Amazônia, realizado na Colômbia

FOIRN

A FOIRN fez parte do encontro “Diálogo intercultural entre os Povos Indígenas da Amazônia Brasileira, Colombiana e Venezuelana, realizado em Puerto Inirida, no município de Guainía, na Colômbia. Evento que reuniu organizações indígenas desses três países, como a COIAB (Brasil), OPIAC (Colômbia), ORPIA (Venezuela) e a COICA – Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia. (mais…)

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Para compreender os conflitos entre fazendeiros e indígenas em Mato Grosso do Sul

Por Jorge Eremites de Oliveira* e Paulo Marcos Esselin**, na Folha de Dourados

Há muito os problemas que atingem os povos indígenas em Mato Grosso do Sul ganharam manchete na imprensa regional, nacional e internacional. Todos os anos índios são mortos e nada é feito de objetivo para mudar a realidade. Autoridades eleitas pelo povo, como vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos e governador, mandato após mandato e salvo honrosas excessões, simplificam o problema. Ao fazerem  isso, rechaçam o enfrentamento da questão fundiária, causa maior dos conflitos entre fazendeiros e comunidades indígenas. (mais…)

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