Guiné-Bissau: A colónia onde todas as Fatumata tinham de se chamar Maria

Havia um sino que mandava os negros sair do centro da cidade, e até bem tarde dominou o trabalho forçado. A Guiné-Bissau, onde os cabo-verdianos eram usados como capatazes, foi o primeiro país africano a libertar-se de Portugal.

Por Joana Gorjão Henriques (texto, em Bissau, Bafatá e Cacheu), Adriano Miranda (fotos) e Frederico Batista (vídeo), em Publico

À beira da estrada os vendedores ocupam os passeios com panos, tachos e panelas feitos com restos de latas de refrigerantes, comida, chinelos, ténis, roupa, aparelhos electrónicos. Setembro já não é o mês pior das chuvas, mas o céu ainda está cinzento e carregado quando atravessamos de carro a zona da Chapa de Bissau. Há gente e gente na rua, mulheres a caminhar com quilos de fruta ou frutos secos na cabeça, muitos carros a circular por uma terra laranja-forte. (mais…)

Ler Mais

Abuso sexual nas moradias da USP é constante e negligenciado

Mulheres denunciam diversos casos de assédio e violência sexual ocorridos no Crusp. Elas criticam a falta de acolhimento das vítimas por parte da universidade

Por Letícia Paiva e Carolina Oliveira, do Jornal do Campus

Há cerca de três semanas, Luciana Flores* saiu de seu apartamento no Crusp pela manhã para ir ao dentista. Horas mais tarde, suas colegas ligaram pedindo que ela voltasse imediatamente, pois algo estranho havia acontecido. Luciana as encontrou em frente ao elevador, onde pichações a atacavam: seu nome era seguido da alcunha de “chupeteira”. Elas lavaram os escritos e a estudante procurou a Superintendência de Assistência Social (SAS), onde, segundo conta, a assistente social já havia sido informada do episódio. A moradora pediu para ser encaminhada pela guarda universitária para prestar queixa na delegacia, mas afirma que teve o pedido negado e não recebeu apoio. Dias mais tarde, numa ação de moradoras do Crusp intitulada “Abra as janelas para o machismo”, foram estendidas nas janelas faixas denunciando assédio e violência sexual contra mulheres na moradia estudantil. (mais…)

Ler Mais

O silêncio ensurdecedor frente ao extermínio dos jovens negros

A tragédia que se abateu sobre os jovens negros assassinados por policiais no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro, não foi um caso isolado. Estamos diante de uma rotina em que a polícia adentra as periferias e favelas com a disposição de matar

Por Atila Roque*, Especial para a Ponte Jornalismo

Não dá para saber se falta uma ou duas gotas, mas o caldo está prestes a entornar. A chapa está quente, a paciência se esgotou, a tristeza, a sensação de injustiça é muito grande. A dor e a raiva produzem ódio. E o ódio não mede esforços nem recua diante de nada. Nossa frágil democracia se encontra ameaçada pelo espírito mesquinho, egoísta e racista que ainda viceja em nossa sociedade, incapaz de reagir e se indignar diante da violência seletiva que acomete milhares de jovens Brasil afora. (mais…)

Ler Mais

Em carta, Povo Krepym Kateje, da T.I. Geralda Toco Preto, MA, denuncia ação de madeireiros e desrespeito a seus direitos

A carta-requerimento abaixo foi enviada pelo Povo Krepym Kateje à Presidenta da República, Dilma Rousseff, a Alexandre Silva Soares, procurador da República no Maranhão, a Suvamy Vivekananda Meireles, Corregedor-Geral de Justiça do Ministério Público do estado, e a entidades da sociedade civil e parceiros, que por sua vez estão também auxiliando na sua divulgação. (TP)  

*

TERRA INDIGENA GERALDA TOCO PRETO
Itaipava do Grajaú, 04 de dezembro de 2015.
URGENTE: REQUERIMENTO Nº 04/POVO KREPYM KATEJE

Nós, povo Krepym Kateje, viemos ao povo do Maranhão, por meio desta, tornar publico que a Terra Indígena Geralda Toco Preto, localizada no municipio de Itaipava do Grajaú, historicamente foi simbolo da preservação da floresta. localiza-se na região Pré-Amazônica do Estado do Maranhão. No interior dos seus limites localizam-se tres aldeias cadastradas pela FUNAI. O cadastramento das famílias, foi realizado em todo Território. (mais…)

Ler Mais

A liberdade haverá!

Agente da Campanha da CPT de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo relata caso em que dois irmãos foram resgatados em situação de trabalho escravo em fazenda no estado de Tocantins. Um dos trabalhadores, meses após o acontecido, continua tratamento por conta de intoxicação que adquiriu durante trabalho com agrotóxicos. Confira:

Por Evandro Rodrigues*,  na CPT

“Foi numa quinta-feira feira, dia 05 de fevereiro de 2015, na fazenda São Lucas, município de Muricilândia, no Tocantins, onde os fiscais do trabalho e um procurador nos libertou. Nos tirou daquela fazenda onde éramos humilhados pelo patrão e seu filho”, relata trabalhador. “Pobre nasceu para ser pobre e rico para ser rico”. Era o que eles [“patrões”] costumavam dizer quando a gente pedia dinheiro para comprar carne. Essas são lembranças de dois irmãos resgatados em situação de trabalho escravo. (mais…)

Ler Mais

Nota em solidariedade ao povo indígena Gamela

Na CPT

“Nós, entidades, associações, movimentos sociais e comunidades declaramos apoio e solidariedade ao povo indígena Gamela, que iniciou no dia 30/11, a retomada de parte do seu território tradicional, que se encontrava aprisionado e grilado por latifundiários, no município de Viana/MA, fato há muito denunciado sem que as autoridades tenham tomado providências”, confira o restante da Nota: (mais…)

Ler Mais

Manifestantes protestam contra morte de jovens negros no Rio

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

A morte de cinco jovens negros pela Polícia Militar no último sábado (28) foi repudiada ontem (3) durante manifestação no bairro de Madureira, na zona norte do Rio.

Dezenas de pessoas, principalmente jovens, saíram do Viaduto Negrão de Lima, onde fica a sede da Central Única das Favelas (Cufa), e seguiram em passeata até o Parque de Madureira. (mais…)

Ler Mais

CPI da Funai recebe documentos de investigação sobre Conselho Indigenista Missionário

Geórgia Moraes, Agência Câmara Notícias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação da Funai e do Incra em demarcações de terra, recebeu nesta quarta-feira (2) documentos da CPI que investiga o Cimi (Conselho Indigenista Missionário – vinculado à igreja católica) na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (MS). (mais…)

Ler Mais

‘A melhor forma de combater o preconceito é se fazer presente’

Informe ENSP

“Nós, indígenas, chegamos à universidade com inúmeras pretensões, mas, ao ingressarmos, deparamo-nos com as expectativas da academia. Outra questão, que vai muito além do acesso, consiste na permanência (na academia) e construção de um diálogo eficaz com o indígena universitário”. Na visão do cientista social e indígena da etnia Tuxá, Felipe Sotto Maior, a temática da educação superior para os índios é pautada por esses dois eixos. O palestrante, presente no último (25/11) dia do Seminário Internacional Direito e Saúde, do Dihs/ENSP, participou da mesa que abordou a educação superior como novo espaço de luta da população indígena. (mais…)

Ler Mais