Caixa de ódio: quanto mais o Estado prende, mais estimula o crime

Por Bruno Paes Manso, Ponte Jornalismo*

Punir o criminoso em defesa da sociedade e do bem comum. É para isso que as prisões são feitas, com a civilização dando um passo adiante em relação às punições via tortura e morte dos tempos medievais. Mas basta olhar as celas superlotadas de algum centro de detenção provisória de São Paulo, como a da foto acima, para perceber que as prisões continuam dignas da idade das trevas e podem produzir efeitos contrários ao que delas se espera.

Em maio, para conviver em um espaço feito para 12 pessoas na Vila Independência, 54 detentos precisavam se virar para dormir, compartilhar o mesmo banheiro e guardar seus pertences. A solução veio dos próprios presos, que montaram uma intrincada estrutura semelhante a uma teia de aranha, com redes penduradas por todos os lados, aproveitando o vazio na parte superior da cela. (mais…)

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Carta de Correntina: “Cerrado em Pé: a Vida brota das Águas”

CPT: Na Semana do Cerrado, entre os dias 07 a 11 de setembro, aconteceu, em Correntina, na Bahia, o IV Seminário e a II Romaria do Cerrado. Cerca de 2 mil pessoas participaram da Romaria. Veja a Carta na íntegra:

Por ocasião da Semana do Cerrado, reunimo-nos em Correntina-BA, de 07 a 11 de setembro de 2015, em Mobilizações nas Comunidades e Escolas, no IV Seminário e na II Romaria do Cerrado, representantes de comunidades geraiseiras, fundos e fechos de pasto, quilombolas, estudantes, professores, agentes pastorais, sindicalistas, gestores públicos, vereadores, militantes socioambientais do campo e da cidade, de entidades e movimentos populares, do Oeste Baiano e de outras regiões. Contamos no seminário com 82 pessoas, de 21 entidades. Na romaria, cerca de 2.000 pessoas, de 24 municípios. (mais…)

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Ainda há juízes no Brasil…até quando?

Por Rogerio Dultra dos Santos, Democracia e Conjutura

Francisco Campos, Ministro da Justiça do Estado Novo entre 1937 e 1942, autor da Constituição de 1937, que justificou o golpe de Estado de Getúlio Vargas e do Ato Institucional nº 1, que pretendeu dar legitimidade para o golpe de 1964, foi também responsável pelo Código Penal e pelo Código de Processo Penal, de inspiração fascista, ainda em vigor no país.

Afinal, se 98% da população carcerária brasileira é composta de negros e pobres, isto não é por acaso. E hoje, ante o Projeto de Lei do Senado 402/2015, que pretende adulterar o conteúdo do Código de Processo Penal no sentido de permitir que se antecipe a prisão de réus antes de sentença condenatória transitada em julgado, Francisco Campos, uma das mais ilustres inteligências da direita brasileira, estaria em êxtase. (mais…)

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Humanidade abaixo da crítica, lá como cá. Afinal…

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A foto (primeira página de O Globo de ontem, domingo) informa que se trata de um sírio tentando salvar um bebê nas costas da Grécia após naufrágio do barco no qual viajavam. Diz que “não se sabe se o menino da foto está entre os mortos”. E acrescenta: “A crise migratória na Europa levou a Alemanha a retomar o controle de suas fronteiras”.

Onde se lê Grécia, leia-se aquele país do Syriza, no qual a população corajosamente disse “não” ao ajuste da Troica. Onde se lê Alemanha, leia-se aquele país da Merkel, que castigou cruelmente a ‘ousadia’ da população grega, levando Tsipras a se submeter à sua arrogância. Onde se lê mortos, leiam-se 34 pessoas, sendo 11 crianças e quatro bebês. (mais…)

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MST lança nota sobre o atual momento político e a Reforma Agrária

Da Página do MST 

A crise política iniciada após a reeleição de Dilma Rousseff e a ofensiva da oposição e dos setores mais conservadores do país, recolocaram algumas advertências na ordem do dia.

Diante da conjuntura política nacional e internacional, uma de suas principais advertências consiste em alertar sobre a importância de não resumir a luta política à luta eleitoral e de não sucumbir às armadilhas da política tradicional.  (mais…)

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Ecos de Aylan Kurdi

Por Gustavo Guerreiro, O POVO

Na última semana espalhou-se nas redes sociais uma imagem impactante: a do corpo de Aylan Kurdi, criança encontrada morta no litoral de Bodrum, na Turquia após naufrágio de embarcação de refugiados sírios que seguia em direção à Grécia. A foto ilustra com extremo grau de dramaticidade aquilo que a Anistia Internacional chamou de “a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial”, responsabilizando a comunidade internacional pelo “fracasso vergonhoso” no acolhimento aos desesperados em busca de abrigo. (mais…)

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Um mundo opaco, um grito de dor…, por Elaine Tavares

Elaine Tavares, Palavras Insurgentes

De fato, por aqui, pelo menos por agora, não vivemos uma guerra de verdade, com bombas explodindo casas e gente matando gente sem qualquer razão plausível.  Mas, é certo que nesse nosso mundo estranho, das grandes cidades, temos muitos espaços em que a violência institucional é pão comido, realidade cotidiana, tão cruel quanto a realidade de uma guerra. As balas estouram nas casas e as pessoas morrem como moscas. E, a dita sociedade, de modo geral, vai se acostumando a essas cenas, como se elas se naturalizassem. Assim, de repente, uma chacina num bairro qualquer da grande São Paulo passa a ser só uma notícia na TV. Negros e pobres, “potencialmente marginais”, nada de mais. (mais…)

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A morte do indígena guarani-kaiowá Semião Vilhalva, por Hermano de Melo

“os coordenadores da expedição ordenaram que a reportagem do Correio voltasse e não presenciasse o desfecho da retomada das fazendas. E acrescentaram: ‘Daqui em diante, vocês não vão ver o que vai acontecer’, disse um dos ruralistas, que ameaçou ‘riscar’ os pneus do carro caso insistisse. Ao que parece, eles não queriam testemunhas sobre o que iria acontecer em seguida…”

No Correio do Estado

Reportagem de página inteira assinada por Celso Bejarano e publicada em 9/9 último no jornal Correio do Estado revela de forma inequívoca o que aconteceu em 29 de agosto passado, quando um grupo de 100 ruralistas montados em modernas caminhonetes adentrou as fazendas Barra e Fronteira, no município de Antônio João, MS, a fim de retomar área que segundo eles havia sido invadida por indígenas. Tudo seria considerado “normal” se incidente grave não tivesse acontecido: o índio Guarani-Kaiowá Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos, foi morto por tiro disparado à longa distância com arma de calibre 22 e de autoria ainda desconhecida.   (mais…)

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Somos filhos da Petra ou da Preta?, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

Desocupado (a) leitor (a), peço que examines os fatos com isenção, sem preconceitos e depois me diz com toda a sinceridade quem é a civilizada: a Petra ou a Preta? Qual das duas podia ser tua mãe? Quem é que gostarias que te educasse e com quais valores e princípios éticos?

A Petra vive em Budapeste às margens do rio Danúbio, centro financeiro, cultural e histórico da Europa. Estudou na Universidade de Pécs, uma das mais antigas do mundo, fundada em 1367 pelo rei Luís I da Hungria, um país com vários ganhadores do Prêmio Nobel. Frequenta teatros, museus, cinemas, bibliotecas, centros culturais e restaurantes sofisticados. Fala inglês, russo e alemão, além do húngaro que, segundo Chico Buarque, é “a única língua do mundo que o diabo respeita”. Repórter da rede N1TV, filma, fotografa, usa computador, carro, metrô, avião e perfume francês. (mais…)

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MA – Ka’apor vigiam território com câmeras e trocam cacique por grupo de conselheiros

Nota: aparentemente este é apenas um trecho da matéria original de Isadora Brant, que devia ser ótima. E o vídeo divulga importantes denúncias dos Ka’apor. (TP)

Por Isadora Brant, da Folha Press, em Tribuna do Norte

Conselhos formados por índios no lugar de caciques, como a Funai exigia, além de autonomia para escolher os próprios professores e agentes de saúde, são exemplos de mudanças que os Ka’apor conseguiram implementar.

‘Os Ka’apor vivem um processo de descolonização imposta pelo Estado, reconstruindo sua cultura a partir dos próprios princípios, isso deveria ser apoiado pelo poder público. Esse processo tem se traduzido em melhoria de vida‘, afirma Rosimeire Diniz, do Conselho Indigenista Missionário do Maranhão, sobre os Ka’apor. (mais…)

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