Invasores destroem mata nativa de território reivindicado pelo povo Gamela

Patrícia Bonilha, Assessoria de Comunicação do Cimi

Babaçu, juçara, marmorana, guarimã, bacuri… Vários hectares de vegetação nativa destas importantes espécies vegetais estão sendo desmatados e incendiados por invasores de um território reivindicado pelo povo Gamela, nos municípios de Viana, Matinha e Penalva, há mais de 200 km de São Luís, no Maranhão.  Estas espécies são utilizadas secularmente pelos indígenas, tanto para alimentação como na confecção de artesanato. Além dos severos impactos se estenderem sobre os animais da região, os igarapés também estão sendo aterrados e os rios assoreados. (mais…)

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Kombi escolar que transportava crianças da Aldeia Cahy, é incendiada por atiradores, em Cumuruxatiba

Por Claydson Motta, Prado Notícia

Uma kombi escolar, que realizava transporte de alunos da Aldeia Cahy, foi atacada e incendiada por homens armados por volta das 19:00hs, em Cumuruxatiba, distrito de Prado, no extremo sul da Bahia, cerca de 805 km de Salvador.

Segundo informações, o motorista e mais três alunos, seguiam o trajeto quando se depararam com uma “barricada” armada na estrada. Os indivíduos, fizeram uso de pedaços de madeira para impedir a passagem do veículo. Foi o momento em que, as vítimas foram surpreendidas, por homens armados que efetuaram os disparos. (mais…)

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Brasil: Tentativa de assassinato, ataques, ameaças de morte e assédio contra os líderes indígenas Guarani-Kaiowá

Front Line Defenders

Em 19 de setembro de 2015, o líder indígena e defensor de direitos humanos, o Sr. Elpídio Pires, foi baleado durante um ataque contra a comunidade de Tekoha Potrero Guasu, no município de Paranhos, Mato Grosso do Sul (MS), através do qual os perpetradoress tentavam reaver a terra onde a comunidade reside. Este episódio ocorreu logo em seguida a uma série de ataques, ameaças e assédio contra os outros seis líderes indígenas e defensores de direitos humanos do povo Guarani-Kaiowá, os Srs. Tonico Benites, Eliseu Lopes, Ismarte Martim, Lide Lopes, Genito Gomes e a Sra Inayê Lopes. O incidente também ocorre logo após o assassinato do Sr. Semião Fernandes Vilhalva, em 29 de agosto de 2015. (mais…)

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Indígenas e movimentos populares lançam campanha Eu quero: CPI do Genocídio em ato público na Assembleia Legislativa do MS

Assessoria de Comunicação – Fórum Unitário dos Movimentos Sociais e Sindicais do Campo e da Cidade

Cerca de 200 pessoas, entre indígenas do povo Terena e movimentos populares do campo e da cidade, ocuparam na manhã desta quinta-feira, 24, o plenário da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, em ato público, para lançar a campanha Eu Quero: CPI do Genocídio!, que pretende mobilizar a sociedade sul-mato-grossense e nacional, além de organismos internacionais de direitos humanos, contra a matança orquestrada de indígenas, a falta de demarcação e a criminalização dos movimentos sociais no estado. A sessão chegou a ser suspensa por conta dos protestos dos manifestantes. (mais…)

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Somos todos indígenas e estamos na luta pela CPI do Genocídio

Movimentos Sociais e Indígena do Mato Grosso do Sul, no Cimi

Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, reunidos no dia 22 de setembro de 2015, reafirmam seu total apoio a luta dos povos indígenas por seus direitos, como os de retomar os seus territórios e terem a possibilidade de construir uma vida mais justa e digna.

Denunciamos, mais uma vez, indignados, que em nosso Estado, Mato Grosso do Sul, uma parte dos fazendeiros e seus jagunços tem atuado, através de milícias armadas, que, em menos de um mês, desferiu doze ataques paramilitares contra o povo Guarani Kaiowá dos Tekohá Ñanderú Maragantú, Potrero Guasu, Guyra Kamby’i, Pyelito Kue e Kurupi. Como resultado desta verdadeira guerra, o líder Guarani Kaiowá, Semião Vilhalva, foi assassinato, três indígenas foram baleados por arma de fogo, vários foram feridos por balas de borracha, dezenas de indígenas foram espancados. São fortes também os indícios de que indígenas sofreram tortura e há denúncias da ocorrência de um estupro coletivo contra uma Guarani Kaiowá. (mais…)

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À Sra. Juiza

Em Minas Gerais corre o processo contra o fazendeiro João Fábio Dias, acusado, dentre outros crimes, de tentativa de homicídio. Em uma decisão quase inédita, João Fábio teve a prisão decretada, ficou foragido e agora, livre, lança tiros ao alto para assustar quilombolas

Ana Mendes – Fotografando Povos Tradicionais

A agenda para último dia de trabalho foi acompanhar o advogado André Alves até o Acampamento Santa Fé. Desde janeiro do ano passado ele está assessorando o caso do Quilombo Nativos do Arapuim, no município de São João da Ponte, em Minas Gerais. O grupo está precisando de apoio jurídico, pois há cerca de um ano sofreu uma tentativa de homicídio por parte de um fazendeiro de nome João Fábio Dias, o “patrãozinho”. Patrãozinho era como ele era chamado pelos três homens encapuzados que chutavam e queimavam com cano quente a cabeça de 12 pessoas estiradas no chão. De bruços, protegendo as crianças que ali estavam, eles ouviam os homens armados deliberando sobre suas vidas, “ o que a gente faz com eles, patrãozinho? Mata e põe fogo em tudo?”. Assim relataram as vítimas ao Ministério Público Federal que decidiu intervir depois da notícia do episódio ter repercutido internacionalmente.“O que estamos acostumados na lida dos conflitos socioambientais é a utilização do peso da lei por parte da polícia, Ministério Público e Judiciário somente para os pobres e desvalidos. No caso dos quilombolas Nativos do Arapuim, num primeiro momento, o peso da lei penal atingiu o latifundiário, mas por pouco tempo.”, explica o advogado se referindo ao pedido de prisão preventiva que recaiu sobre João Fábio Dias, deixando-o foragido por quase oito meses.    (mais…)

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Para compreender os conflitos entre fazendeiros e indígenas em Mato Grosso do Sul

Por Jorge Eremites de Oliveira* e Paulo Marcos Esselin**, na Folha de Dourados

Há muito os problemas que atingem os povos indígenas em Mato Grosso do Sul ganharam manchete na imprensa regional, nacional e internacional. Todos os anos índios são mortos e nada é feito de objetivo para mudar a realidade. Autoridades eleitas pelo povo, como vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos e governador, mandato após mandato e salvo honrosas excessões, simplificam o problema. Ao fazerem  isso, rechaçam o enfrentamento da questão fundiária, causa maior dos conflitos entre fazendeiros e comunidades indígenas. (mais…)

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O seletivo olhar policial

O braço armado do Estado sempre teve a função de manter os privilégios da elite branca, seja por meio da prisão, ou do extermínio da população negra

Texto: Pedro Borges / Ilustrações: Vinícius de Araujo – Ponte

“Glória em Canudos, e, de armas e almas”. “Feijó e Tobias, legaram-na aos seus, tornando-os vigias, da lei, e paulista”. “por mercê de Deus”. Esses são alguns trechos do hino da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma instituição que em nada respeita o fato do país ser laico e faz desastrosas homenagens, tanto ao massacre de Canudos, como aos líderes separatistas Feijó e Tobias, este último também símbolo daquela que é considerada a tropa de elite da polícia paulista, a ROTA. (mais…)

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Diversas organizações se solidarizam com Stedile após sofrer insultos em Fortaleza

“Esta agressão só pode ser compreendida como parte de uma ofensiva conservadora da direita na sociedade que busca criminalizar e intimidar todos/as aqueles/as que lutam por um Brasil justo e soberano”.

Da Página do MST

Diversas categorias da classe trabalhadora escreveram uma nota em solidariedade ao João Pedro Stedile e ao MST, após o membro da coordenação nacional do MST ter sido insultado por um grupo de pessoas no aeroporto de Fortaleza, na noite desta terça-feira (22). (mais…)

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O depoimento de um dos principais criminólogos do Brasil sobre as armas

Em linhas gerais, isso foi o que aprendi pesquisando a questão nestas duas décadas: onde existem mais armas, existem mais suicídios e homicídios

Por Tulio Kahn*, 

Passei a prestar atenção na questão das armas de fogo quando trabalhava no Ilanud (Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente), no final dos anos 1990, e a ONU (Organização das Nações Unidas) publicara um estudo internacional sugerindo que o Brasil era o país onde proporcionalmente mais se usava armas de fogo para cometer homicídios. (mais…)

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