Medo e controle em Angola

No primeiro dia do julgamento dos ativistas, nossas repórteres revelam como é estar na mira dos tentáculos invisíveis do governo angolano

por Eliza Capai, Natalia Viana, A Pública

Esta reportagem não deveria ser escrita. Foi o que nos alertou um membro da comunidade brasileira em Luanda alguns dias antes de deixarmos o país, no início de setembro. Estávamos em Angola havia mais de 20 dias. “Eu, se fosse vocês, não publicava o material que vocês gravaram. Pode deixar a nós que as ajudaram numa situação complicada.” Naquele mesmo sábado, segundo relatos, membros das forças de segurança nos procuravam pela quarta vez no local onde nos hospedávamos. De posse de cópias do nosso passaporte, queriam saber onde estávamos. Era mais um recado com o objetivo de impedir que publicássemos o que vimos e ouvimos no país africano, aonde viajamos para investigar o impacto das empresas brasileiras. (mais…)

Ler Mais

Em Defesa do Estado Laico, Contra a Intolerância Religiosa

12 entidades deram o primeiro passo para a constituição do Fórum de Defesa da Liberdade das Religiões de Matriz Africana, Afro-Brasileira e Ameríndia – FDL

Hamilton Pereira (Pedro Tierra), na Carta Maior

Ecoaram atabaques no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta sexta-feira 13 de novembro. Um momento histórico para a Casa e para a Capital do país. Doze entidades que organizam as expressões religiosas afro-brasileiras deram o primeiro passo formal para a constituição do FÓRUM DE DEFESA DA LIBERDADE DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA, AFRO-BRASILEIRA E AMERÍNDIA – FDL. A relevância desse momento, não reside apenas no aspecto de que se trata de um fato inédito. (mais…)

Ler Mais

“Meu olhar para esses senhores não é como antigamente: não tinha provado de tanta maldade”

Conheça Laurinda, 26 anos, acusada de tramar uma rebelião contra o governo angolano por participar de um grupo de estudos de um livro. Com seus amigos rappers, ela vai a julgamento a partir de hoje

por Eliza Capai, Natalia Viana – Agência Pública

Laurinda Gouveia é uma impressionante jovem que vive num pequeno quarto e sala em uma das favelas de Luanda, capital de Angola. Tem 26 anos. Está cursando o terceiro ano de Filosofia porque “queria ter um pensamento mais coerente sobre as coisas”. Desde 2011, ela é uma das pouquíssimas mulheres que frequentam as manifestações contra o presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 36 anos, e na vibrante cena rap em Luanda, onde jovens inspirados por grupos brasileiros como Racionais MCs discutem os problemas do país, um dos mais desiguais da África. Os protestos chegaram a atrair dezenas de pessoas em 2012, mas minguaram diante da estratégia meticulosa de repressão e terror seletivo do governo, que afetou não somente os jovens, mas também suas famílias. Foi o que aconteceu com ela. (mais…)

Ler Mais

Agressões domésticas alavancam crescimento da violência no Brasil. Entrevista especial com Julio Jacobo Waiselfisz

“A primeira questão é que violência doméstica não é patrimônio exclusivo das mulheres ou fato exclusivo das mulheres. Estão na mesma situação as crianças, os adolescentes, os jovens e os idosos”, destaca o sociólogo

Por Ricardo Machado – IHU On-Line

As mulheres seguem sendo um dos principais grupos que são vítimas de violência no Brasil. Dados do Mapa da Violência, divulgado na última semana, apontam que 55% dos homicídios praticados contra mulheres ocorrem dentro de casa, sendo que familiares diretos, como pai, marido, irmão, filho, namorado etc -, são responsáveis pela metade dos assassinatos. Tão grave quanto este dado é o perfil das vítimas, que não fica restrito ao público feminino. “A primeira questão é que violência doméstica não é patrimônio exclusivo das mulheres ou fato exclusivo das mulheres. Estão na mesma situação as crianças, os adolescentes, os jovens e os idosos”, avalia o pesquisador Julio Jacobo Waiselfizs, em entrevista por telefone à IHU On-Line. (mais…)

Ler Mais

Como governa Alckmin*

Edvan Costa é o nome do Professor que foi espancado pela PM de São Paulo, numa escola da zona sul, durante ‘ação’ policial determinada pelo governo para ‘desocupar’ o local. Segundo a Folha de São Paulo, ele foi depois levado algemado para o Hospital de M’Boi Mirim. (Tania Pacheco).

*

*Por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Palavras do professor Edivan (Professor espancado por policiais na ocupação de uma escola no Jardim Angela- São Paulo)

Não é o corpo que dói
Não são os braços marcados pelas algemas (mais…)

Ler Mais

Julgamento de presos políticos angolanos começa nesta segunda-feira

O advogado dos jovens acusados ainda não teve acesso ao processo e diz que o caso é uma “encenação” para “amedrontar” e “desviar a atenção dos problemas de Angola”. A acusação é de “prática de rebelião” e de “atentado ao Presidente da República”. Nesta segunda-feira, vai realizar-se, em Lisboa e noutras 15 cidades internacionais, uma leitura pública do livro que está na base da acusação.

Por Esquerda.net

Começa nesta segunda-feira, 16 de novembro de 2015, o julgamento das 17 pessoas acusadas em Angola de “prática de rebelião” e de “atentado ao Presidente da República”. As 17 pessoas acusadas são os 15 jovens presos políticos, entre os quais Luaty Beirão, e duas jovens que não estão presas. [veja quem são todos eles AQUI]. (mais…)

Ler Mais

O Rio teria a coragem de eleger prefeito alguém que bateu na mulher?, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Apenas um povo que se orgulha em ter a porrada como um de seus principais patrimônios imateriais, argamassa que dá liga à vida, alfa e ômega de suas relações sociais pode tolerar que alguém que tenha espancado a companheira sonhe em ser candidato a algum cargo público.

Se o secretário executivo de Coordenação de Governo do Rio, Pedro Paulo Carvalho, realmente sair para disputar a prefeitura da capital carioca, em 2016, mesmo com o escândalo envolvendo atos de violência doméstica contra sua ex-mulher, podemos mandar reinicializar o município, pois deu pau, tilt, travou tudo. Afinal, premiar esse tipo de coisa mostra que algo deu muito, muito errado. (mais…)

Ler Mais

Segundo Juristas, marco temporal de 1988 para terras indígenas é inconstitucional – [+ vídeo do Seminário]

Por Rafael Nakamura, em Centro de Trabalho Indigenista

Seminário “Direitos dos Povos Indígenas em Disputa no STF” reuniu juristas, antropólogos e lideranças indígenas no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP. Os juristas Dalmo Dallari e José Afonso da Silva, além da subprocuradora geral da República Deborah Duprat, apontam inconstitucionalidades na tese do marco temporal utilizada pela 2ª Turma do STF para anular demarcações de Terras Indígenas

Na tarde de terça-feira (10/11) juristas, antropólogos e lideranças indígenas estiveram reunidos no Salão Nobre da Faculdade de Direito (FD) da Universidade de São Paulo. O Seminário “Direitos dos Povos Indígenas em Disputa no STF” discutiu as recentes decisões da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulam demarcações de três Terras Indígenas (TIs): a TI Guyraroka (MS) dos povos Guarani e Kaiowá, a TI Limão Verde (MS) do povo Terena e a TI Porquinhos (MA) do povo CanelaApãnjekra. Entre os juristas, nomes como Dalmo de Abreu Dallari e José Afonso da Silva, ambos professores da FD da USP, além de Deborah Duprat, subprocuradora geral da República, foram unânimes em apontar inconstitucionalidades na tese do marco temporal utilizada para anular as demarcações. (mais…)

Ler Mais

Último acusado pela chacina de Unaí é condenado

Condenação de Hugo Soares Pimenta fecha um ciclo de impunidade que se arrastava por 12 anos. Condenado a 96 anos, teve a pena reduzida pela metade por acordo de delação premiada

MPF MG

Belo Horizonte – Condenado o último acusado pelo assassinato dos servidores do Ministério do Trabalho – três fiscais e um motorista – no dia 28 de janeiro de 2004. O empresário Hugo Soares Pimenta foi sentenciado a 96 anos de prisão, mas como fez delação premiada com Ministério Público Federal (MPF), teve a pena reduzida pela metade, totalizando 47 anos, 3 meses e 27 dias de reclusão. (mais…)

Ler Mais

Nota da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Assassinos de Cleomar estão livres! Farsa de “justiça” não durou nem um ano.

No último dia 03 de novembro, habeas corpus do STJ concedeu liberdade provisória para Marcos Ribeiro de Gusmão e Marco Aurélio da Cruz Silva, que estavam presos acusados pelo assassinato do Coordenador Político da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia, Cleomar Rodrigues de Almeida, ocorrido em 22 de outubro de 2014.

Se esta decisão por um lado causa revolta e indignação nos companheiros de Cleomar, nas massas e camponeses que por todo canto do Brasil levantam cartazes que proclamam CLEOMAR VIVE!, e nos camponeses, indígenas e quilombolas que lutam por terra e território e têm lideranças assassinadas por pistoleiros e agentes do Estado, por outro lado não é nenhuma surpresa! (mais…)

Ler Mais