MPF/SC consegue liminar para restringir a mineração no Morro de Maracajá

Na parte norte, a lavra e o corte de vegetação estão proibidos

MPF/SC

A Justiça Federal de Criciúma (SC) determinou, em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), a paralisação do avanço da lavra de diabásio na parte sul do Morro de Maracajá até a apresentação e aprovação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). A decisão liminar também proibiu a lavra e o corte de vegetação na parte norte. (mais…)

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MPF/RJ questiona descumprimento de obrigação pela CSN na proteção da Floresta da Cicuta

Empresa não cumpriu termo de compromisso firmado com o ICMBio, que previa a construção de sede na unidade de conservação

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) propôs ação judicial para garantir o cumprimento de acordo firmado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) que prevê a construção de uma sede administrativa para a área de relevante interesse ecológico (ARIE) Floresta da Cicuta, em Volta Redonda. O compromisso decorreu de projeto de expansão da Usina Presidente Vargas, que pertence à empresa. (mais…)

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Mineração na América Latina: neoextrativismo e lutas territoriais

Na próxima semana, nos dias 3 e 4 de agosto, será realizado em Belo Horizonte, o Seminário Mineração da América Latina: neoextrativismo e lutas territoriais. A urgência da questão também impulsionou um encontro no Vaticano com atingidos pela mineração em três continentes.

Fala Chico e UFMG, na CPT

O evento, que será realizado no Auditório Sônia Viegas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), irá debater temas como o conceito de extrativismo e as lutas territoriais nos países latino-americanos. O tema da mineração tem sido debatido constantemente por organizações e movimentos sociais que acompanham comunidades impactadas, bem como por redes ligas às Igrejas, como a Iglesias y Mineria. (mais…)

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Amazônia apodrece em lagos de novas hidrelétricas

Usina de Teles Pires descumpriu plano ambiental e alagou o reservatório com árvores dentro. Decomposição deve emitir grande quantidade de metano, gás do efeito estufa

Piero Locatelli, Repórter Brasil

A hidrelétrica de Teles Pires deve começar a gerar energia com árvores apodrecendo dentro do seu reservatório, construído na divisa entre o Mato Grosso e o Pará, na floresta Amazônica. Boiando sobre o lago criado pela usina, o entulho pode ser visto de longe. São galhos, lenhas e toras de madeira, entre elas castanheiras e árvores de mogno. O apodrecimento dessa vegetação deve levar à morte de peixes e ao aumento da emissão do gás metano, pelo menos vinte vezes mais nocivo ao efeito estufa do que o gás carbônico. Impacto desastroso para um empreendimento que se apresenta como “fonte [de energia] limpa, renovável e ambientalmente correta.” (mais…)

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Segurança alimentar é elo entre lutas do campo e da cidade

Por Eduardo Amorim, do Núcleo de Comunicação do Centro Sabiá, em ASA Brasil

O Ocupe Campo-Cidade foi realizado em abril de 2015 pelo Movimento Ocupe Estelita e por diversos movimentos e organizações do campo e da cidade. O protesto, de forma lúdica, tentou chamar atenção para questões que unem as lutas urbanas e rurais. Mas, afinal, o que une espaços tão diferentes de atuação política? (mais…)

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Belo Monte: modelo para aniquilar os povos tradicionais

É um método requintado, aprimorado durante a construção da terceira maior hidrelétrica do mundo, que atinge quase 40 mil pessoas em uma população original de 100 mil, caso da cidade de Altamira. São oito mil casas destruídas, sendo que cinco mil já foram abaixo. Parte da população, chamados de beiradeiros, porque vivem na beira do rio e trabalham dentro da floresta, é obrigada a optar: urbano ou rural. Escolhe qual situação vai aderir, ou fica sem nada. Esta a opção da terceirizada da Norte Energia S.A., a sociedade de propósito específico, responsável pela usina. O Instituto Socioambiental (ISA) elaborou um Dossiê sobre Belo Monte

Najar Tubino – Carta Maior / IHU On-Line

Por um motivo fundamental: em fevereiro desse ano, a empresa entrou com o pedido de Licença de Operação, o que praticamente encerra o poder de barganha da população atingida, de conseguir amenizar seu sofrimento. São 202 páginas abordando a questão em várias áreas – educação, saúde, Terras indígenas, Unidades de Conservação, condicionantes não cumpridas-, mas o principal são as Vozes do Xingu, em forma de depoimento de pessoas que participam diretamente da questão, como um defensor público, uma militante do SUS e uma conselheira tutelar. É a vida real em Altamira e região, contada detalhadamente. E não é uma história sobre o desenvolvimento e o progresso. É uma história de assombração, onde uma balsa destruidora percorre o rio Xingu atrás de moradias dos moradores nas ilhas e nos beiradões para derrubar. (mais…)

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Agrotóxicos: quem deve decidir seu uso?

Há farta produção científica e acadêmica indicando a correlação entre a exposição a agrotóxicos e o surgimento de doenças crônicas

Por Leomar Daroncho
Da Carta Maior / MST

Em meio à pressão e à urgência econômica pelo crescimento da produção agrícola, a sociedade brasileira precisa discutir um grave problema que ameaça tanto a presente quanto as futuras gerações: os agrotóxicos. Os dados disponíveis acerca do colossal volume utilizado, e suas consequências para a saúde pública, especialmente em Mato Grosso, recomendam que o tema seja enfrentado imediatamente. (mais…)

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Comunidades se mobilizam contra mineradora Anglo American

Moradores fecharam rodovia; eles acusam empresa de cometer abusos e exigem o reconhecimento dos direitos de atingidos

Por Geovane Assis da Rocha e Juliana Deprá Stelzer – Brasil de Fato

De Conceição do Mato Dentro (MG)

Cerca de 80 pessoas das comunidades Turco, Cabeceira do Turco, Água Quente, Sapo e Serra da Ferrugem, em Conceição do Mato Dentro, a 167 km de Belo Horizonte, fecharam o trecho da rodovia MG-010, entre Conceição e Alvorada de Minas, principal acesso à mina da Anglo American, na tarde de terça (28) e quarta (29). Elas reivindicam o reconhecimento das comunidades como atingidas pela mineração e denunciam violação de direitos como a perda de córregos e nascentes, rachaduras nas casas causadas pelo mineroduto, poluição do ar, intensos ruídos, aumento de alcoolismo, de violência e até casos de estupro. (mais…)

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