Mariana: desastres viram chance de ganhar dinheiro sobre o sofrimento, por Felipe Milanez

Quem sabe a próxima oportunidade para vampiros de desastres ecológicos será em Parauapebas, centro do projeto Carajás

Na Carta Capital

Tragédias ecológicas de proporções catastróficas, logo quando ocorrem, rompem o silêncio da mídia sobre situações de riscos que estavam marginalizadas e dão grande atenção aos espetáculos — sensacionalizando os aspectos macabros.

No caso da cobertura da catástrofe em Mariana, essa atenção da mídia tem sido parcial, baseada em informações prestadas pela Samarco, que se tornou inclusive a “sede” do governo de Minas para uma coletiva de imprensa. (mais…)

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Lama contaminada tem concentração de metais até 1.300.000% acima do normal

Quantidade alta de manganês pode provocar danos graves à saúde, alerta infectologista da USP

Enzo Menezes, do R7

O rompimento de duas barragens da Samarco em Mariana, na região central de Minas, começa a ganhar números que dão a dimensão da catástrofe ambiental. Amostras da enxurrada de lama que foram coletadas cerca de 300 km depois do distrito de Bento Rodrigues apontam concentrações absurdas de metais como ferro, manganês e alumínio. (mais…)

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Especialistas calculam que Vale terá de arcar com US$ 2 bilhões para despesas com tragédia em Mariana

IHU

O rompimento das barragens da Samarco em Mariana, já considerado o maior desastre ambiental de Minas Gerais, deverá fazer com que a Vale realize um provisionamento para arcar com as despesas que virão por conta do acidente. Especialistas consultados pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, acreditam que será necessário um provisionamento de ao menos US$ 2 bilhões para gastos que devem ocorrer ao longo dos próximos cinco anos, apesar de lembrarem que todos os impactos da tragédia ainda são difíceis de ser mensurados. A Vale controla a Samarco ao lado da australiana BHP Billinton, em uma joint venture.

A reportagem é de Fernanda Guimarães, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, 12-11-2015. (mais…)

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Onda de lama: liminar obriga Samarco e poder público a adotarem medidas emergenciais no ES

Medida cautelar foi proposta pelo MPF/ES e pelo MPES. Samarco, autarquias municipais de saneamento e Iema são alvo das ações

MPF/ES

O Ministério Público Federal (MPF/ES) e o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) obtiveram decisão liminar que obriga a Samarco Mineração, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear) e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Baixo Guandu (SAAE) a adotarem uma série de ações visando à produção e à conservação das provas necessárias para reparação pelos danos ambientais e danos morais coletivos causados no Estado por conta do rompimento das barragens de Fundão e de Santarém, ambas de responsabilidade da Samarco, localizadas em Mariana e Ouro Preto, Minas Gerais. (mais…)

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MPF vê displicência de Vale e BHP por desastre e pode denunciá-las

Por Anthony Boadle, na Reuters

A brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, sócias em partes iguais na mineradora Samarco, responsável pelas barragens que se romperam em Minas Gerais na semana passada, foram descuidadas na prevenção do acidente e desinteressadas em relação às vítimas, e podem ser denunciadas civil e criminalmente, afirmou nesta quinta-feira uma integrante do Ministério Público Federal.

“A cada passo da investigação se vê que as duas empresas, a Vale e a BHP, foram totalmente displicentes na prevenção, demonstraram que não tinham qualquer plano de ação para o caso de um desastre e não tinham nenhum sistema de alarme”, afirmou a subprocuradora-geral da República Sandra Cureau, na abertura de um seminário que sobre mineração em Brasília, na sede da Procuradoria Geral da República. (mais…)

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Quem é o dono da lama?

Por Vinicius Torres Freire, na Folha de São Paulo

A Vale declarou ao mundo que é “mera acionista” da Samarco, dona das barragens que ruíram. A ruína largou uma torrente de lama suja que matou provavelmente 27 pessoas, destruiu vilas e desgraça vidas e comunidades no caminho de Minas ao mar.

Não se sabe a causa da ruína. Mas ficou evidente que, na prática, ninguém ligava para os horrores que escorreriam com a lama mortífera. Não havia plano de avisar do desastre, de atenuá-lo. A destruição prossegue, sem limite. (mais…)

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Daqui a nada: um olhar sobre a cooperação e os investimentos brasileiros no Corredor de Nacala

por Mariana Santarelli, em Buala

Quando se trata de investimentos e cooperação brasileira na África, é impossível não ouvir falar do Corredor de Nacala, em Moçambique. É lá que estão duas das maiores empreitadas internacionais do país no campo da mineração e da cooperação para o desenvolvimento. A companhia Vale está presente na região desde 2004, explorando uma das maiores reservas de carvão de alta qualidade do mundo, a mina de Moatize. Ela é também sócia majoritária da Corredor Logístico Integrado de Nacala S.A, concessionária criada em 2012, responsável pela operação dos trens e do terminal portuário. O Corredor é também palco de um polêmico projeto de cooperação trilateral, o ProSavana, do qual participam Brasil e Japão, e que tem como objetivo a modernização da agricultura na região. Este Corredor, que desde o período colonial exerce um importante papel no transporte de recursos naturais e abastecimento alimentar, já conta com ferrovia e porto, e tem se tornado, cada vez mais, alvo de investimentos internacionais para melhorias em infraestrutura. (mais…)

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Da lama ao caos: o País que não queremos, por Maurício Guetta

Tragédia ambiental em Mariana (MG) acontece justamente no momento em que governo e poder econômico pressionam pela flexibilização das regras do licenciamento ambiental, que pretendem evitar desastres como esse. Leia artigo de opinião de Maurício Guetta, advogado do ISA

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A tragédia do rompimento das barragens de rejeitos de mineração da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela australiana BHP Billiton, deixa exposta a ferida brasileira sobre os descaminhos políticos que vivemos, principalmente em relação a questões socioambientais. (mais…)

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Coletiva de Imprensa reafirma parceria entre o MAB e a Arquidiocese de Mariana‏

MAB

Em coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira, 9 de novembro, o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou que a Arquidiocese está ao lado dos atingidos pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém. “A Arquidiocese tomou essa iniciativa, porque a Igreja não pode estar ausente em um momento como esse”, disse Dom Geraldo. (mais…)

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Urgente: Acesso a Bento Rodrigues é totalmente fechado por risco de rompimento de outra barragem

Segundo o tenente Sebastião Nogueira, da PM, a zona de segurança foi ampliada de três para dez quilômetros, pois “barragem Germano trincou e há risco de rompimento” [Nota deste blog: Germano contém mais toneladas de rejeitos que as duas que ‘romperam’ juntas. TP.]

Por João Henrique do Vale, Valquiria Lopes e Pedro Ferreira, no Estado de Minas

O medo de uma nova tragédia em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, voltou à tona na manhã desta quarta-feira. A área de Bento Rodrigues, a mais atingida pela lama que desceu das duas minas da Samarco, está condenada e o acesso ao distrito foi completamente bloqueado por policiais militares. Segundo o tenente Sebastião Nogueira, do Batalhão de Choque da 3ª Companhia de Missões Especiais de Lagoa Santa, a zona de segurança foi aumentada de três para dez quilômetros, pois “a barragem Germano trincou e há risco de rompimento”. A Samarco informou que faz obras para dar mais estabilidade à mina. Diante do problema, o Corpo de Bombeiros mudou estratégia das buscas por causa dos riscos. (mais…)

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