A ausência no relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV) de referência ao cemitério de Perus, localizado na zona noroeste da capital paulista, e usado durante a ditadura para enterrar em segredo inimigos assassinados e outras vítimas de violência do Estado, foi criticada por ex-presos políticos e por membros da Comissão Estadual da Verdade – Rubens Paiva (CEV). (mais…)
memória
Relatório da CNV: sócios alemães pedem que Siemens explique envolvimento com ditadura brasileira
Em reunião anual de prestação de contas, grupo de acionistas pediu que a multinacional explicasse informação da CNV de que Siemens financiou Oban
Felipe Amorim – Opera Mundi
Durante a reunião anual de prestação de contas da multinacional alemã Siemens, em Munique, um grupo de acionistas minoritários questionou a empresa por seu envolvimento com a ditadura militar brasileira (1964-1985). Ao exigir esclarecimentos, a Associação de Acionistas Críticos fez uso do relatório final da CNV (Comissão Nacional da Verdade), que cita a Siemens como uma das financiadoras da Oban (Operação Bandeirante), órgão da repressão que mais tarde daria origem ao DOI-Codi — o principal centro de tortura e morte do regime militar. (mais…)
Comissão da Verdade não buscava investigar, mas sistematizar. Entrevista especial com José Carlos Moreira da Silva Filho
“O fato de a Comissão da Verdade ter encontrado apenas dois dos desaparecidos políticos deixa isso claro: ela não é um ponto final, mas de partida”, pontua o Conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
Por Andriolli Costa e Patricia Fachin – IHU On-Line
Em dezembro de 2014, após um trabalho de dois anos e meio, a Comissão Nacional da Verdade entregou seu relatório final à Presidência da República, que compila informações, depoimentos e considerações referentes aos 21 anos de estado de exceção ao qual a sociedade brasileira foi submetida durante o governo ditatorial. Além do texto, os comissionados apresentaram ainda 29 recomendações, que incluem a responsabilização criminal dos responsáveis por práticas de violência e tortura utilizando o aparato do Estado, a desmilitarização da polícia e a revisão da Lei da Anistiade 1979 — reiterada pelo STF em 2010. (mais…)
MPF denuncia militares por homicídios durante a Guerrilha do Araguaia
Lício Maciel é acusado de três assassinatos e ocultação de cadáveres. Sebastião Curió também é acusado de ocultação de corpos
O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça nesta quarta-feira, 28 de janeiro, com ação penal contra dois militares da reserva do Exército por crimes ocorridos durante a Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência à ditadura militar. (mais…)
Herói da Pátria Brasileira, Sepé Tiaraju é homenageado em sua Semana
Sepé Tiraju, líder guarani, deu a vida para defender as terras do povo nativo gaúcho, virou mito, foi canonizado pela vontade popular, é reconhecido oficialmente como “herói guarani missioneiro rio-grandense” pela Lei nº 12.366 do Estado do Rio Grande do Sul e Herói da Pátria Brasileira pela lei Federal 12.032/09, mas é ignorado pelo brasileiro e rio-grandense.
No sentido de conscientizar a sociedade gaúcha e brasileira sobre a existência de um único herói brasileiro no Rio Grande do Sul, entre 1º e 7 de fevereiro de 2015, em comemoração aos 259 anos da sua morte estarão ocorrendo uma série de eventos no território gaúcho. Entre 1609 e 1768 ocorreu uma das principais histórias do mundo em nosso território latino-americano, reconhecida pela UNESCO, como uma “experiência única na Humanidade”. Visitantes do mundo todo vêm em busca dos fatos que encantaram filósofos dos anos 1600, 1700 e 1800, todavia, a própria sociedade que construiu o processo histórico ainda mantem-se de olhos fechados para os acontecimentos aqui ocorridos. (mais…)
Doutrina de guerra francesa inspirou tortura da ditadura brasileira, diz jornalista
Em livro sobre o DOI-Codi, Marcelo Godoy aponta como brasileiros importaram da França táticas de combate contra vietnamitas na Indochina e argelinos da Frente de Libertação Nacional
A Oban (Operação Bandeirante), que mais tarde originou o DOI-Codi — principal centro de tortura e morte durante a ditadura militar (1964- 1985) —, foi influenciada por estratégias de guerra francesas, chamada de Doutrina da Guerra Revolucionária. No livro A Casa da Vovó: uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar (Alameda, 612 págs, R$ 69), o jornalista Marcelo Godoy explica como essa tática de enfrentamento a opositores chegou ao Exército brasileiro. (mais…)
Fordlândia (2008)
Sobre Fordlândia, que o MPF no Pará está lutando para que seja reconhecida como integrante do Patrimônio Histórico Nacional, veja abaixo o documentário de Marinho Andrade e Daniel Augusto, de 2008. (mais…)
Procurador prevê ‘desastre’ se Brasil não punir torturadores
Por Roldão Arruda, Estadão
Para o procurador da República Marlon Weichert, o sistema interamericano de direitos humanos ficará ameaçado se os responsáveis por crimes como tortura e desaparecimento forçado, apontados no relatório da Comissão da Verdade, não forem punidos. Ele diz que os juízes desconhecem os avanços na internacionalização dos direitos humanos
Depende do Judiciário o cumprimento de uma das principais recomendações feitas no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, para que o Estado brasileiro responsabilize os agentes públicos envolvidos com as graves violações de direitos humanos ocorridas na ditadura. Até agora os juízes têm sido bastante refratários à ideia. (mais…)
Ditadura e violação dos direitos dos povos indígenas do Brasil: entrevista com Marcelo Zelic
Diretor do Grupo Tortura Nunca Mais faz um balanço do relatório da Comissão Nacional da Verdade
O Amazônia Brasileira desta quinta-feira (15) recebe Marcelo Zelic, Diretor do Grupo Tortura Nunca Mais. Ele faz um balanço do resultado da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em particular no que diz respeito à violação dos direitos dos povos indígenas do Brasil que foram afetados diretamente, e em todo o país, pelas consequências da ditadura no país. (mais…)
Você sabe o que quer dizer “aperreado”?
Cynara Menezes – Socialista Morena
“Estou aperreado”. “Não me aperreie, menino!”. Quem, no Nordeste, nunca ouviu uma frase assim? Usar “aperreado”, “aperreio”, no sentido de estar chateado, incomodado, em uma situação difícil, faz parte do vocabulário corrente dos nordestinos. Mas de onde é que vem essa palavra, afinal?
Aperreado vem de perro, que, em espanhol, significa cachorro. Aperreamiento (aperreamento, em português), portanto, significa literalmente ser alvo de cães. A palavra surgiu da prática comum entre os conquistadores da América de atiçar cães ferozes contra os nativos para os amedrontar e, em muitos casos, os devorar. Aperreado não é sinônimo de “agoniado”, “aflito”, mas de “dilacerado ou comido por cães”. Não é chocante? (mais…)

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