O crime perfeito da ditadura

Em São Paulo, ossadas do Cemitério de Perus se deterioram à espera de identificação

por Marcelo Pellegrini, Carta Capital

Meu pai foi morto pela ditadura e estava enterrado em Perus.” O depoimento do professor de Educação Física Grenaldo da Silva Mesut é apenas um entre tantos de familiares dos 42 desaparecidos políticos que podiam estar enterrados no cemitério em São Paulo, usado para a desova de vítimas da repressão.

Descoberta em 1990 na gestão da então prefeita Luiza Erundina, a vala clandestina continha 1.049 ossadas, todas sem identificação. Entre os esqueletos sem identificação estão desaparecidos políticos, vítimas do Esquadrão da Morte e crianças mortas após um surto de meningite atingir São Paulo no início dos anos 1970, epidemia abafada pela ditadura. (mais…)

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Reunidos em homenagem a Sepé Tiaraju, povo Guarani Mbya reafirma sua força na luta pela terra sem males

Cimi Regional Sul

Carta aberta do povo Guarani Mbya!

Em memória dos 259 anos da morte de Sepé Tiaraju o Povo Mbya reafirma sua força na luta pela terra sem males!

Nós, filhos e filhas do povo Mbya Guarani, representantes de mais de 25 aldeias que se encontram espalhadas por todo estado do Rio Grande do Sul, estivemos reunidos entre os dias 05 e 07 de fevereiro de 2015 na cidade de São Gabriel/RS para celebrar o 9º encontro em memória da morte de nosso grande líder Sepé Tiaraju e os mais de 1500 guerreiros massacrados pelos exércitos da Espanha e Portugal no dia 10 de fevereiro do ano de 1756. (mais…)

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Justiça Militar e Corte Interamericana discutem direitos humanos na ditadura

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil 

Dois meses após a apresentação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), com críticas à atuação do Superior Tribunal Militar (STM) durante os anos de ditadura militar no Brasil, a Justiça Militar da União deu início hoje (9), em Brasília, ao primeiro encontro com membros da comissão e da Corte Interamericana de Direitos Humanos. No encontro, que vai até amanhã (10), será debatido o papel das justiças militares no Sistema Interamericano de Direitos Humanos. (mais…)

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Comissão da Verdade: a vez da pressão social

Do Observatório da Sociedade Civil / Canal Ibase

A Comissão Nacional da Verdade apresentou em dezembro seu relatório final, com o resultado de dois anos de trabalho resgatando fatos e dados sobre a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Em entrevista ao Observatório da Sociedade Civil, Anivaldo Padilha, membro da Comissão, afirma a importância política do relatório e destaca o papel da sociedade civil organizada como fundamental para a próxima fase. Segundo Padilha, a criação da Comissão Nacional da Verdade impulsionou uma ampla discussão e movimentação para levantamento de dados sobre a ditadura. Algo que, devido ao curto período de tempo, a Comissão Nacional não seria capaz de realizar sozinha. (mais…)

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O passado investigado pela CNV pode ajudar o futuro

O relatório da Comissão Nacional da Verdade causou reações extremadas. Mas suas recomendações apontam para consolidação da democracia e de novas informações sobre a história do país

Por Vitor Nuzzi, RBA

Longe de propor uma volta ao passado, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), apresentado em dezembro, pode ser visto como uma tentativa de aumentar a compreensão da sociedade para um período histórico e, quem sabe, mudar comportamentos, já que o cotidiano, embora sob um ambiente democrático, ainda produz discriminação, desaparecidos e torturados. “Quase tudo já era conhecido. O importante é ser uma comissão oficial do Estado, uma coisa sem precedentes na nossa história. A verdade e a memória viraram um direito”, diz o deputado Nilmário Miranda, ex-secretário de Direitos Humanos. (mais…)

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OAB cria Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

Resgatar a história da população negra no Brasil, inclusive as atrocidades cometidas à época da escravatura, para fazer sugestões de políticas públicas e ações afirmativas para construir uma igualdade plena no pais. Esse é o objetivo da Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra criada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados Brasil (OAB). (mais…)

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MPF vai intensificar ações contra militares citados em relatório sobre a ditadura

Relatório apresentou uma lista com 377 nomes de pessoas que seriam responsáveis por crimes

Estadão

O MPF (Ministério Público Federal) vai intensificar as investigações criminais e a apresentação de ações penais contra agentes de Estado que teriam cometido crimes no período da ditadura (1964-1985). A decisão foi tomada nesta semana, durante uma reunião dos grupos de trabalho Justiça de Transição, Memória e Verdade e Violação aos Direitos dos Povos Indígenas, para avaliar o relatório da Comissão Nacional da Verdade. (mais…)

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Porto, Porta de Entrada do Rio, Parte II: A Apropriação e Despolitização da Memória Negra

Essa é a segunda parte de uma série de quatro artigos sobre a Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Por Eduarda Araujo, em RioOnWatch

Como vimos no primeiro artigo desta série, a Zona Portuária foi continuamente moldada por projetos urbanísticos que construíam uma cidade fundamentada na exploração do trabalho negro, e que ao mesmo tempo reafirmavam o não-pertencimento dessa população às suas áreas privilegiadas através das práticas governamentais de remoção e extermínio, presentes até os dias de hoje. A Zona Portuária e a sua população negra, alvo tanto de remoções (quando classificados como “invasores”) quanto de extermínio (quando classificados como “criminosos”, “traficantes”, etc.) podem nos ajudar a entender essa cidade em que a população negra é marginalizada e exterminada, mas que tem certos elementos de sua cultura utilizados como fontes de atração da indústria turística. Afinal de contas, como explicar uma região onde o circuito da Herança Africana se tornou um dos maiores atrativos turísticos, mas onde, ao mesmo tempo, as ocupações urbanas, com uma maioria de habitantes negros e negras, foram removidas ou despejadas? (mais…)

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