Em São Paulo, ossadas do Cemitério de Perus se deterioram à espera de identificação
por Marcelo Pellegrini, Carta Capital
Meu pai foi morto pela ditadura e estava enterrado em Perus.” O depoimento do professor de Educação Física Grenaldo da Silva Mesut é apenas um entre tantos de familiares dos 42 desaparecidos políticos que podiam estar enterrados no cemitério em São Paulo, usado para a desova de vítimas da repressão.
Descoberta em 1990 na gestão da então prefeita Luiza Erundina, a vala clandestina continha 1.049 ossadas, todas sem identificação. Entre os esqueletos sem identificação estão desaparecidos políticos, vítimas do Esquadrão da Morte e crianças mortas após um surto de meningite atingir São Paulo no início dos anos 1970, epidemia abafada pela ditadura. (mais…)

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