No Dia de Combate à Intolerância Religiosa, líderes alertam sobre discriminação

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Em outubro de 1999, o jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, em publicação com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente e seu terreiro, depredado por integrantes de outro segmento religioso. Mãe Gilda morreu em 21 de janeiro de 2000, vítima de um infarto. Para combater atitudes descriminatórias e prestar homenagem a Mãe Gilda, foi instituído, em 27 de dezembro de 2007, pela Lei 11.635, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado hoje (21). (mais…)

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A inclusão devia estar no ADN de todos os jornalistas

Por Margarida David Cardoso, em SOS Racismo

O jornalismo inclusivo é aquele que ouve todas as personagens envolvidas, não descriminando sexo, idade, etnia ou condição social. O JUP colocou o tema em debate e ouvir as opiniões das jornalistas Ana Cristina Pereira e Vanessa Ribeiro Rodrigues, e de Nuno Silva, da SOS Racismo.

O jornalismo inclusivo é a prática da atividade informativa que não exclui qualquer fonte, acontecimento ou perspetiva. É o jornalismo que ouve todas as personagens envolvidas, não descriminando sexo, idade, etnia ou condição social. É a prática do jornalismo humano em estado puro. (mais…)

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Capitalismo real: Em 2016, 1% da população mundial terá mais que o resto

Diário Liberdade

São previsões da organização não governamental Oxfam Intermón no seu relatório “Riqueza: ter tudo e querer mais”. O estudo sai à luz antes da próxima reunião anual do Forum Econômico de Davos, que reúne a elite econômica mundial nessa cidade suíça.

Os dados e previsões difundidos por Oxfam são contundentes: daqui a um ano, o aumento das desigualdades levará o mundo capitalista atual a que 1% das pessoas mais ricas tenham maior riqueza do que as restantes 7.000 milhões de habitantes do planeta. (mais…)

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Muçulmano com tarjas racistas

França: República da Islamofobia

“Na França contemporânea, a palavra “imigrante” carrega uma série de preconceitos raciais implícitos contra a população francesa norte-africana e seus descendentes (…) A oposição entre valores republicanos e muçulmanos fixada por atores em todo o espectro político serve para legitimar o preconceito na sociedade como um todo. Assim, com a colusão dos principais partidos, a Frente Nacional alcançou seu principal objetivo numa estratégia de acentuar diferenças culturais, não raciais: o racismo ganhou respeitabilidade!”

Por Jim Wolfreys, em Blog do Liberato*

Em março de 2014, um partido abertamente racista, com raízes profundas na tradição fascista francesa, a Frente Nacional (fr. Front National – FN), foi eleito para uma dúzia de governos locais. Dois meses depois, ganhou mais assentos que qualquer outro partido nas eleições europeias, com ¼ dos votos totais. Pesquisas de opinião em 2014 até identificaram a líder desse partido, Marine Le Pen, como a figura com mais altas probabilidades de ser eleita nas eleições presidenciais de 2017. Le Pen já prometeu pôr as mesquitas sob vigilância, gravar telefonemas de “proselitistas” e banir de todos os serviços e prédios públicos todos os símbolos religiosos “ostensivos”. Comparou a visão de muçulmanos rezando nas ruas à ocupação nazista na França e prometeu “pôr de joelhos” a “gangrena” ou o “fascismo verde” do Islã radical. (mais…)

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Camarotização: por que o brasileiro gosta tanto de segregar o espaço?

Para especialista, o acesso das camadas mais populares ao que antes era exclusivo da elite fez com que o racismo e discriminação “saíssem do armário”

Marian Rossi, El País Brasil

Camarotização. A gourmetização do espaço. A palavra ganhou força na última semana depois de aparecer no tema da redação do vestibular da USP, o mais concorrido do país, mas já faz tempo que o camarote faz sucesso ao prometer fazer do cidadão um ser diferenciado – para usar uma palavra cara ao público adepto. (mais…)

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“Havia quem me indicasse o elevador de serviço”, lembra ex-ministra negra de época em que viveu no RS

Por Jones Lopes da Silva, do ZH Notícias/Geledés

A gaúcha Luiza Bairros, 61 anos, desde 2011 ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), órgão ligado à Presidência da República, deu lugar à pedagoga e antropóloga mineira Nilma Lino Gomes na recente renovação do ministério de Dilma Rousseff. Aqui, Luiza fala da época em que viveu em Porto Alegre até se formar em Administração Pública e de Empresas pela UFRGS. Sua família era da antiga Colônia Africana, um reduto negro que se desfez por volta dos anos 1940 para dar lugar ao bairro Rio Branco. Em 1979, ela adotou Salvador e perdeu contato com a terra natal. O pouco que recorda do Sul são os códigos de condutas que a convidavam a subir pelo elevador de serviço quando visitava colegas da escola.

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Ao pedir pena de morte para tráfico de drogas, matamos junto a civilização, por Leonardo Sakamoto

por Leonardo Sakamoto

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado, na manhã de domingo, na Indonésia, 15h30 deste sábado (17), no Brasil, por ter sido condenado por tráfico de drogas. Ele tentou entrar no país, em 2003, com 13,4 kg de cocaína em tubos de uma asa-delta.

Muita gente nas redes sociais está louvando a atitude do governo indonésio, tuitando e postando que o traficante brasileiro teve o que mereceu e pedindo para que a lei mude no Brasil a fim de que a pena de morte passe a valer para casos penais comuns (ela persiste apenas em tempos de guerra) e salvar as “pessoas de bem” do caos. (mais…)

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Força Aérea lista “tendências homossexuais” em questionário patológico

Em questionário aplicado a médicos aspirantes a oficiais, o Centro de Medicina Aeroespacial coloca “tendências homossexuais” ao lado de doenças como hipertensão e deformidade

por Marcelo Pellegrini, Carta Capital

Na mesma semana em que o Exército brasileiro criticou o projeto de lei que criminaliza a homofobia pelos “reflexos indesejados” que a proposta traria, CartaCapital teve acesso a um questionário patológico do Centro de Medicina Aeroespacial, ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), que lista “tendências homossexuais” como doença.

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Brasileira muçulmana é atacada com pedrada em São Paulo

Pernambucana foi atingida na perna enquanto andava na rua

Por Leonardo Vieira, O Globo

O cotidiano da muçulmana S.G. (o nome está sendo mantido em sigilo porque ela recebeu ameaças após a publicação da matéria) não tem sido fácil. Nos últimos quatro anos, enquanto caminhava pelas ruas, já enfrentou golpes guardas-chuvas de idosos, puxões de seu véu por pedestres em ponto de ônibus, jatos de água e até agressões físicas por parte de pessoas que não a queriam por perto. Após o atentado ao periódico francês Charlie Hebdo, ela voltou a ser alvo de agressão explícita: S. recebeu uma pedrada que, por sorte, apenas atingiu sua perna. Seu agressor ainda gritou “muçulmana maldita” antes de fugir sem que pudesse ser identificado. (mais…)

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Ativistas querem criar 1ª escola gay do Reino Unido para proteger vítimas de homofobia

Intenção é abrir 40 salas em três anos para ‘salvar vidas’; críticos argumentam que medida gera segregação e não resolve problema

por Opera Mundi

Para proteger crianças vítimas de homofobia, um grupo de defesa dos direitos homossexuais anunciou hoje (16) a intenção de abrir, dentro de três anos, a primeira escola do Reino Unido para alunos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

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