O Racismo é um tabu em Portugal, entrevista a Mamadou Bâ

O SOS Racismo Portugal luta contra o racismo através de interpelações políticas e civis. Esta conversa parte de um encontro em Lisboa com Mamadou Bâ, membro da direção nacional da associação

por Maud de la Chapelle – Buala

Pode resumir-nos a história das imigrações em Portugal?

Portugal, historicamenente, é mais um país de emigração do que de imigração, exceto entre 1996 e 2005. Nessa época, grandes obras públicas obrigam Portugal a apelar à mão-de-obra estrangeira. As regularizações em massa, a partir de 1993, atraem africanos de outros países da Europa. A partir de 2005, com a crise, Portugal deixa outra vez de ser um país de imigração. Os migrantes vêm dos PALOP, do Senegal, da Guiné, do Brasil e da Europa de leste. (mais…)

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Cuando la tierra es de ellas

Por primera vez en la historia de Guinea Bissau, 320 mujeres son propietarias de los terrenos que cultivan. El proyecto, puesto en marcha por una ONG española y su socia local, ha sido premiado por las Naciones Unidas

Lucia Villa – Público

MADRID. -Djenabu Diamanca ha hecho historia. Desde una pequeña aldea en la región de Gabú, al noreste de Guinea Bissau, cultiva una tierra que por primera vez lleva nombre de mujer: el suyo y el de otras 319 propietarias, las primeras y las únicas en todo el país con derechos sobre los terrenos en los que trabajan. (mais…)

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Porto, Porta de Entrada do Rio, Parte II: A Apropriação e Despolitização da Memória Negra

Essa é a segunda parte de uma série de quatro artigos sobre a Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Por Eduarda Araujo, em RioOnWatch

Como vimos no primeiro artigo desta série, a Zona Portuária foi continuamente moldada por projetos urbanísticos que construíam uma cidade fundamentada na exploração do trabalho negro, e que ao mesmo tempo reafirmavam o não-pertencimento dessa população às suas áreas privilegiadas através das práticas governamentais de remoção e extermínio, presentes até os dias de hoje. A Zona Portuária e a sua população negra, alvo tanto de remoções (quando classificados como “invasores”) quanto de extermínio (quando classificados como “criminosos”, “traficantes”, etc.) podem nos ajudar a entender essa cidade em que a população negra é marginalizada e exterminada, mas que tem certos elementos de sua cultura utilizados como fontes de atração da indústria turística. Afinal de contas, como explicar uma região onde o circuito da Herança Africana se tornou um dos maiores atrativos turísticos, mas onde, ao mesmo tempo, as ocupações urbanas, com uma maioria de habitantes negros e negras, foram removidas ou despejadas? (mais…)

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Discriminar trabalhador indígena gera dano moral individual, não só coletivo

Revista Consultor Jurídico

Uma transportadora de cargas da região de Farroupilha, na serra gaúcha, deve pagar R$ 10 mil a um indígena que trabalhou sem registro em carteira de trabalho nem outros direitos trabalhistas, enquanto outros colegas não índios recebiam os benefícios. Para a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), a conduta discriminatória é “evidente” e dispensa a prova do abalo sofrido pelo empregado. (mais…)

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Crianças e jovens indígenas pedem uma educação que preserve sua cultura

Depois de muitas denúncias de bullying, os pequenos indígenas, que atualmente dividem uma escola com ‘brancos’, evitam ir ao local com seus adereços típicos

Nelson Brilhante – A Crítica

Aproxima-se mais um ano letivo da rede municipal de ensino e, com ele, uma velha preocupação para os pais de 21 crianças e adolescentes da etnia Karapanã, que moram às margens do rio Tarumã-açu, Zona Metropolitana de Manaus. (mais…)

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Mãe negra, criança negra: identidade e transformação

Desde os relacionamentos que geram uma gravidez até o momento do parto, muitas questões sociais se entrelaçam, na maioria das vezes revelando as mais diversas faces do racismo brasileiro

Por Jarid Arraes* – População Negra e Saúde

Ana Beatriz da Silva, conhecida como Bia Onça, geógrafa, é mãe do pequeno Malcolm Akins, de quase três anos. O nome do filho, inspirado em um grande ícone da luta negra nos Estados Unidos – Malcolm X – também traz no registro o significado “valente, corajoso”, marcado pelo Akins de origem egípcia. A escolha do nome revela a maternidade politizada e consciente do seu papel transformador, que do próprio nome escolhido para o filho já começa a enfrentar os indícios de uma sociedade racista e eurocêntrica: Onça levou o filho bebê para ser vacinado no posto de saúde do seu bairro, entregou o cartão de vacinação da criança e esperou sua vez de ser chamada. No entanto, foi surpreendida com o deboche da enfermeira, que criticou o nome do menino na frente de todos. Apesar do ato não ter passado em branco, Onça deixa evidente que entendeu o episódio como um caso de racismo – e por isso não se calou. (mais…)

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“Nossa luta contra a transfobia não se resume a um único dia de visibilidade”, diz Indianara Siqueira

Ativista do grupo TransRevolução fala sobre preconceitos e a luta pela visibilidade das travestis e transexuais frente ao Estado e à sociedade

Por Camila Marins, no Brasil de Fato

29 de janeiro é dia Nacional da Visibilidade Trans. Quantas pessoas transexuais e travestis você conhece que estão no mercado de trabalho, nas universidades e nos espaços de disputa política? Podemos contar nos dedos, pois, a invisibilidade às pessoas trans na sociedade é afirmada pelos vários aparelhos de Estado. (mais…)

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CBV repudia racismo contra Fabiana e elogia atitude do Minas

No Estadão

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) emitiu nota nesta quinta-feira para repudiar os atos de racismo contra a centra Fabiana, capitã da seleção feminina de vôlei, em partida do Sesi, clube dela, contra o Minas Tênis Clube, na casa do clube belo-horizontino. No texto, a CBV afirma que se solidariza com a jogadora e oferece a ela “total apoio. (mais…)

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Violência contra população LGBT será registrada por hospitais

Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil

Uma alteração na ficha que faz notificações de casos de violência, que chegam a todos os hospitais públicos e particulares do país, vai ajudar a recolher dados sobre agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). O anúncio foi feito hoje (29) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante assinatura de uma portaria que cria comissão interministerial para combater a violência contra essa população. (mais…)

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