PRR2 quer que professor da UFES seja julgado por racismo

MPF/ES

O Ministério Público Federal (MPF) expediu parecer ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ/ES) opinando que o professor Manoel Luiz Malaguti deve ser julgado por suas declarações discriminatórias contra os negros numa aula na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e confirmadas em entrevista à TV Gazeta, em novembro. O juiz da 2ª Vara Federal Criminal do Espírito Santo, em Vitória, rejeitou a denúncia sem abrir processo, alegando que ele não cometera um crime.

No parecer, a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) se manifestou favorável ao recurso do MPF/ES contra a decisão de primeira instância. Três argumentos do juiz para não julgar o professor foram rebatidos: a PRR2 atestou que ele induziu e incitou ao preconceito, crime com pena de um a três anos de reclusão e multa (Lei 7.716/89, art. 20); demonstrou que a criminalização do discurso de ódio prevalece sobre a garantia constitucional da liberdade de expressão; e verificou que há indícios suficientes de “dolo racista”. (mais…)

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Da senzala à privatização dos presídios

Siro Darlan*, Jornal do Brasil

A terceira população de encarcerados do planeta tem cor e idade: São jovens entre 18 e 28 anos de cor negra e sem instrução. Logo, é fácil notar que são os filhos da escravidão mais longeva da história. Os escravocratas não se dão por vencidos e aguardam para dar o seu troco.

Tomaram conta do sistema de comunicação do Brasil para manter a grande maioria na ignorância de uma mídia monopolizada que faz a cabeça de grande parte da população par manter as condições de desigualdades sociais e financeiras inalterados. O sistema financeiro, por seu turno cria sua rede de dependências mantendo juros extorsivos e apodera-se das finanças do país a ponto de ser o único segmento que mantém e ainda aumenta seus lucros em tempo de crise econômica. (mais…)

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“Câmara aprova em 2º turno redução da maioridade penal em crimes graves”

Proposta reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos – como estupro e latrocínio – e também para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Debate sobre o tema foi acirrado ao longo do ano.

Eduardo Piovesan e Carol Siqueira, Agência Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição 171/93, que diminui a maioridade penal de 18 para 16 anos em alguns casos. A proposta obteve 320 votos a favor e 152 contra. A matéria será enviada ao Senado. (mais…)

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Seminário “A Reforma da Justiça no Brasil: uma década de desafios e conquistas em uma perspectiva latino-americana”, de 17 a 19/11

Fórum Justiça

O Seminário “A Reforma da Justiça no Brasil: uma década de desafios e conquistas em uma perspectiva latino-americana” ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2015, das 9:00h às 19:00h, na  Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, situada na Rua São Francisco Xavier, 524, 7º andar – Maracanã, Rio de Janeiro – RJ. (mais…)

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Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados no Rio em dois anos

Da Agência Brasil

Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados pelo Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (Ceplir) no estado do Rio de Janeiro, em dois anos e meio. Entre julho de 2012 e dezembro de 2014, foram registradas 948 queixas. As denúncias envolvendo intolerância contra religiões afro-brasileiras totalizaram 71% dos casos. (mais…)

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Câmara pode votar em segundo turno PEC da redução da maioridade penal nesta terça-feira

Livia Francez, Século Diário

A Câmara dos Deputados pode votar, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 nesta terça-feira (18), em sessão extraordinária. A matéria deve conter destaques supressivos propondo a retirada de trechos do texto. A PEC reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. (mais…)

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Quando a periferia será o lugar certo, na hora certa?, por Eliane Brum

A maior chacina de 2015, em São Paulo, mostra que as palavras começam a matar antes da morte e seguem assassinando os vivos depois

Em El País

As fotos do 13 de agosto mostram mulheres lavando o sangue dos mortos com rodo, como nos filmes B de terror. Se o rio vermelho escorre pelos degraus, as palavras ecoam para além da extensa fila de cadáveres. Elas matam lentamente, como balas em câmera lenta, que perfuram os corpos, se espatifam por dentro e vão corroendo os órgãos. Dia após dia, dia após dia, dia após dia. Mata-se e morre-se também na linguagem. As palavras silenciam os mortos para além da morte. E calam os vivos, mesmo quando eles pensam gritar. (mais…)

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Mapeamento de violência no parto quer prevenir ocorrências nos serviços de saúde

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

“Minha sensação é que eu não servia para ser mãe. Não consegui fazer o parto do jeito certo [normal], não conseguia amamentar. Tinha algo muito errado comigo. Fui abrindo mão de muitas coisas e isso influenciou a minha maternidade”. O relato é da jornalista Carol Patrocínio, 30 anos, sobre as consequências da violência que sofreu durante o parto do primeiro filho, quando tinha 18 anos. Maus-tratos e desrespeito na gravidez são situações que afetam muitas mulheres. Para enfrentar o problema, uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) mapeou sete tipos de violência no parto. O objetivo é identificar e prevenir essas ocorrências nos serviços de saúde. (mais…)

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Material racista da Polícia Militar circula em escolas de Diadema

Panfleto com “dicas de segurança pública” retrata negros como assaltantes ou “incapacitados”

Em Brasileiros

A proliferação do estereótipo do negro visto como uma ameaça, ou como um ser antissocial e não civilizado, tal qual o personagem “Africano”, do “humorístico” Pânico na TV, se torna, infelizmente, cada vez mais constante no mundo instantâneo das redes sociais. A questão é que, agora, além das crianças e adolescentes serem bombardeados com estigmas raciais da mídia, eles estão aprendendo o racismo na escola. (mais…)

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Marcha das Margaridas 2015 une pescadoras do Brasil contra decreto do governo que retira seus direitos

Conselho Pastoral dos Pescadores – Nacional 

Cerca de 200 pescadoras de diversos estados do Brasil seguem para a Marcha das Margaridas, que acontece nos dias 11 e 12 de agosto em Brasília, para denunciar a arbitrariedade do decreto 8425, de abril desse ano, da presidência da república.  O decreto nega a essas mulheres o direito a auto se identificarem como pescadoras, e sem identidade, direitos são negados; nesse caso, o acesso ao Registro Geral da Pesca (RGP) que assegura direitos trabalhistas e previdenciários para as trabalhadoras e trabalhadores do mundo da pesca. (mais…)

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