Violência obstétrica, as práticas profissionais existem sem ela?

Emanuelle Goes* – População Negra e Saúde

Do meu lugar de enfermeira, me recordo do tempo de estudante de graduação nos momentos de estágios, principalmente nos estágios em obstetrícia. Vou lá atrás buscar informações da memória, vou lá ver como os profissionais atendiam e (não) cuidavam das gestantes e tiro a seguinte conclusão, a violência obstétrica faz parte da rotina profissional, no formato do atendimento de todos os profissionais, cada um no seu espaço de poder, atuando de forma hierarquizada: a técnica de enfermagem grita causando constrangimento, a enfermeira atrasa o procedimento, e os médicos realizam diagnósticos excessivos, a exemplo do tal  “exame de toque”. (mais…)

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Cantagalo Comemora ‘Mulheres Guerreiras’ da Comunidade

Ruth Faulkner – Rio On Watch

Há exatamente um mês, moradores do Cantagalo tomaram as ruas com uma procissão celebrando as mulheres da favela na véspera do Dia Internacional da Mulher, no dia 7 de março.

O evento começou no Museu de Favela (MUF), organização comunitária fundada por mobilizadores das comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, que organizaram o evento. A procissão, em seguida, foi até cada casa ou comércio das mulheres celebradas carregando faixas para compartilhar a homenagem. As “Mulheres Guerreiras” homenageadas foram escolhidas com base em seu comprometimento e liderança na comunidade, mesmo tendo que superar dificuldades pessoais, tornando-as fortes modelos de inspiração para os moradores. (mais…)

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Moçambique: empoderamento e economia das mulheres

Por Sergio Bacar Mafumo

Vídeo produzido para o Fórum Mulher, de Moçambique, sobre atividades de economia solidária, poupança e crédito rotativo. No primeiro momento, são mostrados depoimentos de mulheres e homens que vivem sem água potável, sem condições de plantar e de viver do colhem. Em seguida, temos as falas das mulheres que já atual na economia solidária, senhoras do seu trabalho e de seu dinheiro.

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OAB do Rio faz debate sobre o direito ao aborto legal

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Especialistas debateram ontem (25) as perspectivas sociais e políticas que envolvem a questão da interrupção voluntária da gravidez, no seminário Direito ao Aborto Legal: Contrastes entre o Uruguai e o Brasil, promovido pela Comissão de Bioética e Biodireito (CBB) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ). (mais…)

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Coleta de provas de violência sexual poderá ser feita nos serviços de saúde

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

O governo federal anunciou hoje (25) novas diretrizes para a organização e a integração do atendimento às vítimas de violência sexual por profissionais de segurança pública e do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ideia é que o registro de informações e a coleta de prova passem a ser feitos durante o atendimento prestado em unidades de saúde às vítimas de violência sexual. Desta forma, o exame não será feito mais de forma exclusiva por unidades do Instituto Médico-Legal (IML). (mais…)

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Dos expertas analizan informe de la ONU sobre el rol de las mujeres en el desarrollo

CIFOR, 16 de marzo, 2015.- Las preocupaciones en torno a la igualdad de género y el empoderamiento de las mujeres surgen nuevamente como parte en la agenda de desarrollo post-2015, que a su vez pertenece a la agenda global. El reciente informe de las Naciones Unidas sobre el papel de las mujeres en el desarrollo presenta un contundente caso a favor de conectar la igualdad de género con el desarrollo sostenible, manifestando que “las causas subyacentes en la falta de sostenibilidad y la igualdad de género están estrechamente vinculadas”. (mais…)

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Por cima do “cadáver” de Eduardo Cunha

Camila Nobrega
Do Canal Ibase

Nesta segunda-feira, 9 de março, o Largo da Carioca se transformou em extensão da Câmara dos Deputados, porém, deixando de lado o conservadorismo. No primeiro dia útil após o 8 de março – Dia Internacional da Mulher – a legalização do aborto foi posta em pauta ali, em praça pública. Mas só depois de mais de cem mulheres passarem por cima de um boneco representando o maior inimigo do movimento que pretende pôr o assunto de fato em debate: Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara. No mês passado, logo após assumir o cargo, ele afirmou que o aborto legal só iria à votação por cima do cadáver dele. Juntando crítica e humor, as mulheres andaram, batucaram, sapatearam e dançaram até coco (ritmo pernambucano) e funk em cima do boneco que construíram para a data. O objetivo foi levar às ruas esse assunto tão árido, silenciado pela sociedade, embora seja responsável por complicações na saúde de mais de meio milhão de mulheres brasileiras todos os anos e leve à morte dezenas delas. (mais…)

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Feminicídio. Uma nova conquista de direitos da mulher

“Para o modelo ainda em grande parte presente na interpretação da lei, pelo Poder Público, Judiciário inclusive, ainda sobrevive uma concepção ultrapassada para sua aplicação, conforme a qual ela tem de ser obedecida estritamente em conformidade com a sua redação”, constata Jacques Távora Alfonsin, advogado do MST, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos. Eis o artigo

IHU On-Line

A presidenta Dilma sancionou, dia 9 deste março, a lei 13.104 “para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos”. A partir de agora, o art. 121 do Código Penal, que prevê o período de prisão para assassinas/os, passa a vigorar com uma nova redação, acrescentando-se ao seu parágrafo 2º, mais uma forma de homicídio “qualificado!”, ou seja, homicídio onde se verifiquem motivos para as penas serem aumentadas. (mais…)

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