Mineração na caatinga: o pesadelo das comunidades rurais

A verdade é simples e direta: extratoras de minerais e empreiteiras atuam de forma ditatorial quando implantam seus projetos no interior do país.

Najar Tubino, Carta Maior

Raimundo Dias da Silva Santos mora em Campo Alegre de Lourdes, a 799 km de Salvador, região do semiárido baiano, onde o IBGE registra o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar – 665.680 – no país. Seu Raimundo é o exemplo das mudanças que vêm ocorrendo no semiárido nos últimos anos, com as políticas públicas implantadas pelo governo federal e executadas pela ASA. A família conta com cisterna que capta água da chuva e uma cisterna de produção, que viabiliza a criação de animais, principalmente cabras. Ele recebe assistência técnica do Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), que atua no semiárido da Bahia há 25 anos. Vivendo há 40 anos em Campo Alegre de Lourdes, considera a caatinga um lugar bom para se viver, desde que se aprenda com a convivência. (mais…)

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Henrique Cortez faz análise de conjuntura da bacia do Rio São Francisco

APSFV

“Estou ouvindo hoje as mesmas demandas e reclamações que ouvi há 10 anos atrás dos povos que vivem à beira do Rio São Francisco. São as mesmas reclamações, mas pioradas”, declarou o ambientalista e jornalista Henrique Cortez durante o seminário sobre análise de conjuntura da bacia do Rio São Francisco, no IV Encontro Popular da Bacia, na última sexta-feira, 29 de maio. (mais…)

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IV Encontro Popular da Bacia do Rio São Francisco: Carta de Bom Jesus da Lapa

O rio precisa, a caminhada segue!

Dez anos após o I Encontro Popular da Bacia, reunimo-nos no mesmo local, Bom Jesus da Lapa, nos dias 28 a 31 de Maio de 2015, para avaliar a trajetória de atuação da Articulação Popular São Francisco Vivo (SFVIVO), então criada, e planejar seu futuro. Por meio desta carta, nós, 78 pessoas, representantes de 58 organizações populares, movimentos sociais, sindicatos, associações, acadêmicos, pastorais e ONGs do Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco, nos dirigimos ao povo do São Francisco, às autoridades e a toda sociedade. (mais…)

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Verba para a revitalização do São Francisco é insuficiente e só parte dela foi liberada

Minas, que produz 70% da água da bacia, é o estado que mais demanda recuperação. Enquanto isso, assoreamento engole trechos inteiros do rio e mancha de algas tóxicas se estende por 28 quilômetros do leito

Por Mateus Parreiras, no EM

Cabrobó (PE), Salgueiro (PE), Barra (BA), Casa Nova (BA), Abaeté, Pompeu, São Gonçalo do Abaeté e Três Marias – A revolta do bispo de Barra, frei dom Luiz Cappio, com a falta de recuperação do Rio São Francisco antes da obras de transposição se apoia em um quadro sombrio. Não apenas a revitalização deixou de ser implantada nas cabeceiras, que concentram 70% da água da bacia, em terras mineiras, como o Velho Chico hoje morre de sede em locais antes inimagináveis. (mais…)

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Pequenos produtores não têm como retirar água dos canais gigantescos do São Francisco

Pequenos produtores, que segundo o discurso oficial estariam entre os principais beneficiados pela transposição do São Francisco, hoje não têm como retirar água dos canais gigantescos. Outros sofrem com o recuo de lagos sugados pela pior estiagem em 84 anos, como ocorre em Três Marias

Por Mateus Parreiras, no Estado de Minas

Cabrobó (PE), Salgueiro (PE), Casa Nova (BA), Abaeté, Pompeu, São Gonçalo do Abaeté e Três Marias – As cabras que perambulam pela propriedade do agricultor pernambucano Francisco Alves Leite, de 60 anos, já comeram tudo o que restou do milho ressecado e das melancias murchas, que ele tinha plantado. Sem água, todo o cultivo de um hectare morreu no pé e os brotos viraram ração. “Ainda tenho água de chuva no açude por mais dois meses… Quando acabar, vai ser só Deus”, lamenta o agricultor. (mais…)

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Obras de melhorias na bacia do São Francisco estão tirando água de sertanejos

Dez anos depois da greve de fome do bispo que tentou parar a obra no rio São Francisco, EM descobre em 3,5 mil Km da bacia um projeto encalhado, cheio de vícios, e que até agora só tomou água de sertanejos que deveria abastecer

Por Mateus Parreiras, em Estado de Minas

Pernambuco e Bahia – Após quatro dias sem comida, a taxa de glicose no corpo humano despenca. O organismo é obrigado a consumir as próprias reservas. A pressão arterial se altera e os órgãos encolhem, até entrar em colapso, levando à morte. Processo semelhante ocorre em um rio contaminado: se não é alimentado por água de qualidade nas cabeceiras, a poluição e o assoreamento se concentram, bactérias proliferam e consomem o oxigênio dos outros seres vivos, até que o corpo d’água morra. (mais…)

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Privatização da Saúde Indígena preocupa lideranças indígenas

Redação Yandê

A proposta de criação do Instituto Nacional de Saúde Indígena (Insi) não está sendo vista como uma boa notícia pelas lideranças indígenas de várias regiões do Brasil. Com a terceirização da saúde indígena e argumentos das péssimas condições do Sesai, muitos temem que o Insi será uma mudança que não beneficiara os povos indígenas. (mais…)

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Obras de transposição do São Francisco geram violência e incerteza no semiárido nordestino

Pedro Leal David, Informe ENSP

O governo federal vem descumprindo compromissos assumidos com o Ibama para diminuir os impactos ambientais da transposição das águas do Rio São Francisco, levando a um cenário de violação aos direitos fundamentais da população local. Está é a conclusão a que se chegou durante uma oficina sobre justiça ambiental no território da transposição, organizada pela Fiocruz, em abril. Fizeram parte das discussões diversas entidades e movimentos sociais, como a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), o MST, além profissionais da Fundação. Marcelo Firpo, pesquisador do Cesteh/ENSP, é um dos pesquisadores que debatem o tema. Para ele, o início das obras de transposição, há oito anos, já representou uma derrota para os que lutam contra as injustiças ambientais. Agora, segundo Firpo, é preciso que se retome a mobilização em torno do assunto. (mais…)

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BA – Comunidades de Curaçá cobram mais transparência na execução dos projetos do CBHSF

IRPAA

Representantes das comunidades da Bacia do Riacho Mucambo, no município de Curaçá, estiveram na Plenária do Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco – CBHSF, que aconteceu nos dias 21 e 22, no Hotel Quality, em Petrolina (PE). A participação do grupo de comunitários/as foi exclusivamente para cobrar da AGB Peixe Vivo – Agência de Bacia que presta apoio ao gerenciamento dos recursos financeiros do Comitê – mais transparência no processo de execução dos projetos financiados com o recurso da cobrança pelo uso da água do Rio São Francisco. (mais…)

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