Caminhões e operários passam pelos moradores da Vila Autódromo. O canteiro de obras das Olimpíadas de 2016 está crescendo, com enormes edifícios se formando atrás do muro adjacente à comunidade. Muitos dos terrenos deixados para trás pelas casas demolidas agora são utilizados como estacionamento. Um grande hotel vai rapidamente aparecendo por trás do que antes fora uma fileira de árvores plantadas pelos moradores décadas antes, e o constante barulho do canteiro de obras, além da demolição das casas, domina a atmosfera na comunidade.
Cada casa é um caso diferente, diz Maria, e o método para fazer com que os moradores saiam é abordá-los individualmente. Ela acredita que metade dos moradores que restaram possam vir a sair e explica que muitos destes estão esperando que os valores de mercado que foram oferecidos a outros sejam propostos antes de fazerem um acordo. O fato é que o valor das indenizações que está sendo oferecido tem uma incrível importância histórica e significa que outras favelas que passam pela mesma pressão terão este precedente para basear sua luta pela compensação justa. Ainda assim, Maria diz que nenhuma quantia em dinheiro pode levá-la a sair. (mais…)

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