Uma década sem Dorothy Stang e com muito sangue na terra, por Felipe Milanez

Os dois mandantes que participaram diretamente do caso, o “Bida” e o “Taradão”, estão soltos

No Blog do Milanez

A missionária Dorothy Stang foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, no interior de Anapu, cidade na beira da Transamazônica, no Pará. Desde então, parte da quadrilha que organizou o crime passou pela cadeia. Em um levantamento feito pela EBC (sim, é preciso fazer um levantamento para descobrir se alguém está preso), foi constatado que ninguém, efetivamente, está na cadeia pelo crime — apenas o pistoleiro que reincidiu em mais homicídios. (mais…)

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Dez anos após morte de Dorothy, assentados pedem mais presença do Poder Público

Paulo Victor Chagas – Enviado Especial da Agência Brasil

Tranquilidade e segurança foram palavras que os assentados no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança evitaram usar ao relembrar o que mudou no local dez anos depois do assassinato de Dorothy Stang, missionária da Congregação Notre Dame de Namur que lutou pela reforma agrária no sudoeste do Pará e foi assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005. (mais…)

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Bispo do Xingu fala sobre os 10 anos do assassinato da irmã Dorothy Stang

Depois de sucessivos julgamentos e até cancelamento de veredicto, acusados de serem mandantes do crime continuam soltos

Por Beth Begonha, Rádios EBC

Dom Erwin Krautler é uma das maiores lideranças da amazônia. Sempre trabalhando junto às populações tradicionais, ele próprio é obrigado a viver sob escolta policial permanente tantas as ameças de morte sofridas ao longo dos anos por causa de sua defesa da floresta e dos pobres que nela habitam. (mais…)

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Perú: Confirman muerte de un estudiante en protestas contra Pluspetrol

Enfrentamientos continúan, el número de heridos sigue en aumento.

Servindi – Esta mañana se confirmó la muerte de Eber Pérez Huamán, de 25 años, producto de los enfrentamientos que se dieron ayer entre manifestantes y policías en el distrito de Pichanaki, en la selva central, por el retiro de la empresa argentina Pluspetrol del lote 108.

El joven, estudiante universitario de ingeniería ambiental, perdió la vida tras recibir un impacto de bala en el estómago. (mais…)

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O sangue ainda corre na floresta. Dez anos do assassinato de Dorothy Stang

Dez anos após o assassinato de Dorothy Stang, os mandantes do crime continuam em liberdade e o círculo vicioso de exploração, violência e impunidade segue imperando na Amazônia

Greenpeace / IHU On-Line

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Estas foram as últimas palavras ditas por Dorothy Stang antes de ser alvejada por seis tiros, em uma estrada deserta de terra batida no interior do Pará. A missionária norte-americana tinha 73 anos de idade. Segundo seu executor, Rayfran das Neves, quando percebeu a aproximação da moto que levava seus assassinos, a freira abriu a Bíblia que carregava debaixo do braço e começou a rezar. O livro, inseparável, foi seu único consolo naqueles solitários segundos finais. (mais…)

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PM baiana é máquina de matar negros. E o governo grita gol!

Por Douglas Belchior

A inacreditável declaração do governador da Bahia, o petista Rui Costa, ao comentar o massacre promovido pela Rondesp – Rondas Especiais da Polícia Militar, no bairro do Cabula em Salvador, na madrugada do dia 6/02, que resultou no assassinato de 12 jovens negros, evidencia e sintetiza a maneira pela qual o Estado brasileiro e seus governos – todos e de todos os partidos -, tratam a morte negra: com cinismo e insensibilidade. (mais…)

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Aikewara: a história de um povo escravizado e quase extinto pela ditadura

Antropólogos contam o drama do povo indígena que foi usado e torturado pelos militares na Guerrilha do Araguaia

Por Beth Begonha, Rádio Nacional da Amazônia

A Guerrilha do Araguaia é um fato bastante conhecido da população brasileira, porém há personagens deste momento político que permaneceram ocultos: os indígenas do povo Aikewara. Os Aikewara viviam na região onde se dava o conflito dos chamados guerrilheiros com os integrantes do governo militar, porém nada sabiam sobre esse conflito. Um dia viram, apavorados, a invasão de sua aldeia por forças militares, que mantiveram mulheres e crianças prisioneiros e obrigaram os homens a guiá-los pela mata na busca dos acampamentos dos integrantes da resistência ao governo militar.

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Comissão da Verdade: a vez da pressão social

Do Observatório da Sociedade Civil / Canal Ibase

A Comissão Nacional da Verdade apresentou em dezembro seu relatório final, com o resultado de dois anos de trabalho resgatando fatos e dados sobre a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Em entrevista ao Observatório da Sociedade Civil, Anivaldo Padilha, membro da Comissão, afirma a importância política do relatório e destaca o papel da sociedade civil organizada como fundamental para a próxima fase. Segundo Padilha, a criação da Comissão Nacional da Verdade impulsionou uma ampla discussão e movimentação para levantamento de dados sobre a ditadura. Algo que, devido ao curto período de tempo, a Comissão Nacional não seria capaz de realizar sozinha. (mais…)

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Justiça do Chile condena assassinos de Charles Horman, herói do filme “Missing”

Por Frederico Füllgraf, de Santiago do Chile, especial para Jornal GGN

Nesta semana, após 14 anos de investigações do assassinato ocorrido há 42 anos, dos norte-americanos Charles Edmond Horman Lazar e Frank Randall Teruggi Bombatch – jornalista o primeiro, estudante o segundo – executados no Estádio Nacional de Santiago, entre 18 e 22 de setembro de 1973, o juiz Jorge Zepeda Arancibia, da Corte de Apelações de Santiago, sentenciou a sete e dois anos de reclusão, respectivamente, dois antigos oficiais da inteligência chilena. (mais…)

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O passado investigado pela CNV pode ajudar o futuro

O relatório da Comissão Nacional da Verdade causou reações extremadas. Mas suas recomendações apontam para consolidação da democracia e de novas informações sobre a história do país

Por Vitor Nuzzi, RBA

Longe de propor uma volta ao passado, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), apresentado em dezembro, pode ser visto como uma tentativa de aumentar a compreensão da sociedade para um período histórico e, quem sabe, mudar comportamentos, já que o cotidiano, embora sob um ambiente democrático, ainda produz discriminação, desaparecidos e torturados. “Quase tudo já era conhecido. O importante é ser uma comissão oficial do Estado, uma coisa sem precedentes na nossa história. A verdade e a memória viraram um direito”, diz o deputado Nilmário Miranda, ex-secretário de Direitos Humanos. (mais…)

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