Violência no campo impera no estado do Maranhão

CPT – Nos últimos dias, uma onda de violência rural, patrocinada pelo agronegócio, promoveu diversas violações aos direitos de povos originários e de trabalhadores e trabalhadoras rurais no Maranhão. A história de violência e tragédia se repete, com a vigorosa omissão do Estado brasileiro. No artigo, confira alguns casos recentes de conflitos: 

Por Diogo Cabral, advogado CPT/MA

1. No dia 16.06.2015, a liderança rural Francisco de Souza dos Santos, do território Campestre, zona rural de Timbiras (MA), sofreu tentativa de homicídio quando retornava para sua casa, localizada no Povoado Canafístula. Francisco vinha sendo ameaçado de morte há algum tempo por conta de sua luta pela emancipação do território tradicional ocupado por mais de 300 famílias. Em que pese referida situação, não se tem notícia de instauração de Inquérito Policial a fim de apurar tal crime, notadamente um crime político. Vale lembrar que em fevereiro de 2014, nesse mesmo território, Raimundo Brechó, também liderança camponesa, foi barbaramente assassinado, em razão do conflito, que perdura há mais de 30 anos, sem que o Estado intervenha para acabar com essa situação.  (mais…)

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Em boca fechada não entra bala

Silêncio, chá de sumiço, amnésia seletiva e ameaças veladas no caminho de ‘Corumbiara, caso enterrado’, livro sobre um dos piores conflitos agrários do Brasil pós-ditadura. Conheça os bastidores e leia o primeiro capítulo do trabalho

por João Peres – Agência Pública

Todos lançam olhares inquisidores sobre o carro. As cabeças descrevem o movimento exato do automóvel ao passar pelas ruas, ansiosas por saber quem são os forasteiros. Um repórter barbudo, um fotógrafo argentino, um padre irlandês de rosto vermelho e um missionário inglês enorme formariam um grupo exótico em quase todos os lugares do mundo. Em Vista Alegre do Abunã, um distrito minúsculo de Porto Velho, em Rondônia, são uma aberração. (mais…)

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Brasil permite casamento gay, mas ainda há preconceito, diz associação LGBT

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

O Brasil é um dos poucos países no mundo em que o casamento homoafetivo é permitido, desde 2013. O país, no entanto, está longe de acabar com o preconceito e a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). “O país, que deveria atuar de forma mais contundente, pelo tamanho e influência que tem na América Latina, está caminhando para uma situação que, a médio prazo, vai ser extremamente difícil”, afirma o secretário de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Beto de Jesus. (mais…)

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Justiça Global denuncia à OEA ameaças a integrantes da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto pela Polícia Militar da Bahia

Justiça Global formalizou denuncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre as constantes ameaças, tentativas de intimidação e perseguições a integrantes da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto feitas por policiais militares da Bahia. A situação se intensificou após a Chacina do Cabula, quando a Campanha Reaja denunciou que os 13 jovens assassinados não entraram em confronto com a polícia, mas foram executados, como comprovado posteriormente nos laudos necroscópicos e em inquérito feito pelo Ministério Público da Bahia. Com a visibilidade do caso, policiais têm ameaçado constantemente os integrantes da Campanha, especialmente o coordenador do movimento Hamilton Borges. Policiais Militares das Rondas Especiais (Rondesp) postaram na página da Reaja, em uma rede social, uma imagem com símbolos da campanha com a frase “Reaja e Será Morta, Reaja e Será Morto”, com a logomarca da corporação. Enviaram também mensagens via whatsapp para intimidar Hamilton. (mais…)

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“MPF denuncia sete agentes da ditadura pela morte de Manoel Fiel Filho”. Finalmente!

“Choram Marias e Clarices”, cantava Elis Regina em “O bêbedo e a equilibrista”. É provável que raras pessoas saibam, hoje, que essas marias e clarices não eram meros nomes femininos homenageados por Aldir Blanc. Dessas raras, algumas poucas saberão que a Clarice se referia à mulher de Vladimir Herzog, o Vlado, assinado no DOI-Codi de São Paulo em 25/10/1975 . Agora, com certeza raríssimas mesmo saberão atribuir o nome Maria à mulher de Manoel Fiel Filho, que aliás, como operário que era, muito menos menções mereceu na história desses anos vergonhosos. Aí vai a notícia de uma justiça que precisa ser feita. Mas não teria sentido publicá-la sem esta observação. Manoel Fiel Filho? Presente! (Tania Pacheco)    

Por Elaine Patricia Cruz, na Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou à Justiça Federal sete ex-agentes da ditadura militar pela morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, ocorrida em 1976. A denúncia foi protocolada hoje (24) na Justiça Federal. Agora, caberá ao juiz da vara para onde ela for encaminhada decidir se receberá ou não a denúncia, ou seja, se abrirá ou não um processo contra os denunciados. (mais…)

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Acusados por chacina em Miraporanga são condenados

Quatro homens foram condenados por triplo homicídio ocorrido em março de 2012. As vítimas pertenciam ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). As condenações, juntas, somam 99 anos de prisão em regime fechado

Correio de Uberlândia, na CPT

José Alves de Sousa, Rafael Henrique Afonso, Willian Gonçalves da Silva e Rodrigo Cardoso Fric, acusados de matar três pessoas de uma mesma família, em março de 2012, no Distrito de Miraporanga, em Uberlândia, foram condenados, juntos, a 99 anos de prisão em regime fechado. O júri popular aconteceu nesta segunda-feira (23) e durou cerca de 15 horas. (Imagem acima mostra as três vítimas) (mais…)

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Acusados de chacina em Miraporanga vão a júri popular

O triplo homicídio ocorreu em março de 2012. As vítimas, que pertenciam ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), saíam de uma reunião e foram emboscadas em uma estrada vicinal, próximo ao distrito de Miraporanga. As três pessoas foram baleadas na cabeça e morreram na hora. Uma criança de cinco anos sobreviveu à chacina.

Correio de Uberlândia, na CPT

Mais de três anos depois do triplo homicídio que vitimou Valdir Dias Ferreira, Milton Santos Nunes da Silva e Clestina Leonor Sales Nunes, os quatro acusados pelo crime vão a júri popular em Uberlândia, nesta segunda-feira (22), no Fórum Aberlado Penna. (mais…)

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Povos Indígenas no Brasil: gritos da violência, por Egon Heck

por Egon Heck

Há mais de duas décadas se repete um ritual que ecoa como um grito ensurdecedor pelo país e mundo afora. É o lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, organizado pelo Cimi, com informações recolhidas na imprensa, com as comunidades indígenas, os missionários do Cimi e instituições públicas e privadas, relacionadas com a questão indígena. É um recolher criterioso dos gritos de mais de 300 povos indígenas e em torno de 100 comunidades/grupos de povos isolados, em situação de isolamento voluntário, na Amazônia brasileira. Apesar de não conseguir ser revelador da totalidade do sofrimento, dor e crueldades e violências contra os povos indígenas, é sem dúvida uma denúncia inequívoca de que continuamos sendo um país contra os seus povos originários. (mais…)

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Por que o assassinato de 9 negros não é considerado um ato de terrorismo?

Por que se um branco mata 9 negros ele é considerado ‘doente mental’, e não ‘terrorista’? Isso mostra o racismo estrutural dos Estados Unidos

Amy Goodman – Democracy Now / Carta Maior

Porque tantos políticos e grande parcela da mídia teme chamar o tiroteio ocorrido na Carolina do Sul de um ato de terrorismo? Discutimos os padrões na cobertura de tiroteios realizados por agressores brancos com dois convidados: Anthea Butler, professora de religião e estudos africanos da Universidade da Pensilvânia; e Raphael Warnock, pastor sênior da Igreja Batista Ebenezer, em Atlanta, Georgia; que foi o lar espiritual de Martin Luther King Jr.  (mais…)

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