Vida em Primeiro Lugar: Onde Estão Nossos Direitos? Vamos às Ruas para Construir um Projeto Popular

16º Grito dos/as Excluídos/as – 7 de setembro de 2010

A 16ª edição do Grito dos/as Excluídos /as pretende resgatar as condições reais e efetivas da vida. Pretende também retomar a esperança e a utopia do projeto popular, fundamentado na justiça e no direito. Nisto radica-se a mística de todo caminheiro: aquele que tem os pés firmes num chão marcado por sonhos e contradições, as mãos solidárias para a luta e a construção de caminhos alternativos, e os olhos postos no horizonte de uma sociedade renovada, tanto nas relações pessoais e comunitárias quanto nas relações sociais, políticas, econômicas e ecológicas.

O respeito e a defesa, a conquista, ampliação e universalização dos direitos básicos de cada cidadão ou cidadã exigem uma base sólida no sentido de preservar “a vida em primeiro lugar”. É a coluna vertebral do Grito, desde sua primeira edição em 1995. Essa base, por sua vez, requer hoje mudanças urgentes e profundas da sociedade. Convém ter presente, porém, que direitos não se confundem com migalhas e mudança é muito mais que mero ajuste ao mercado mundial ou programas pontuais. Continue lendo “Vida em Primeiro Lugar: Onde Estão Nossos Direitos? Vamos às Ruas para Construir um Projeto Popular”

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Entrevista a Eduardo Galeano: Quilombos, santuarios de libertad

Por: Piter


Café de por medio, en un barcito en Montevideo, Eduardo Galeano comparte con nuestro corresponsal alguna de sus reflexiones sobre de la historia de la lucha y la resistencia negra, del racismo que aun sobrevive y de los dioses que quedaron en el mar.

Q! -En las historias que rescatás de América están los negros…

G -Claro, yo creo que somos un arcoiris, la condición humana es un arcoiris espléndido que tiene mas colores que los colores del arcoiris del cielo. Es un arcoiris terrestre, carnal, espléndido, multicolor. Y el racismo nos impide verlo en toda su hermosura. Los negros han sido como los indios y como otros también en el mundo, víctimas de esa negación, que se multiplicó cuando fueron convertidos en cosas a partir de la esclavitud masiva, cuando Europa resucita la esclavitud grecorromana hereditaria, donde el hijo del esclavo nace esclavo para proporcionar mano de obra gratuita a las plantaciones coloniales y a las minas en América. Los negros son víctimas en la articulación de América en el mercado mundial. América produce, genera, brinda productos que requieran esa mano de obra que África brindó. Millones y millones de gente, jóvenes cazados como fieras, arrancados de sus tierras y vendidos como cosas. Continue lendo “Entrevista a Eduardo Galeano: Quilombos, santuarios de libertad”

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Censo 2010 vai revelar quantos povos e línguas indígenas existem no país

O Censo 2010, por esses vários aspectos, vai trazer uma nova visão do índio. Eles são a cara do país, diz Marta. Foto: Celso Junior, Agência Estado
Carlos Haag

Por uma ironia estatística temos hoje estimativas mais confiáveis sobre quantos indígenas habitavam o Brasil em 1500 (segundo cálculos da Fundação Nacional do Índio, Funai, eles somavam 5 milhões) do que os que vivem aqui atualmente. Em 2000, um estudo da Funai afirmou que eles não passariam de 450 mil, ou 0,2% da população brasileira. No entanto, dados do Censo Demográfico daquele ano, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirmavam que eles seriam 734 mil, ou 0,4% da população nacional. Já a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, chegou a um número diverso: 520 mil pessoas que teriam sido atendidas nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

Qual, afinal, desses números é o retrato real da dinâmica demográfica da população indígena brasileira? Não se sabe. “Variam os critérios censitários e datas; há povos sobre os quais simplesmente não há informações; sabe-se pouco sobre os índios que vivem nas cidades. Ainda desconhecemos a imensa sociodiversidade nativa contemporânea dos povos indígenas, não sabendo sequer quantos povos ou línguas nativas existem”, avisa a antropóloga e demógrafa Marta Maria Azevedo, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp. “É nítida a falta de sistemas de informações populacionais mais detalhadas para orientar e avaliar as políticas públicas para os índios.” Continue lendo “Censo 2010 vai revelar quantos povos e línguas indígenas existem no país”

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Argentina – Mineração em área indígena que é Patrimônio da Humanidade é impedida por Juiz

Antonio Elio Brailovsky

Una de las consecuencias de la globalización ha sido consolidar sistemas productivos que podemos calificar como de “capitalismo salvaje”. Se han combinado grandes innovaciones tecnológicas con conductas cuya falta de ética nos recuerda los comienzos de la industrialización, en la Inglaterra del siglo XVIII, cuando se cometían los mayores crímenes en nombre del progreso. Argumentando la obvia necesidad de contar con productos de origen mineral se intentó justificar la realización de cualquier clase de proyectos mineros, aún en sitios de alta vulnerabilidad y con tecnologías peligrosas.

Tal vez el caso más paradigmático haya sido el intento de desarrollar la minería del uranio en una área declarada como Patrimonio de la Humanidad, la Quebrada de Humahuaca, ubicada en la provincia argentina de Jujuy. En un paisaje montañoso de características singulares, existen testimonios arqueológicos de 10 mil años de culturas indígenas, valiosa arquitectura colonial y comunidades originarias que conservan sus formas de vida tradicionales.
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Unicef da Grã-Bretanha denuncia em filme a situação das crianças no mundo

A Unicef da Grã-Bretanha realizou o belíssimo (mas chocante) filme abaixo como uma iniciativa para mobilizar a humanidade para a proteção às crianças. São imagens de diferentes países, nos quais, segundo a Unicef, até mesmo os direitos mais básicos lhes são negados – à educação, à saúde, a serem tratadas com dignidade, a serem ouvidas e, até mesmo, à própria infância. A trilha musical do vídeo foi oferecida à Campanha pelo grupo Radiohead, assim como os direitos autorais da música. Para mais informações sobre a iniciativa, clique aqui.

Vendo o filme, impossível evitar uma pergunta direta: a cor da pele dessas crianças será uma mera coincidência?

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Maranhão – Awá saem da floresta para provar que ainda existem

Zé Doca – Índios da tribo Awá-Guajá participarão de um protesto em Zé Doca de 1º a 3 de agosto, para provar que eles existem e exigir que suas terras sejam protegidas de invasão. O evento, chamado ‘Nós existimos: Terra e Vida para os Caçadores e Coletores Awá’, está sendo organizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Igreja Católica local e vários outros grupos indígenas. Cerca de 100 índios Awá são esperados para participar do protesto. Para a maioria, será a primeira vez que deixará suas comunidades na floresta.

A manifestação será em Zé Doca por se localizar próximo ao territórioAwá no Maranhão. É uma resposta a declarações do gabinete da Prefeitura, negando que os Awá existem. Eles são uma das duas únicas tribos nômades e sem agricultura do país. Mais de 60 Guajá não têm qualquer contato com forasteiros e correm perigo devido a madeireiros ilegais.

Apesar de as terras Awá terem sido reconhecidas legalmente, os índios são alvo de madeireiros, que estão abrindo estradas nas florestas, e de colonos, que caçam os animais dos quais os indígenas dependem, e os expõem a doenças e violências. Continue lendo “Maranhão – Awá saem da floresta para provar que ainda existem”

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Dardanelos e Belo Monte: a história se repete

Telma Monteiro

Nesta semana, as etnias Arara e Cinta Larga ocuparam as obras da usina de Dardanelos no rio Aripuanã, em Mato Grosso.  As pressões sofridas pelos indígenas com a construção da hidrelétrica, criminosamente ignoradas no processo de licenciamento, vieram à tona. À época da concessão das licenças, os impactos que hoje afetam as Terras Indígenas (TIs) em Aripuanã foram considerados como “de baixa importância e baixa significância”. Apesar de ocuparem 6.863 quilômetros quadrados, totalizando 27,40 % da área do município, as TIs receberam o status de Área de Influência Indireta (AII) nos estudos ambientais.

Em 1944 nascia o município de Aripuanã, no noroeste de Mato Grosso (MT), na margem direita do rio Aripuanã.  O rio Aripuanã corre paralelo ao Juruena, atravessa a divisa do Estado do Amazonas e vai desaguar no baixo curso do rio Madeira.

A região de Aripuanã sempre foi marcada por conflitos entre garimpeiros e indígenas. O município foi idealizado  para ser colônia agrícola.  A sede administrativa de Aripuanã, devido á dificuldade de acesso, ficou inicialmente em Cuiabá, depois passou para Manaus. Só em 1966 ela foi estabelecida no local atual, na Chapada de Dardanelos, ao lado do Salto das Andorinhas e do Salto de Dardanelos. Continue lendo “Dardanelos e Belo Monte: a história se repete”

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O insustentável preconceito do ser

rosana-jatob

Por Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

– Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só! Continue lendo “O insustentável preconceito do ser”

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Dardanelos: Governo faz lista de medidas acordadas para atender índios

O governo do Estado divulgou oficialmente ontem o acordo feito com os índios que invadiram no domingo a usina hidrelétrica de Dardanelos, em Aripuanã (a 1.002 km de Cuiabá).  Quatro secretarias de governo assinaram o acordo com o objetivo de encerrar o impasse na região e o resultado foi um cronograma de compromissos para atender à necessidade das etnias impactadas sócio-ambientalmente com as obras da usina – que deve gerar energia suficiente para 600 mil habitantes por dia.

A notícia é do Diário de Cuiabá, 30-07-2010.

As medidas foram exigidas principalmente pelos povos Arara e Cinta-Larga, mas 11 etnias vivem na região impactada pela usina.  Entre as exigências está o apoio da Casa Civil no fortalecimento da Associação da Comunidade Indígena com materiais de escritório e de informática, fora o apoio para estender à região das aldeias o projeto Luz para Todos, do governo federal.
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ONG articula movimentos socioambientais no Maranhão

Foi lançada hoje (30), em ocasião do Seminário Quilombolas, a ONG Reentrâncias, criada para articular e apoiar os movimentos, organizações e comunidades da região litoral norte do Maranhão numa perspectiva de fortalecimento das lutas populares. O Seminário aconteceu no Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) do município de Bequimão.

Diversas entidades e movimentos, atuantes na luta das comunidades quilombolas da região, participaram de debates sobre a criação de políticas públicas voltadas para a terra e o direito dos quilombolas, além de apresentações de música e danças populares. O evento foi realizado pela STTR do município, Fórum Carajás, Colônia de Pescadores Z-38 e Comunidades Quilombolas da região.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=49849

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