Reforma da Educação: um caminho para transformar o Brasil

No segundo vídeo da série Reformas Democráticas você vai saber porque nossas escolas se parecem tanto com presídios, as propostas de especialistas sobre como fazer uma reforma da educação e a importância estratégica desta área para mudanças estruturais no Brasil. A série produzida pela equipe do Vermelho tem seis vídeos temáticos, de cerca de seis minutos cada, com os melhores momentos de sete horas de gravação.

http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=150548&id_secao=29

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Mulheres atingidas por barragens participam de encontro nacional em Brasília, de 4 a 7 de abril

Entre os dias 4 e 7 de abril, cerca de 600 mulheres atingidas por barragens de todo o país estarão reunidas, em Brasília, para o Encontro Nacional das Mulheres – em luta por direitos e pela construção de um novo projeto energético popular. O evento, organizado pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), será realizado no Parque da Cidade.

O Encontro terá o objetivo de discutir e analisar a realidade e as conseqüências da construção das barragens na vida das mulheres, traçar um plano de ação para que cada vez mais elas sejam ativas na luta e na organização e denunciar a violação dos direitos humanos das mulheres atingidas no processo de construção de barragens. Além disso, o Encontro culminará numa festa simbólica dos 20 anos de organização nacional do MAB.

Ativistas do movimento internacional da luta contra as represas também estarão presentes no encontro brasileiro. Representantes do movimento mexicano, Miriam Jimenez Agredano, e da Patagônia Argentina, Moira Ivana Millán, confirmaram presença, assim como a vice ministra de Minas e Energia do Paraguai, Mercedes Canese. Continue lendo “Mulheres atingidas por barragens participam de encontro nacional em Brasília, de 4 a 7 de abril”

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Memórias dos anos de chumbo

Por Ana Helena Tavares

Um escritório próximo à Cinelândia, a pouquíssimos metros do teatro que foi palco do discurso oco de Barack Obama, tem sido o local das reuniões de pauta do jornal onlineRede Democrática. Na noite de sexta-feira, 25 de Março, tive a felicidade de participar dessa reunião e, em seguida, entrevistar um de seus membros: Carlos Eugênio Paz.

Podem chamá-lo de comandante “Clemente”. Entrou para a Ação Libertadora Nacional (ALN), quando esta organização política ainda era o chamado “Grupo Marighela” do Partido Comunista. Era um jovem de 16 anos. Naquele ano, 1966, a ditadura brasileira estava no “olho do furacão”, como definiu, dizendo que talvez isso tenha contribuído para sua sobrevivência, além de, principalmente, a lealdade de seus companheiros.

Minha intenção era entrevistá-lo sobre a Lei de Anistia, mas a conversa, saborosamente informal, e acompanhada por outros quatro integrantes da “Rede”, todos ex-guerrilheiros, aos quais dei a liberdade de intervir no papo, durou mais de uma hora. Mesmo porque ele não tem o menor problema em falar sobre seu passado. Ao contrário, acha isso importantíssimo. Tanto que já escreveu dois livros sobre o assunto: Viagem à luta armada e Nas trilhas da ALN. Tem um terceiro, pronto pra ser publicado. Continue lendo “Memórias dos anos de chumbo”

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Prefeitura Municipal de João Pessoa lança campanha contra racismo institucional

Dentro da campanha estão previstas atividades para os gestores e servidores públicos municipais que atuam direta ou indiretamente no atendimento à população e um serviço de Ouvidoria para denúncias de casos de discriminação.

Com o tema “Racismo Não”, a Prefeitura de João Pessoa lançou, nesta quinta-feira, 31, a campanha de enfrentamento ao racismo institucional, com o objetivo de diminuir o seu impacto nos serviços públicos. A solenidade foi realizada no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM) e encerrou as programações do mês da mulher.

A assessora de Políticas Públicas para a Diversidade Humana, Simone Cavalcante, explica que o Racismo Institucional se manifesta em normas, práticas e comportamentos discriminatórios adotados no cotidiano do trabalho, os quais são resultantes da ignorância, da falta de atenção, do preconceito ou estereótipos racistas. “Em qualquer um destes casos ele sempre coloca as pessoas de grupos raciais ou étnicos discriminados em situação de desvantagem no acesso aos benefícios gerados. A superação do racismo e das desigualdades etnicorraciais é fator essencial para a promoção do desenvolvimento e para que a gestão seja, de fato, eficaz, eficiente e responsiva para todos os segmentos populacionais”, destacou Simone.
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Sejudh inicia visitas a comunidades quilombolas

Com o objetivo de criar Fóruns para mobilização das populações remanescentes de quilombos nos 10 Polos Regionais de Igualdade Racial existentes no Pará, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) promove, nos dias 1° e 2 de abril (sexta-feira e sábado), visitas técnicas às comunidades quilombolas Nova Esperança e Concórdia, no município de Concórdia do Pará, no nordeste paraense.

A Secretaria, por meio da Coordenação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir), quer dispor de um espaço permanente de articulação entre as esferas de governo, visando o fortalecimento das ações voltadas a populações quilombolas.
Para a titular da Ceppir, Maysa Almeida, os Fóruns Quilombolas também pretendem organizar e viabilizar as demandas das comunidades remanescentes de quilombos, que segundo ela são prioridade para o atual governo.

A próxima visita da equipe da Ceppir será nos dias 8 e 09 de abril, a comunidades nos municípios de Castanhal e Inhangapi, também no nordeste do Pará. Segundo Maysa Almeida, as visitas aos polos foram definidas pelo secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, José Brasil Jr., para estruturar a criação dos Fóruns Quilombolas.

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Estudantes fazem protesto e pedem cotas sociais e raciais na USP

Estudantes levam faixas de protesto em frente à reitoria da USP (Foto: Fernanda Nogueira/G1)

 

Proposta de mudança em programa de inclusão desagrada universitários.

Reunião do Conselho de Graduação discute alterações no vestibular.

Estudantes de cursinhos comunitários protestam em frente ao prédio da reitoria da Universidade de São Paulo nesta quinta-feira (31). Eles dizem que a discussão sobre a mudança no programa de inclusão de alunos de escola pública, o Inclusp, não é democrática e que gostariam de ser ouvidos para defender um sistema de cotas social e racial na USP.

Eles querem a abertura de discussão para a implementação das cotas na USP. “Antes de ser eleito, o reitor (João Grandino Rosas) afirmou que a USP tinha que discutir cotas. Agora não fala mais sobre o assunto”, disse Leandro Salvati, coordenador do Núcleo de Consciência Negra da USP, que é formado por estudantes, funcionários e conta com 150 alunos de cursinho pré-vestibular.

Uma reunião do Conselho de Graduação discute mudanças no vestibular da Fuvest, que dá acesso à USP. Entre as propostas está mudar o sistema do Inclusp, com a possibilidade de aumentar a bonificação de 12% para 15%, com mudança na forma como o estudante atinge a pontuação. Os 3% de bônus automático deixam de existir e um novo percentual passa a valer de acordo com a participação em uma prova feita durante o ensino médio. A ideia é atrelar o bônus ao mérito, segundo a reitoria. Continue lendo “Estudantes fazem protesto e pedem cotas sociais e raciais na USP”

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Câmara Federal sob o império do preconceito

Tudo começou com uma pergunta mal entendida que resultou em uma resposta que todo mundo entendeu muito bem. Durante um programa de TV, ao ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) respondeu que não discutiria promiscuidade.

O remendo no dia seguinte saiu ainda pior. Bolsonaro afirmou que entendeu que a cantora havia se referido a um relacionamento homossexual e opinou que ser gay é ser promíscuo. Se a declaração causaria polêmica vinda de qualquer pessoa pública, ao vir de um parlamentar, causou ainda mais surpresa.

Segundo o professor de Antropologia Política da Universidade Federal do Pará (UFPA), Romero Ximenes, o político expressa o pensamento conservador da sociedade, “que é racista e homofóbica em sua maioria”.

“Ele se torna o porta-voz dessas pessoas. Ele é um intelectual da direita com base política conservadora, que desagradou à opinião pública, mas tira proveito dessa maioria silenciosa. Do ponto de vista eleitoral, no mercado político, esses comportamentos influenciam no ganho de votos. É como se ele estivesse posando para sua clientela conservadora. Mas é claro que ele corre o risco de ser punido por racismo, que é crime inafiançável”. Continue lendo “Câmara Federal sob o império do preconceito”

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Tema do 1º de Maio da CUT é Brasil & África

CUT

 

Promover a valorização dos aspectos históricos e culturais que nos ligam à África, apontando possibilidades de integração e intercâmbio das nossas lutas e conquistas

Neste ano, o 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhado – promovido pela CUT vai associar o Brasil a África, trazendo à tona raízes africanas presentes na cultura brasileira e os laços históricos, culturais, políticos, sindicais e sociais que unem trabalhadores/as do Brasil e de vários países daquele continente.

Assim, nada de sorteio de casas e carros! Adi dos Santos Lima, o presidente da CUT/SP, adianta que as atividades começarão já no dia 25 de abril e terão como tema as relações entre os trabalhadores do Brasil e da África.

De acordo com o projeto de Adi dos Santos Lima, o objetivo é “promover a valorização dos aspectos históricos e culturais que nos ligam à África, apontando possibilidades de integração e intercâmbio das nossas lutas e conquistas”.
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Carta Capital: Homofobia e racismo do deputado Bolsonaro geram onda de indignação

Para o advogado Eduardo Piza Gomes de Mello, do Instituto Edson Néris, Bolsonaro pode “negociar com parlamentares e partidos para que a corregedoria não abra um processo contra ele”. Foto: Renato Araújo/ABr

Paula Thomaz

As reações de diversos segmentos da sociedade às declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) na TV Bandeirantes, na última segunda-feira 28, foram de “absoluta indignação”. Para Valéria Melki Busin, integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, responsável pela articulação com o movimento LGBTT, “esse tipo de manifestação fere os direitos humanos não só da comunidade LGBTT e familiares, como desrespeitou negros, mulheres e homens”, afirma.

Entre outras declarações polêmicas, Bolsonaro disse que “o filho começa a ficar assim, meio gayzinho leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem” (sic). E também: “ô Preta [Gil], eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu.”

Para Valéria, resta a esperança de que ele seja sancionado pelas declarações racistas, já que atitude homofóbica ainda não é considerada como crime. “Ele sempre fala abertamente assim, se fosse crime a justiça funcionaria e ele seria preso. Depois das repercussões, ele deu uma consertada, mas se escora na impunidade. Só mostra que certos segmentos da sociedade têm cidadania de segunda classe. É como se estivesse dizendo ‘pode ir na avenida Paulista e bater em gay’”, indigna-se. Continue lendo “Carta Capital: Homofobia e racismo do deputado Bolsonaro geram onda de indignação”

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Não ao racismo, o machismo e a homofobia – contra todo o tipo de preconceito!

Neste momento, as organizações nacionais do Movimento Negro estão dialogando entre si para construirmos uma grande marcha nacional em frente ao Congresso Nacional para dizer um grande “não” ao racismo, machismo e homofobia, como temos visto nos últimos dias.

Comecem a mobilizar suas bases, procurem suas redes e articulações e vamos somar forças. O CEN está nesta construção e queremos fazer deste um movimento histórico que agregue negros, mulheres, LGBTs etc.

Vamos unir nossas forças! Assim que os acordos forem fechados, vamos divulgar em todas as redes.

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